A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) deve votar nesta quarta-feira (4) o Projeto de Lei Complementar nº 42/2025, que trata da reestruturação da Polícia Militar do Estado. A proposta, encaminhada pelo governador João Azevêdo (PSB), visa modernizar a estrutura da corporação com a criação de novos comandos, batalhões e diretorias estratégicas.
A matéria tem mobilizado a categoria militar, que acompanha de perto a tramitação. A pressão vem tanto de praças quanto de oficiais, que cobram melhorias nas condições de trabalho e critérios mais transparentes para promoções.
A expectativa é que o texto receba diversas emendas antes da votação. O líder da oposição, deputado George Morais (União Brasil), confirmou que as negociações seguem em ritmo intenso.
O debate sobre a proposta ganhou força após a audiência pública realizada no início de maio pela Comissão de Administração, Serviço Público e Segurança. Parlamentares e representantes de associações militares participaram do encontro, que teve como foco principal o alinhamento entre a categoria e o Executivo.
Nessa oportunidade, o presidente da ALPB, Adriano Galdino (Republicanos), reforçou o compromisso com o diálogo. “Precisamos entender as insatisfações que existem e trabalhar juntos para encontrar soluções que atendam a todos. É uma oportunidade valiosa para ouvir a tropa e promover melhorias reais na segurança pública”, afirmou.
Já o deputado Sargento Neto (PL), que propôs a realização da audiência, destacou a importância de garantir transparência e consenso. “O projeto traz avanços, mas precisamos construir isso ouvindo quem está na ponta. A tropa precisa ser ouvida.”
A votação do projeto será um teste de articulação para o governo. A base aliada trabalha para evitar derrotas nas emendas, enquanto a oposição tenta ampliar o debate com apoio das entidades de classe. O resultado, ao que tudo indica, sairá após longas horas de discussão no plenário.
A votação do projeto colocará à prova a capacidade de articulação do Palácio da Redenção e a sensibilidade dos deputados diante das demandas da tropa. Enquanto o governo tenta aprovar o texto com o menor número possível de alterações, a oposição e as associações pressionam por mudanças substanciais. O desfecho dependerá do equilíbrio entre interesse político e escuta qualificada.
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