A infiltração do crime organizado na Política, em Cabedelo, denunciada por Polícia Federal e Gaeco do Ministério Público da Paraíba, justifica os pedidos de tropas federais em cidades paraibanas. Houve pedidos para pelo menos três municípios até o momento. A lista inclui Itabaiana, Piancó e Bayeux e dá o tom de como será o pleito deste ano.
Não houve pedido de tropas federais para Cabedelo, mas nem precisaria. A cidade já está sob os holofotes. Nela, o prefeito escolhido em eleição suplementar, no dia 12 de abril, Edvaldo Neto (Avante), foi afastado do cargo. Entre as acusações, está a reconstrução de um esquema que teria o condão de infiltrar na administração pública pessoas indicadas pelo tráfico.
Situação parecida com a de Itabaiana. Lá, a 6ª Zona Eleitoral relatou um cenário de conflito armado entre facções criminosas rivais, descrito no documento como semelhante a “guerrilha urbana e rural”, com risco de coação eleitoral sobre cerca de 19 mil eleitores da região.
No caso de Piancó, a 32ª Zona Eleitoral apontou “grave polarização política” e histórico de animosidade entre grupos adversários. O relatório menciona inclusive a prisão de uma liderança política suspeita de planejar atentado contra um adversário político.
Em Bayeux, a 61ª Zona Eleitoral justificou o pedido com base em confrontos entre facções criminosas e relatos de expulsão forçada de moradores em áreas onde funcionam seções eleitorais, o que, segundo o magistrado responsável, compromete o livre acesso dos eleitores e a segurança dos trabalhos eleitorais.
Com base nos pedidos, o TRE deve ouvir o governador Lucas Ribeiro (PP) sobre os pedidos, para saber se as forças policiais do Estado têm condições de garantir a tranquilidade do pleito. Depois disso, haverá a análise da Corte e os casos poderão ser encaminhados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Seja qual for a conclusão, percebe-se que o que se tem para hoje já é muito grave.
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