O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), causou surpresa nesta segunda-feira (11), um dia antes de assumir o comando do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A surpresa, no entanto, não será a assunção ao cargo, visto que ela é protocolar, mas a lista de convidados. Para a posse, nesta terça-feira (12), ele convidou o ex-presidentes Jair Bolsonaro (PL) e Fernando Collor, ambos presos.
A lista, segundo o tribunal e auxiliares do ministro, seguiu o protocolo: todos os ex-presidentes vivos receberam convite. Isso inclui, portanto, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que preside o Banco do Brics, com sede na China, e os ex-presidentes Michel Temer (MDB), Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e José Sarney (MDB). Os dois últimos, com idades muito avançadas.
Também foram chamados integrantes do Congresso. No entorno de Nunes Marques, a orientação é tratar o episódio como mera formalidade institucional. Interlocutores do ministro afirmam que ele não telefonou pessoalmente para nenhum dos convidados.
Nos casos de Bolsonaro e Collor, ambos só poderão participar se forem autorizados pelo Supremo, o que é pouco provável. Procuradas pelo G1, as defesas dos dois ex-presidentes não se pronunciaram. Ambos cumprem pena em prisão domiciliar.
O gesto chama atenção porque Bolsonaro foi justamente quem indicou Nunes Marques ao Supremo, em 2020.
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