<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>padre egídio &#8211; Blog do Suetoni</title>
	<atom:link href="https://suetonisoutomaior.com.br/tag/padre-egidio/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://suetonisoutomaior.com.br</link>
	<description>Site pessoal de Suetoni Souto Maior</description>
	<lastBuildDate>Mon, 14 Apr 2025 13:49:47 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.1.1</generator>
	<item>
		<title>Supremo nega novo pedido de liberdade a padre Egídio, investigado por desvio de R$ 140 milhões</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/supremo-nega-novo-pedido-de-liberdade-a-padre-egidio-investigado-por-desvio-de-r-140-milhoes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Apr 2025 13:49:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[desvio]]></category>
		<category><![CDATA[padre egídio]]></category>
		<category><![CDATA[prisão]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://suetonisoutomaior.com.br/?p=15003</guid>

					<description><![CDATA[O Supremo Tribunal Federal (STF) negou, por unanimidade, mais um pedido de revogação da prisão preventiva do padre Egídio de Carvalho Neto. A decisão mantém o religioso preso no âmbito da Operação Indignus, que investiga o desvio de R$ 140 milhões em recursos públicos destinados a instituições filantrópicas da Arquidiocese da Paraíba. Os ministros Cristiano [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O Supremo Tribunal Federal (STF) negou, por unanimidade, mais um pedido de revogação da prisão preventiva do padre Egídio de Carvalho Neto. A decisão mantém o religioso preso no âmbito da Operação Indignus, que investiga o desvio de R$ 140 milhões em recursos públicos destinados a instituições filantrópicas da Arquidiocese da Paraíba.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Luiz Fux acompanharam o voto da relatora, ministra Cármen Lúcia. No despacho, ela ressaltou a gravidade das acusações e o comportamento dos investigados. “Denota-se a ousadia dos investigados e evidente destemor e indiferença à atividade estatal, dispondo indevidamente de recursos públicos que deveriam ter sido investidos no Instituto São José, no Hospital Padre Zé e na Ação Social Arquidiocesana (ASA)”, escreveu a ministra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Padre Egídio foi preso preventivamente em 17 de novembro de 2023, na segunda fase da Operação Indignus. Segundo o Ministério Público, ele seria o líder do esquema que desviou verbas públicas por meio de contratos fraudulentos e uso indevido de recursos para aquisição de bens pessoais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em abril do ano passado, o religioso obteve prisão domiciliar após ser internado, mas desde então tenta responder ao processo em liberdade. A nova tentativa foi barrada pelo STF, que considerou necessário manter a prisão para garantir a ordem pública e o andamento das investigações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por: Beatriz Souto Maior</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quer receber todas as notícias do blog através do WhatsApp? Clique no link abaixo e cadastre-se: <a href="https://abre.ai/suetoni">https://abre.ai/suetoni</a></strong></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Em nova denúncia, Ministério Público pede que Padre Egídio e Samuel Segundo devolvam R$ 1,5 milhão ao Padre Zé</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/em-nova-denuncia-ministerio-publico-pede-que-padre-egidio-e-samuel-segundo-devolvam-r-15-milhao-ao-padre-ze/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 May 2024 17:50:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[ministério público]]></category>
		<category><![CDATA[padre egídio]]></category>
		<category><![CDATA[segundo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://suetonisoutomaior.com.br/?p=13450</guid>

					<description><![CDATA[O juiz José Guedes, da 4ª Vara Criminal de João Pessoa, aceitou a terceira denúncia referente ao escândalo de corrupção que teria ocorrido no Hospital Padre Zé. O caso da vez diz respeito ao sumiço dos celulares doados pela Receita Federal para ajudar a instituição de saúde. Com a decisão, foram tornados réus o Padre [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O juiz José Guedes, da 4ª Vara Criminal de João Pessoa, aceitou a terceira denúncia referente ao escândalo de corrupção que teria ocorrido no Hospital Padre Zé. O caso da vez diz respeito ao sumiço dos celulares doados pela Receita Federal para ajudar a instituição de saúde. Com a decisão, foram tornados réus o Padre Egidio de Carvalho e Samuel Rodrigues Segundo. A ação do Ministério Público da Paraíba (MPPB) aponta o sumiço de dezenas de celulares em caso que foi investigado inicialmente pela Polícia Civil. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Toda a renda da venda dos celulares deveria ser doada para o Hospital Padre Zé, mas acabou sendo desviada. O sumiço foi o pivô da investigação que resultou na operação Indignus e na denúncia de um esquema muito maior de desvio de dinheiro das doações. O rombo causado pelo suposto esquema, de acordo com o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) seria de R$ 140 milhões, entre os anos de 2013 e 2023. O montante é superior ao revelado na operação Calvário (R$ 134,2 milhões), que tinha agentes públicos e fornecedores do governo do Estado como alvos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Na denúncia, o Ministério Público pede que os réus paguem, solidariamente, mais de R$ 1,5 milhão em decorrência dos crimes. Seriam R$ 525,8 mil a título de danos materiais e mais R$ 1 milhão por danos morais coletivos em decorrência dos supostos crimes. O padre Egídio é acusado de ter constituído uma verdadeira fortuna enquanto esteve à frente do Hospital e da ASA. O religioso comprou imóveis de luxo nos estados da Paraíba, Pernambuco e São Paulo, alguns em nome de terceiros. Foram 29 ao todo, de acordo com o que foi revelado pelo Gaeco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tanto Egídio quanto Segundo chegaram a ser presos em etapas diferentes da investigação. Atualmente, ambos cumprem medidas cautelares. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quer receber todas as notícias do blog através do WhatsApp? Clique no link abaixo e cadastre-se:&nbsp;</strong><a href="https://abre.ai/suetoni">https://abre.ai/suetoni</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Indignus: depoimento do Padre Egídio e os pecados na condução da ASA e do Padre Zé. Relembre as acusações</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/indignus-depoimento-do-padre-egidio-e-os-pecados-na-conducao-da-asa-e-do-padre-ze-relembre-as-acusacoes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 May 2024 09:59:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[depoimento]]></category>
