Judiciário
Suspeito de pedofilia, pediatra Fernando Cunha Lima é preso após quatro meses foragido
07/03/2025 15:15

Suetoni Souto Maior

Fernando Cunha Lima foi denunciado por várias vítimas de estupro. Foto: Divulgação

O pediatra Fernando Cunha Lima, de 81 anos, foi finalmente preso. Ele era procurado desde novembro do ano passado, quando foi alvo de mandado de prisão preventiva. A detenção ocorreu no estado de Pernambuco, e mais detalhes serão divulgados em uma coletiva de imprensa na tarde desta sexta-feira (7). O médico é acusado de estupro contra crianças que eram suas pacientes.

As investigações tiveram início em 25 julho do ano passado, quando uma mãe disse ter visto ele abusar do filho menor. Ela contou à polícia que durante uma consulta, o profissional tocou as partes íntimas da criança. O escândalo ganhou maior repercussão depois que a sobrinha do médico, Gabriela Cunha Lima, veio a público para dizer que também havia sido abusada por ele, quando tinha apenas nove anos de idade. O crime teria ocorrido 30 anos antes.

A denúncia foi aceita pela Justiça paraibana e ele se tornou réu no processo que envolve outras vítimas. Fernando Cunha Lima, no entanto, negou todas as acusações. Apesar da alegada inocência, ele fugiu do Estado para evitar a prisão decretada no dia 5 de novembro do ano passado. Na ocasião, agentes tentaram cumprir o mandado, mas não o encontraram em casa, tornando-o foragido desde então.

Na última quarta-feira (5), o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) expediu um novo mandado de prisão preventiva contra Fernando Cunha Lima, reforçando as acusações de crimes cometidos contra suas pacientes.

Fernando Cunha Lima era um pediatra renomado em João Pessoa, atendendo diversas gerações de crianças em sua clínica particular no bairro de Tambauzinho. A relação de confiança com as famílias teria facilitado a ação criminosa.

Ação do Ministério Público

Inicialmente, o Ministério Público denunciou o médico por quatro crimes contra três crianças – uma delas teria sido abusada duas vezes. Posteriormente, o número de vítimas aumentou para seis, divididas em dois processos distintos.

Desde o início das investigações, tanto a polícia quanto o Ministério Público solicitaram a prisão do médico em cinco ocasiões, todas negadas. No entanto, em novembro de 2024, a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba decidiu, de forma unânime, acatar um recurso do MP e decretar a prisão preventiva do acusado.

“O risco de reincidência justifica, neste momento, a decretação da prisão preventiva para garantir a ordem pública”, declarou o desembargador Ricardo Vital. Com a prisão de Fernando Cunha Lima, as investigações devem avançar, e novas denúncias ainda podem surgir.

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