A terça-feira (28) amanheceu agitada em Bayeux, na Região Metropolitana de João Pessoa. A vereadora Rosiene Sarinho (PSB) foi afastada do cargo por tempo indeterminado após virar alvo de uma operação da Polícia Civil que investiga um suposto esquema de “rachadinha” e desvio de dinheiro público no município.
A decisão não veio sozinha. Junto com o afastamento, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na residência da parlamentar, localizada em um condomínio no bairro Pedro Gondim, em João Pessoa, além da Câmara Municipal e do gabinete dela em Bayeux.
Mas o que realmente chamou atenção foi uma cena digna de roteiro policial: no momento da chegada dos agentes, a vereadora teria tentado se livrar de um celular. Segundo a polícia, o aparelho foi arremessado pela janela do apartamento — só que não adiantou muito. O telefone acabou recuperado pelos investigadores.
A operação também atingiu o núcleo mais próximo da parlamentar. O chefe de gabinete e o filho dela foram apontados como integrantes do suposto esquema e também passaram a cumprir medidas cautelares. Entre elas, a proibição de exercer funções de confiança tanto no Legislativo quanto no Executivo municipal.
De acordo com a polícia, as suspeitas indicam que o esquema teria começado ainda quando Rosiene fazia parte da base da prefeitura. A ruptura política com a prefeita Tacyana Leitão (PSB), inclusive, aparece no pano de fundo da investigação, em meio a movimentações envolvendo apoios políticos no estado.
Segundo a polícia, o esquema teria seguido o roteiro clássico: indicação de pessoas para cargos públicos com a exigência de devolução de parte dos salários — a chamada “rachadinha”.