		<category><![CDATA[justiça]]></category>
		<category><![CDATA[padre egídio]]></category>
		<category><![CDATA[preso]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://suetonisoutomaior.com.br/?p=13381</guid>

					<description><![CDATA[O padre Egídio de Carvalho Neto é esperado nesta segunda-feira (20) para audiência de instrução no processo que o acusa de ter capitaneado um esquema de corrupção em instituições de caridade ligadas à Igreja Católica. Ele comandou a Ação Social Arquidiocesana (ASA) e o Hospital Padre Zé. Na condução dos dois, de acordo com o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O padre Egídio de Carvalho Neto é esperado nesta segunda-feira (20) para audiência de instrução no processo que o acusa de ter capitaneado um esquema de corrupção em instituições de caridade ligadas à Igreja Católica. Ele comandou a Ação Social Arquidiocesana (ASA) e o Hospital Padre Zé. Na condução dos dois, de acordo com o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba (MPPB), teria desviado R$ 140 milhões desde 2013. Também serão ouvidas as ex-diretoras do Padre Zé, Jannyne Dantas (ex-diretora administrativa) e Amanda Duarte (ex-tesoureira).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As audiências serão realizadas a partir do Fórum Criminal, localizado em Jaguaribe. Cumprindo prisão domiciliar, Egídio deve participar por videoconferência. Já Jannyne e Amanda são esperadas presencialmente. As investigações mostraram que o religioso vivia uma vida de luxo, com muitos imóveis de alto padrão em nome dele e movimentação bancária incompatível com as funções exercidas. Só no ano passado, de acordo com levantamento do Gaeco, as contas pessoais do religioso teriam movimentado mais de R$ 4,5 milhões. Isso representaria uma renda mensal de quase R$ 141 mil. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre o luxo, de acordo com as investigações, os gastos eram gigantes. Só em um antiquário visitado pelo padre, ele gastou R$ 358 mil na compra de obras de arte, artes sacras, cristais, eletrodomésticos, equipamentos domésticos, peças de vestuários e acessórios no geral. Só com vinho, no ano passado, ele teria gasto R$ 109 mil. Isso representa quase a metade do que ele ganhou no ano passado. O advogado do religioso ainda não se pronunciou sobre o caso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O padre chegou a tentar uma delação premiada, mas a proposta foi rejeitada por não ter apresentado nada que os investigadores do Gaeco não não tivessem conhecimento. Pela regra, ele teria que apontar pessoas que ocupassem posição de destaque maior que a dele na cadeia delitiva. Isso não aconteceu. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Confira abaixo alguns dos crimes apontados em 11 atos, todos extraídos da denúncia formulada contra ele:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ato 1 – O grande proprietário</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“Como dito anteriormente, EGÍDIO é proprietário de VINTE E NOVE IMÓVEIS e utilizou recursos do PADRE ZÉ para quitar despesas pessoais, incluindo reformas e projetos arquitetônicos. AMANDA DUARTE foi a pessoa responsável por inserir os gastos pessoais do grupo criminoso na contabilidade do instituto;”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ato 2 – O carro fantasma</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“EGÍDIO determinou que a aquisição de um veículo GM/SPIN 2022 para JANNYNE por R$ 122.000,00 (cento e vinte e dois mil reais), pagos em espécie, e, em seguida, determinou LOCAÇÃO DO VEÍCULO AO ISJ, mediante o pagamento da contraprestação mensal de R$ 3.572,00 (três mil quinhentos e setenta e dois reais), sendo que o veículo sempre permaneceu como sendo de uso exclusivo do núcleo familiar de JANNYE, o que caracteriza verdadeira fraude institucional para o enriquecimento ilícito de poucos;”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ato 3 – O enólogo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“EGÍDIO adquiriu, com recursos do instituto, apenas no ano de 2022, R$ 109.980,00 (cento e nove mil, novecentos e oitenta reais) em bebidas alcoólicas (vinho) de Vânia Rodrigues, funcionária da empresa Grand Cru. No ano de 2023, este valor alcança R$ 10.000,00 (dez mil reais). Foi verificado que EGIDIO, utilizando verbas do instituto, dispendeu R$ 15.000,00 (quinze mil reais) em óticas situadas na cidade de São Paulo;”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ato 4 – Público ou privado?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O imóvel ATELIER BELLA CINTRA, localizado em São Paulo/SP, de propriedade de EGíDIO, foi pago com recursos próprios do Instituto, tendo AMANDA transferido o montante de R$ 252,300,00 (duzentos e cinquen dois mil e trezentos reais) a mando de EGÍDIO;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ato 5 – O supersalário</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“Perlustrando a documentação apreendida, foi verificado, de forma perfunctória, que EGÍDIO percebeu nas suas contas pessoais a quantia mínima de R$ 4.510.234,77 (quatro milhões, quinhentos e dez mil, duzentos e trinta e quatro reais e setenta e sete centavos), o que consubstancia uma renda mensal média de R$ 140.944,83 (cento e quarenta, novecentos e quarenta e quatro mil reais e oitenta e três centavos), quantia esta extremamente divergente daquela legitimamente declarada, inclusive perante Fisco Federal;”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ato 6 – O “mecenas”</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“Dentre as despesas pessoais de EGÍDIO está o pagamento do bacharelado em medicina do seu sobrinho, VINICIUS ALEXANDRE DE CARVALHO SILVA, perante a UNIVERSIDADE CIDADE DE SÃO PAULO (UNICID), que, durante o ano de 2023, apresenta como mensalidade o importe de R$ R$ 13.007,99;”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ato 7 – As obras sacras</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“Durante o cumprimento das ordens de busca e apreensão autorizadas pelo juízo da 4a Vara criminal da comarca da capital foi verificado que