O governador João Azevêdo (PSB) retorna ao cargo nesta terça-feira (15) após uma licença de 15 dias de descanso em decorrência de um período eleitoral desgastante. Pela frente, além da contenda relacionada à disputa pela presidência da Assembleia Legislativa, terá que se debruçar sobre a definição dos espaços no governo. O próprio gestor já admitiu a necessidade de reforma administrativa e, apesar de ser um governo de continuidade, ele precisará mudar muitas peças para abrigar aliados construídos durante a eleição difícil. Pouco mais de 117 mil votos separaram ele do candidato derrotado, Pedro Cunha Lima (PSDB).
O espaço será aberto com a mudança na correlação de forças dentro do governo. Ao longo do período pré-eleitoral, alguns aliados deixaram a base, a exemplo de Efraim Filho (União Brasil) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB), ambos com mandato garantido no Senado. Por outro lado, ex-adversários viraram ‘sócios’ da gestão, a exemplo do deputado federal Aguinaldo Ribeiro e da senadora Daniella Ribeiro, ambos do PP. Deles veio a indicação de Lucas Ribeiro, eleito para vice de João Azevêdo para o mandato que se inicia em janeiro do próximo ano. Eles devem colocar nomes na mesa para a nova gestão.
Por outro lado, há um grupo representativo de antigos e novos aliados que naufragaram na eleição. Desta ala, a deputada Pollyanna Dutra (PSB) deve encabeçar a lista. Ela disputou uma vaga no Senado em uma empreitada sabidamente kamikaze, mas que a cacifou após ter engrenado uma crescente que quase a levou à Casa Alta. Ela ficou em segundo lugar na corrida eleitoral. Outros nomes também chegam em situação parecida. Geraldo Medeiros e Ricardo Barbosa, ambos do PSB, tentaram vaga na Câmara dos Deputados e não conseguiram o intento.
Rafaela Camaraense (PSB) e Lindolfo Pires (PP) também tiveram frustrada a tentativa de condução para a Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa, respectivamente. Ambos ficaram na suplência. Tem ainda o deputado federal Julian Lemos (União Brasil), que acabou aderindo também à candidatura de João e poderá ‘encontrar’ espaço no governo. Há também uma dúvida sobre o espaço que será ocupado pela vice-governadora Lígia Feliciano, que chegou a ser cotada para disputar o cargo, mas perdeu espaços dentro do PDT e foi desautorizada pelo partido.
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