Covid-19
Covid-19: João Azevêdo diz que rejeição da ‘Sputnik V’ pela Anvisa gera decepção
27/04/2021 14:55
Suetoni Souto Maior
João Azevêdo diz esperar que a decisão seja revista pelo órgão federal. Foto: Divulgação/Secom-PB

O governador João Azevêdo (Cidadania) se disse decepcionado com a não liberação da vacina russa ‘Sputnik V’ pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os integrantes do Consórcio do Nordeste contavam com a aquisição dos imunizantes para acelerar a vacinação em seus estados. Os governadores firmaram recentemente contrato para a compra de 37 milhões de doses que seriam agregadas à Campanha Nacional de Vacinação. A aquisição, inclusive, é defendida pelo Comitê Científico do consórcio formado por gestores da região.

“A Paraíba irá aguardar a decisão final da Anvisa sobre a vacina Sputnik V. Ficamos com a sensação de decepção. A Sputnik já está sendo aplicada em dezenas de países. A lista inclui Hungria, México, Argentina, entre outros, sem problemas relatados até agora. Então, fica difícil entender o parecer da Anvisa. Não podemos imaginar que a questão esteja sendo politizada. Seria um absurdo”, disse Azevêdo, lembrando o fato de existirem atualmente 62 países onde a vacina já é aplicada.

O governador paraibano deixou claro que ainda aguarda mudança no posicionamento do órgão federal. “Continuaremos acompanhando as providências, respostas e apresentação de documentação técnica, do Instituto Gamaleya (que produz a Sputnik V), visando dirimir as possíveis dúvidas da Anvisa. Precisamos de vacina, obviamente seguras e eficazes”, ressaltou João Azevêdo. As críticas vieram de vários outros governadores logo após a rejeição do registro, ocorrido nesta segunda-feira (27).

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O presidente do Consórcio Nordeste, Wellington Dias (PT-PI), disse à Folha de São Paulo nesta terça que representantes do governo russo reafirmaram que a vacina Sputnik V é segura, eficaz e sem efeitos colaterais graves. Ele participou de reunião com cientistas do instituo Gamaleia e membros da agência de regulação da Rússia e do ministério da Saúde do país. O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), também fez críticas à decisão.

“Afirmaram que com muita segurança que é uma vacina segura, com baixos efeitos colaterais, nenhum efeito grave. É uma vacina eficaz, que tem capacidade de imunização e que foi aplicada em milhões de pessoas em 62 países do mundo. Assim, esperamos que agora eles possam tecnicamente, cientificamente, responder aos pontos apresentados pelo relatório da Anvisa, que diz examente o contrário. Precisamos saber quem está com a verdade”, afirma Dias.

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