todos os imóveis de propriedade de EGIDIO possuíam adornos luxuosos, tais como obras de arte, artes sacras, cristais, eletrodomésticos, equipamentos domésticos, peças de vestuários e acessórios no geral. Até momento, foi apurado um gasto de R$ 358.550,00 (trezentos e cinquenta e oito mil e quinhentos e cinquenta reais) apenas em um único antiquário especializado em arte sacra, além de diversas obras de arte oriundas do atelier ZULEIDE DE CARVALHO, por onde foi perscrutado o gasto de R$ 80.400,00 (oitenta mil e quatrocentos reais) com os quadros. Por motivos de clareza, mister informar que todos os pagamentos foram realizados por intermédio de contas bancárias do Instituto São José;”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ato 8 “Queimando papéis”</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“Os últimos atos praticados pelos investigados foram voltados a destruir os vestígios deixados pelos inúmeros desvios perpetrados, envolvendo a mudança de senha de e-mails institucionais e até mesmo do Wi-Fi, tamanho era o desespero. Não se descura que até o presente momento os investigados estão atuando concretamente (p intermédio de grupo de Whatsapp) para apagar os vestígios deixados pelo crime e ocultar o produto obtido com os recorrentes os vestígios;”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ato 9 – Põe na conta</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“Além da enorme quantia movimentada pelas contas de EGÍDIO, AMANDA efetuava, mensalmente, o pagamento dos gastos mensais de EGÍDIO, decorrentes das taxas condominiais dos vinte e nove imóveis, pagamento de dois caseiros da granja, faturas de cartão de crédito e outros gastos em geral;”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ato 10 – Vida de viajante</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“As viagens realizadas por EGÍDIO e seu núcleo próximo também eram de custeio do Instituto São José, por onde foi verificado o pagamento de R$ 62.315,67 (sessenta e dois mil trezentos e quinze reais e sessenta e sete centavos);”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ato 11 – Desvios na pandemia</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“A aquisição fraudulenta e o pagamento de 38 monitores multiparamétricos para o Hospital Padre Zé, efetuados com recursos oriundos do convênio 039/2021 da Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa. Os registros de pagamento, que somam o valor de R$ 363.926,00 (trezentos e sessenta e três mil, novecentos e vinte e seis reais), não coincidem com o inventário do setor de patrimônio do referido hospital, o qual não aponta a existência desses equipamentos, cruciais para o tratamento de pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave, especialmente em contexto de pandemia de COVID-19.”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quer receber todas as notícias do blog através do WhatsApp? Clique no link abaixo e cadastre-se:&nbsp;</strong><a href="https://abre.ai/suetoni">https://abre.ai/suetoni</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O pecado original, os miseráveis e as muitas gaiolas de ouro do Padre Egídio</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/o-pecado-original-os-miseraveis-e-as-muitas-gaiolas-de-ouro-do-padre-egidio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Apr 2024 02:47:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[padre egídio]]></category>
		<category><![CDATA[prisão]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://suetonisoutomaior.com.br/?p=13221</guid>

					<description><![CDATA[Quem acompanhou o noticiário dos últimos dias certamente viu a decisão judicial que permitiu a conversão da prisão do padre Egídio de Carvalho Neto de preventiva para domiciliar. Uma cirurgia de apêndice e a necessidade de tratamento serviram como estímulo para a decisão do juiz José Guedes Cavalcanti, da 4ª Vara Criminal de João Pessoa, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Quem acompanhou o noticiário dos últimos dias certamente viu a decisão judicial que permitiu a conversão da prisão do padre Egídio de Carvalho Neto de preventiva para domiciliar. Uma cirurgia de apêndice e a necessidade de tratamento serviram como estímulo para a decisão do juiz José Guedes Cavalcanti, da 4ª Vara Criminal de João Pessoa, seguindo parecer do Ministério Público da Paraíba. Mas o que realmente virou piada nesta história foi o questionamento sobre para qual dos 29 imóveis, alguns de altíssimo luxo, foi transferido o religioso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A simples constatação da multiplicidade de opções é chocante para qualquer pessoa de bom senso. E isso pela forma que o patrimônio milionário do religioso foi construído, segundo as investigações do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público. O dinheiro, algo estimado em R$ 140 milhões, teria sido desviado de pessoas miseráveis, que precisavam da assistência da Ação Social Arquidiocesana (ASA) ou do Instituto São José, responsável pelo Hospital Padre Zé, ou dos dois. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem andar pelas ruas do Centro de João Pessoa vai ver nos sinais de trânsito vários venezuelanos pedindo esmolas. Sim, falo dos warao. Era da alçada da ASA, portanto do Padre Egídio, cuidar daquele povo, cujos filhos frequentemente são internados com desnutrição grave. E não fazia. A alegação do padre, segundo grupos de direitos humanos, era falta de recurso. <a href="https://suetonisoutomaior.com.br/os-pecados-do-padre-egidio-em-11-atos-segundo-investigacao-do-gaeco/">Recursos estes que o Ministério Público diz terem ido parar no bolso do religioso, que ostentava vida de luxo em suas propriedades. </a>Vinhos finos, móveis de altíssimo padrão e obras sacras caríssimas. </p>



<p class="wp-block-paragraph">“Durante o cumprimento das ordens de busca e apreensão autorizadas pelo juízo da 4a Vara criminal da comarca da capital foi verificado que todos os imóveis de propriedade de EGIDIO possuíam adornos luxuosos, tais como obras de arte, artes sacras, cristais, eletrodomésticos, equipamentos domésticos, peças de vestuários e acessórios no geral. Até momento, foi apurado um gasto de R$ 358.550,00 (trezentos e cinquenta e oito mil e quinhentos e cinquenta reais) apenas em um único antiquário especializado em arte sacra, além de diversas obras de arte oriundas do atelier ZULEIDE DE CARVALHO, por onde foi perscrutado o gasto de R$ 80.400,00 (oitenta mil e quatrocentos reais) com os quadros. Por motivos de clareza, mister informar que todos os pagamentos foram realizados por intermédio de contas bancárias do Instituto São José”, diz o Ministério Público.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O local para onde o Padre Egídio foi levado para cumprir a prisão domiciliar não foi revelado pela Justiça, talvez por questão de segurança. Ele terá que usar tornozeleira eletrônica e não poderá se comunicar com outros suspeitos. <a href="https://suetonisoutomaior.com.br/apos-internamento-justica-converte-em-domiciliar-prisao-do-padre-egidio-e-ele-tera-que-usar-tornozeleira/">Um preço pequeno se comparado com a situação dos miseráveis que ficaram sem assistência. </a>Enquanto o Padre Egídio tem 29 endereços para indicar onde cumprir a decisão de prisão domiciliar, os miseráveis que dependiam dele não têm a mesma sorte. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quer receber todas as notícias do blog através do WhatsApp? Clique no link abaixo e cadastre-se:&nbsp;</strong><a href="https://abre.ai/suetoni">https://abre.ai/suetoni</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Após internamento, Justiça converte em domiciliar prisão do Padre Egídio e ele terá que usar tornozeleira</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/apos-internamento-justica-converte-em-domiciliar-prisao-do-padre-egidio-e-ele-tera-que-usar-tornozeleira/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Apr 2024 17:50:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[domiciliar]]></category>
		<category><![CDATA[padre egídio]]></category>
		<category><![CDATA[prisão]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://suetonisoutomaior.com.br/?p=13209</guid>

					<description><![CDATA[O padre Egídio de Carvalho Neto não precisará voltar para a Penitência Especial do Valentina Figueiredo após deixar o hospital. Ele foi internado no fim de semana para a realização de uma cirurgia de apêndice e estava internado no Hospital da Unimed desde então. Após pedido da defesa, o juiz José Guedes Cavalcanti, da 4ª [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O padre Egídio de Carvalho Neto não precisará voltar para a Penitência Especial do Valentina Figueiredo após deixar o hospital. Ele foi internado no fim de semana para a realização de uma cirurgia de apêndice e estava internado no Hospital da Unimed desde então. Após pedido da defesa, o juiz José Guedes Cavalcanti, da 4ª Vara Criminal de João Pessoa, seguiu o parecer do Ministério Público da Paraíba (MPPB) e converteu a prisão dele de preventiva para domiciliar. <a href="https://suetonisoutomaior.com.br/padre-egidio-os-milhoes-e-a-arte-de-tumultuar-investigacao-sobre-corrupcao-ao-arrolar-de-governador-a-arcebispo-como-testemunhas/">Com isso, o religioso poderá aguardar em casa o julgamento das acusações formuladas pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público. </a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Egídio é o ex-mandatário do Hospital Padre Zé e da Ação Social Arquidiocesana (ASA). De acordo com a acusação do Gaeco, ele teria desviado algo em torno de R$ 140 milhões ao longo dos últimos anos. Em nome dele, as investigações apontaram o acúmulo de 29 imóveis, sendo alguns de altíssimo padrão. Ele morava em uma granja repleta de obras sacras caras, com eletrodomésticos caríssimos, vinhos refinados e um quase anonimato em relação à riqueza que ostentava. E o pior para o religioso: tudo está largamente documentado. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A mudança no regime de prisão, portanto, é baseada no estado de saúde do religioso. “De acordo com os documentos acostados, Egídio de Carvalho Neto submeteu-se a uma cirurgia abdominal de urgência para retirada de um tumor, esteve internado na UTI do Hospital da Unimed, hipótese que, aliada aos demais problemas de saúde que ele tem, deixam-no na condição de “debilitado por doença grave”, havendo previsão legal para o acolhimento do pleito”, decidiu, com base em parecer favorável do Ministério Público.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No parecer do Ministério Público, o Gaeco indicou e foi seguido pelo magistrado em medidas cautelares que vão além da prisão domiciliar. Ele também fica impedido de manter contato com pessoas estranhas à defesa processual ou a familiares que residam na mesma casa; terá que usar monitoramento eletrônico através de tornozeleira; fica impedido de se ausentar do endereço no qual estará recluso sem autorização judicial e ainda fica proibido de acessar ou frequentar a ASA e o Instituto São José, assim como manter qualquer com colaboradores das respectivas instituições. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quer receber todas as notícias do blog através do WhatsApp? Clique no link abaixo e cadastre-se:&nbsp;</strong><a href="https://abre.ai/suetoni">https://abre.ai/suetoni</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Padre Egídio, os milhões e a arte de tumultuar investigação sobre corrupção ao arrolar de governador a arcebispo como testemunhas</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/padre-egidio-os-milhoes-e-a-arte-de-tumultuar-investigacao-sobre-corrupcao-ao-arrolar-de-governador-a-arcebispo-como-testemunhas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 03 Feb 2024 14:29:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[corrupção]]></category>
		<category><![CDATA[estratégia]]></category>
		<category><![CDATA[hospital padre zé]]></category>
		<category><![CDATA[padre egídio]]></category>
		<category><![CDATA[sair da cadeia]]></category>
		<category><![CDATA[testemunhas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://suetonisoutomaior.com.br/?p=12633</guid>

					<description><![CDATA[A defesa do Padre Egídio de Carvalho Neto conseguiu produzir, nesta semana, um fato político relevante ao relacionar, entre as testemunhas do religioso, um rol de 35 pessoas que vão do governador João Azevêdo (PSB) ao arcebispo da Paraíba, Dom Manoel Delson. Os resultados da empreitada são incertos, mas alguns efeitos práticos são inequívocos logo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A defesa do Padre Egídio de Carvalho Neto conseguiu produzir, nesta semana, um fato político relevante ao relacionar, entre as testemunhas do religioso, um rol de 35 pessoas que vão do governador João Azevêdo (PSB) ao arcebispo da Paraíba, Dom Manoel Delson. Os resultados da empreitada são incertos, mas alguns efeitos práticos são inequívocos logo de partida: constranger os nomes citados e tumultuar a investigação. Isso porque, caso sejam aceitas no processo, algumas das testemunhas relacionadas terão papel meramente abonatório, sem condições, ao menos em depoimento, de contribuir com a elucidação dos fatos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso fica patente quando você compara a quantidade de nomes apresentados com a regra processual, que admite apenas oito testemunhas por fato apurado. A apresentação das testemunhas ocorreu em resposta à denúncia de que o Padre Egídio teria desviado R$ 193.440,00 do Hospital Padre Zé, sendo R$ 122.000,00 para a compra de um veículo, em nome de uma ex-diretora da instituição de saúde, e o valor de R$ 71.440,00 na forma de fraude em contrato de locação, pelo período de 20 meses. Por isso, a apresentação de tantas autoridades e religiosos (veja lista abaixo) perde o sentido ante o efeito prático.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não quero dizer, com isso, que entre as testemunhas arroladas não haja pessoas que eventualmente, no futuro, venham a ser implicadas. Todos os que cobriram a operação Calvário, mais recentemente, sabem que numa investigação que envolve tanto dinheiro com esta do Padre Egídio, algo em torno de R$ 140 milhões desviados, você puxa uma pena e vem uma galinha. Mas de prático, muitos dos arrolados terão condições apenas de dizer que conheciam o trabalho executado pelo padre, que o hospital realmente prestava serviços à população, mas que vão dar um perdidão ao serem questionados sobre as ilegalidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Só que quando o assunto disser respeito à ilegalidade em si, ao fato, ficará claro que ele aconteceu. O padre acumulou em sua propriedade 29 imóveis, sendo alguns de altíssimo padrão. Ele morava em uma granja repleta de obras sacras caras, com eletrodomésticos caríssimos, vinhos refinados e é impossível que ninguém se questionasse de onde vinha o dinheiro. Portanto, será difícil convencer a Justiça da seriedade de qualquer argumento que não corrobore com a prática do crime. Isso, com certeza, trará constrangimento às testemunhas, porque algumas delas teriam a missão de fiscalizar os recursos que eram desviados pelo padre.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A apresentação das testemunhas, agora, acontece depois de dois fatos relevantes relacionados ao empenho do padre para sair da cadeia. O primeiro foi uma tentativa de fechar um acordo de colaboração premiada. Isso foi rejeitado pelo Ministério Público da Paraíba porque o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) tinha mais evidências do crime que o apresentado pelo religioso. O outro foi a negativa da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça ante a um pedido de liberdade do religioso da cadeia mediante o cumprimento de medidas cautelares. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A apresentação das testemunhas, portanto, busca dar a ideia de que há outros players no suposto crime que estariam sendo ignorados. O que se pode concluir da estratégia é que ela lança suspeições sobre um número grande de autoridades, abre o leque de atenções para múltiplas possibilidades, mas tem pouco efeito para o objetivo final: a saída do religioso da cadeia. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Veja a lista das testemunhas relacionadas:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Dom Frei Manoel Delson Pereira da Cruz – Arquidiocese<br>Padre Marcelo Monte de Sousa – Paróquia Jesus Cristo Rei<br>Padre Jairo Barbosa Neves – Paróquia Santo Antônio do Menino Deus<br>Padre Cláudio Augusto Guerreiro Álvaro – Paróquia São Pedro e São Paulo<br>Padre Irapuan Ramos da Silva Paróquia Jesus Ressuscitado<br>Padre José Alves de Oliveira Nossa Senhora da Soledade e São Sebastião<br>Padre Carlos Emanuel Cardoso de Lima – Paróquia São Pedro e São Paulo<br>Padre Cícero Salvador Vieira – Paróquia Divino Espírito Santo<br>Padre Cláudio Euzébio de Amorim – Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro<br>Padre Josinaldo Nascimento de Araújo – Paróquia Sagrado Coração de Jesus<br>Padre Luiz Brasiliano de Santana Martins – Paróquia Nossa Senhora das Dores<br>Padre Manoel Natalino Marques – Paróquia Nossa Senhora da Conceição<br>Mons. Ivonio Cassiano De Oliveira – Paróquia Santo Antônio de Lisboa<br>Adriano Cezar Galdino De Araújo – Assembleia Legislativa do Estado da Paraíba<br>Carlos Tibério Limeira Santos Fernandes – Secretaria de Estado da Administração<br>Yasnaia Pollyanna Werton Dutra &#8211; Secretária de Estado do Desenvolvimento Humano<br>Lídia Dantas Werton (Mãe de Pollyana Dutra)<br>João Azevêdo Lins Filho &#8211; Av. Min. José Américo de Almeida<br>Pavlova Arcoverde Coelho Lira – Presidente Comissão de Controle Interno<br>Jhony Wesllys Bezerra Costa – Secretário de Estado de Saúde<br>Renata Valéria Nóbrega – Secretária Executiva de Estado de Saúde<br>Fábio Antônio da Rocha Sousa– Ex- Secretário de Saúde de João Pessoa<br>Luis Ferreira Filho – Secretário Municipal de Saúde/JP &#8211;<br>Andreia Ribeiro Wanderley (convênios HPZ)<br>Renata Queiroga da Costas Barros (Assistente Social HPZ)<br>Alessandra Regina Provenzano da Silva Spinelly (Patrimônio HPZ)<br>Yuri Souza Marues Aguiar (Responsável pelos convênios pela SEDH)<br>Lidia Gomes Pedrosa Sousa (Comissão de Avaliação e Monitoramento de Projetos da Sec. Municipal de Saúde de João Pessoa)<br>Janiza Carvalho da Costa (Gerente da Célula Orçamentária em Saúde – COPS)<br>Christina Targino Fernandes Gomes (Fundo Municipal de Saúde de JP)<br>Maria Goretti Felismino Duarte Rolin (Coordenadora de Projetos da ASA)<br>Maria Jullianna Gomes do Nascimento (Coordenadora ASA)<br>Geraldo Tadeu Indrusiak da Rosa (Ex-Vice-Presidente do Instituto/Hospital e atual Presidente do Conselho Regional de Administração /PB)<br>Samuel Rodrigues Cunha Segundo (primeira pessoa presa na operação &#8211; solto em seguida)<br>Karina de Alencar Torres &#8211; Delegada de Polícia Civil</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quer receber todas as notícias do blog através do WhatsApp? Clique no link abaixo e cadastre-se:&nbsp;</strong><a href="https://abre.ai/suetoni">https://abre.ai/suetoni</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Enrolado com a Justiça, Padre Egídio tenta acordo de delação premiada junto ao Gaeco</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/enrolado-com-a-justica-padre-egidio-tenta-acordo-de-delacao-premiada-junto-ao-gaeco/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jan 2024 20:36:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[blog do Suetoni]]></category>
		<category><![CDATA[delação premiada]]></category>
		<category><![CDATA[gaeco]]></category>
		<category><![CDATA[padre egídio]]></category>
		<category><![CDATA[tentativa]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://suetonisoutomaior.com.br/?p=12593</guid>

					<description><![CDATA[O padre Egídio de Carvalho Neto tem tentado firmar um acordo de delação premiada com o Ministério Público da Paraíba (MPPB). O religioso está preso desde 17 de novembro do ano passado, sob a acusação de ter participado de um esquema criminoso que teria desviado cerca de R$ 140 milhões da Ação Social Arquidiocesana (ASA) [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O padre Egídio de Carvalho Neto tem tentado firmar um acordo de delação premiada com o Ministério Público da Paraíba (MPPB). O religioso está preso desde 17 de novembro do ano passado, sob a acusação de ter participado de um esquema criminoso que teria desviado cerca de R$ 140 milhões da Ação Social Arquidiocesana (ASA) e do Hospital Padre Zé. O caso é investigado pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco). Egídio teve um pedido de habeas corpus negado, nesta segunda-feira (30), pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O blog apurou junto a fontes ligadas ao Ministério Público que apesar da proposta, a celebração de um acordo que poderia amenizar as consequências jurídicas do processo contra o Padre Egídio de Carvalho Neto não tem sido bem recebida pelo Gaeco. O motivo é que, até agora, não foram apresentados elementos que acrescentem fatos relevantes às investigações. Em regra, os acordos de colaboração premiada pressupõem a implicação de pessoas que ocupem posto mais elevado na cadeia delitiva. E esses dados, ao menos por enquanto, não foram apresentados pelos defensores do padre. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O que se tem fartamente são provas que implicam o religioso e as ex-diretoras do Padre Zé: Jannyne Dantas (ex-diretora administrativa) e Amanda Duarte (ex-tesoureira), também presas. As etapas da operação Indignus desencadeadas até agora mostraram que o Padre Egídio acumulou um patrimônio invejável com o desvio do dinheiro fruto de doações. Ele possui um patrimônio que envolve 29 imóveis de alto padrão, mantidos nos estados da Paraíba, Pernambuco e São Paulo. </p>



<p class="wp-block-paragraph">As investigações mostraram que o Padre Egídio vivia uma vida de luxo e movimentação bancária incompatível com as funções exercidas. Só no ano passado, de acordo com levantamento do Gaeco, as contas pessoais do religioso teriam movimentado mais de R$ 4,5 milhões. Isso representaria uma renda mensal de quase R$ 141 mil. Só que a remuneração mensal dele, oficialmente, era de R$ 19,8 mil, o que representaria um ganho anual não superior a R$ 238 mil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre o luxo, de acordo com as investigações, os gastos eram gigantes. Só em um antiquário visitado pelo padre, ele gastou R$ 358 mil na compra de obras de arte, artes sacras, cristais, eletrodomésticos, equipamentos domésticos, peças de vestuários e acessórios no geral. Só com vinho, no ano passado, ele teria gasto R$ 109 mil. Isso representa quase a metade do que ele ganhou no ano passado. O advogado do religioso ainda não se pronunciou sobre o caso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Confira abaixo alguns dos crimes apontados em 11 atos:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ato 1 – O grande proprietário</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“Como dito anteriormente, EGÍDIO é proprietário de VINTE E NOVE IMÓVEIS e utilizou recursos do PADRE ZÉ para quitar despesas pessoais, incluindo reformas e projetos arquitetônicos. AMANDA DUARTE foi a pessoa responsável por inserir os gastos pessoais do grupo criminoso na contabilidade do instituto;”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ato 2 – O carro fantasma</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“EGÍDIO determinou que a aquisição de um veículo GM/SPIN 2022 para JANNYNE por R$ 122.000,00 (cento e vinte e dois mil reais), pagos em espécie, e, em seguida, determinou LOCAÇÃO DO VEÍCULO AO ISJ, mediante o pagamento da contraprestação mensal de R$ 3.572,00 (três mil quinhentos e setenta e dois reais), sendo que o veículo sempre permaneceu como sendo de uso exclusivo do núcleo familiar de JANNYE, o que caracteriza verdadeira fraude institucional para o enriquecimento ilícito de poucos;”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ato 3 – O enólogo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“EGÍDIO adquiriu, com recursos do instituto, apenas no ano de 2022, R$ 109.980,00 (cento e nove mil, novecentos e oitenta reais) em bebidas alcoólicas (vinho) de Vânia Rodrigues, funcionária da empresa Grand Cru. No ano de 2023, este valor alcança R$ 10.000,00 (dez mil reais). Foi verificado que EGIDIO, utilizando verbas do instituto, dispendeu R$ 15.000,00 (quinze mil reais) em óticas situadas na cidade de São Paulo;”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ato 4 – Público ou privado?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O imóvel ATELIER BELLA CINTRA, localizado em São Paulo/SP, de propriedade de EGíDIO, foi pago com recursos próprios do Instituto, tendo AMANDA transferido o montante de R$ 252,300,00 (duzentos e cinquen dois mil e trezentos reais) a mando de EGÍDIO;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ato 5 – O supersalário</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“Perlustrando a documentação apreendida, foi verificado, de forma perfunctória, que EGÍDIO percebeu nas suas contas pessoais a quantia mínima de R$ 4.510.234,77 (quatro milhões, quinhentos e dez mil, duzentos e trinta e quatro reais e setenta e sete centavos), o que consubstancia uma renda mensal média de R$ 140.944,83 (cento e quarenta, novecentos e quarenta e quatro mil reais e oitenta e três centavos), quantia esta extremamente divergente daquela legitimamente declarada, inclusive perante Fisco Federal;”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ato 6 – O “mecenas”</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“Dentre as despesas pessoais de EGÍDIO está o pagamento do bacharelado em medicina do seu sobrinho, VINICIUS ALEXANDRE DE CARVALHO SILVA, perante a UNIVERSIDADE CIDADE DE SÃO PAULO (UNICID), que, durante o ano de 2023, apresenta como mensalidade o importe de R$ R$ 13.007,99;”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ato 7 – As obras sacras</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“Durante o cumprimento das ordens de busca e apreensão autorizadas pelo juízo da 4a Vara criminal da comarca da capital foi verificado que todos os imóveis de propriedade de EGIDIO possuíam adornos luxuosos, tais como obras de arte, artes sacras, cristais, eletrodomésticos, equipamentos domésticos, peças de vestuários e acessórios no geral. Até momento, foi apurado um gasto de R$ 358.550,00 (trezentos e cinquenta e oito mil e quinhentos e cinquenta reais) apenas em um único antiquário especializado em arte sacra, além de diversas obras de arte oriundas do atelier ZULEIDE DE CARVALHO, por onde foi perscrutado o gasto de R$ 80.400,00 (oitenta mil e quatrocentos reais) com os quadros. Por motivos de clareza, mister informar que todos os pagamentos foram realizados por intermédio de contas bancárias do Instituto São José;”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ato 8 “Queimando papéis”</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“Os últimos atos praticados pelos investigados foram voltados a destruir os vestígios deixados pelos inúmeros desvios perpetrados, envolvendo a mudança de senha de e-mails institucionais e até mesmo do Wi-Fi, tamanho era o desespero. Não se descura que até o presente momento os investigados estão atuando concretamente (p intermédio de grupo de Whatsapp) para apagar os vestígios deixados pelo crime e ocultar o produto obtido com os recorrentes os vestígios;”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ato 9 – Põe na conta</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“Além da enorme quantia movimentada pelas contas de EGÍDIO, AMANDA efetuava, mensalmente, o pagamento dos gastos mensais de EGÍDIO, decorrentes das taxas condominiais dos vinte e nove imóveis, pagamento de dois caseiros da granja, faturas de cartão de crédito e outros gastos em geral;”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ato 10 – Vida de viajante</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“As viagens realizadas por EGÍDIO e seu núcleo próximo também eram de custeio do Instituto São José, por onde foi verificado o pagamento de R$ 62.315,67 (sessenta e dois mil trezentos e quinze reais e sessenta e sete centavos);”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ato 11 – Desvios na pandemia</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“A aquisição fraudulenta e o pagamento de 38 monitores multiparamétricos para o Hospital Padre Zé, efetuados com recursos oriundos do convênio 039/2021 da Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa. Os registros de pagamento, que somam o valor de R$ 363.926,00 (trezentos e sessenta e três mil, novecentos e vinte e seis reais), não coincidem com o inventário do setor de patrimônio do referido hospital, o qual não aponta a existência desses equipamentos, cruciais para o tratamento de pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave, especialmente em contexto de pandemia de COVID-19.”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quer receber todas as notícias do blog através do WhatsApp? Clique no link abaixo e cadastre-se:&nbsp;</strong><a href="https://abre.ai/suetoni">https://abre.ai/suetoni</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Câmara Criminal do Tribunal de Justiça mantém prisão do padre Egídio</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/camara-criminal-do-tribunal-de-justica-mantem-prisao-do-padre-egidio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jan 2024 14:45:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[blog do Suetoni]]></category>
		<category><![CDATA[padre egídio]]></category>
		<category><![CDATA[prisão]]></category>
		<category><![CDATA[tjpb]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://suetonisoutomaior.com.br/?p=12589</guid>

					<description><![CDATA[A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) manteve, nesta terça-feira (30), as prisões do padre Egídio de Carvalho Neto, e das ex-diretoras do Hospital Padre Zé, Amanda Duarte e Jannyne Dantas. A decisão unânime foi proferida após a leitura do voto do relator, o desembargador Ricardo Vital de Almeida. O magistrado narrou, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) manteve, nesta terça-feira (30), as prisões do padre Egídio de Carvalho Neto, e das ex-diretoras do Hospital Padre Zé, Amanda Duarte e Jannyne Dantas. A decisão unânime foi proferida após a leitura do voto do relator, o desembargador Ricardo Vital de Almeida. O magistrado narrou, uma a uma, as acusações que pesam contra o religioso e as duas profissionais. O resultado não poderia ser outro: os desembargadores Joás de Brito Pereira e Márcio Murilo seguiram integralmente o relator.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso de Amanda, ela seguirá em prisão domiciliar. Os outros dois permanecerão em unidades prisionais. No seu voto, Ricardo Vital lembrou o fato de o padre ter se apropriado de recursos de doações destinados à assistência de miseráveis atendidos pela Ação Social Arquidiocesana (ASA) e pelo Hospital Padre Zé. O religioso comprou imóveis de luxo nos estados da Paraíba, Pernambuco e São Paulo, alguns em nome de terceiros. Foram 29 ao todo, enquanto pessoas pobres ficavam sem assistência na unidade de saúde. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O recurso ao segundo grau foi pedido pelas defesas dos suspeitos, sob o argumento de que a liberdade cautelar deles não traria mais riscos às investigações. O Ministério Público, por outro lado, defendeu a manutenção das prisões. Os três são investigados no âmbito da Operação Indignus, que apura desvios milionários no Hospital Padre Zé. O prejuízo teria superado a marca dos R$ 140 milhões, de acordo com as investigações. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quer receber todas as notícias do blog através do WhatsApp? Clique no link abaixo e cadastre-se:&nbsp;</strong><a href="https://abre.ai/suetoni">https://abre.ai/suetoni</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Tribunal de Justiça rejeita novo pedido para libertar padre Egídio</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/tribunal-de-justica-rejeita-novo-pedido-para-libertar-padre-egidio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Dec 2023 20:51:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[padre egídio]]></category>
		<category><![CDATA[paraíba]]></category>
		<category><![CDATA[recurso]]></category>
		<category><![CDATA[tribunal de justiça]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://suetonisoutomaior.com.br/?p=12228</guid>

					<description><![CDATA[O padre Egídio de Carvalho e a ex-diretora do Hospital Padre Zé, Jannyne Dantas, vão continuar presos. A decisão é do desembargador Ricardo Vital de Almeida, do Tribunal de Justiça da Paraíba. Os dois estão na prisão desde 17 de outubro, quando foi desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O padre Egídio de Carvalho e a ex-diretora do Hospital Padre Zé, Jannyne Dantas, vão continuar presos. A decisão é do desembargador Ricardo Vital de Almeida, do Tribunal de Justiça da Paraíba. Os dois estão na prisão desde 17 de outubro, quando foi desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba (MPPB), a segunda fase da operação Indignus. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A defesa do religioso tem alegado que o padre Egídio enfrenta diversos problemas de saúde, incluindo comorbidades, além de enfrentar uma profunda depressão do ponto de vista emocional. Além das condições do próprio padre, os advogados destacam que ele é responsável pelo cuidado da saúde de sua mãe, de 92 anos, e de uma irmã, também idosa e enferma. Os mesmos argumentos foram motivo de recurso anteriormente, mas foram rejeitados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A defesa do religioso recorreu primeiro ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas o ministro Teodoro Silva Santos, da Sexta Turma, rejeitou o pedido, alegando que ainda havia instâncias de recurso na Paraíba. Por conta disso, o grupo recorreu novamente ao Tribunal de Justiça. O padre Egídio é suspeito de ter comandado um suposto esquema de desvio de recursos de doações. O prejuízo para o Hospital Padre Zé e a Ação Social Arquidiocesana girou em torno de R$ 140 milhões. </p>



<p class="wp-block-paragraph">.O religioso é suspeito de ter comandado um esquema que teria desviado R$ 140 milhões do Hospital Padre Zé e da Ação Social Arquidiocesana (ASA). “Não há nos autos prova alguma de ser o recorrente a única pessoa da família capaz de prestar os indispensáveis cuidados da mãe e da irmã”, escreveu o desembargador, ao analisar a argumentação da defesa do religioso. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quer receber todas as notícias do blog através do WhatsApp? Clique no link abaixo e cadastre-se:&nbsp;</strong><a href="https://abre.ai/suetoni">https://abre.ai/suetoni</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Acusado de desviar recursos do Padre Zé, padre Egídio tem habeas corpus rejeitado pelo STJ</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/acusado-de-desviar-recursos-do-padre-ze-padre-egidio-tem-habeas-corpus-rejeitado-pelo-stj/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Nov 2023 10:04:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[blog do Suetoni]]></category>
		<category><![CDATA[habeas corpus]]></category>
		<category><![CDATA[padre egídio]]></category>
		<category><![CDATA[rejeitado]]></category>
		<category><![CDATA[Stj]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://suetonisoutomaior.com.br/?p=12205</guid>

					<description><![CDATA[O ministro Teodoro Silva Santos, da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, decidiu nesta terça-feira (28) não conhecer do habeas corpus impetrado pela defesa do padre Egídio de Carvalho Neto. O religioso foi preso na segunda etapa da operação Indgnus, desencadeada no dia 17 deste mês pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O ministro Teodoro Silva Santos, da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, decidiu nesta terça-feira (28) não conhecer do habeas corpus impetrado pela defesa do padre Egídio de Carvalho Neto. O religioso foi preso na segunda etapa da operação Indgnus, desencadeada no dia 17 deste mês pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba (MPPB). Ele é suspeito de ter comandado um esquema que teria desviado R$ 140 milhões do Hospital Padre Zé e da Ação Social Arquidiocesana (ASA).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Leita também</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://suetonisoutomaior.com.br/os-pecados-do-padre-egidio-em-11-atos-segundo-investigacao-do-gaeco/">. Os pecados do Padre Egídio em 11 atos, segundo investigação do Gaeco</a></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A defesa do padre Egídio alegava que o religioso enfrenta diversos problemas de saúde, incluindo comorbidades, além de enfrentar uma profunda depressão do ponto de vista emocional. Além das condições do próprio padre, os advogados destacam que ele é responsável pelo cuidado da saúde de sua mãe, de 92 anos, e de uma irmã, também idosa e enferma. Os mesmos argumentos foram motivo de recurso anteriormente, mas foram rejeitados pelo Tribunal de Justiça da Paraíba. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A determinação para a prisão do padre Egídio foi do desembargador Ricardo Vital de Almeida, do Tribunal de Justiça, após recurso impretrado pelo Ministério Público. </p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a nota expedida pelo MPPB divulgada após a prisão, “os atos ilícitos investigados tiveram um impacto devastador em diversos programas sociais essenciais. Entre eles, a distribuição de refeições a moradores de rua, o amparo a famílias refugiadas da Venezuela, apoio a pacientes em pós-alta hospitalar, realização de cursos profissionalizantes, preparação de alunos para o ENEM, cuidados de pacientes com HIV/AIDS, entre outros. Além disso, as operações ilícitas afetaram gravemente o Hospital Padre Zé, comprometendo o atendimento a populações carentes e necessitadas”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Esta operação é um passo crucial na incansável busca por justiça e integridade no uso dos recursos públicos. A força tarefa permanece firme em seu compromisso de combater a corrupção e proteger os direitos e o bem-estar de todos os cidadãos”, diz a nota. Até o início da manhã, nenhum dos alvos da investigação havia sido preso.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quer receber todas as notícias do blog através do WhatsApp? Clique no link abaixo e cadastre-se:&nbsp;</strong><a href="https://abre.ai/suetoni">https://abre.ai/suetoni</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
