Judiciário
Suspeito de chefiar quadrilha de pirâmide financeira, preso em João Pessoa, tem nome revelado
12/04/2021 07:38
Suetoni Souto Maior
Cristiano Bianor seria o responsável por comandar a quadrilha investigada pelo Gaeco. Foto: Reprodução/Fantástico

Nada lembrava a infância pobre, em Caruaru, quando Cristiano Bianor dos Santos foi preso preventivamente em João Pessoa, no mês passado, em um apartamento de alto luxo no bairro Altiplano Cabo Branco. O nome dele foi revelado em reportagem do Fantástico, da Rede Globo, neste domingo (11). Na época da prisão, em 25 de março, o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba, não divulgou nomes.

A ação fez parte da operação “Black Monday” e dois homens foram presos em João Pessoa. Entre eles, estava o suposto líder do que seria uma organização criminosa voltada para a prática de crimes de “pirâmide financeira”, crimes contra relações de consumo e de lavagem de dinheiro. Na casa de Bianor, foram encontrados dois carros de alto luxo, relógio de ouro e muito, muito dinheiro. De acordo com a reportagem, em cinco anos, ele construiu um patrimônio milionário.

A ação foi coordenada pelo Ministério Público de Minas Gerais, através da 8ª Promotoria de Justiça de Pouso Alegre. A operação contou também com ajuda da Polícia Militar de Minas Gerais. Participam ainda representantes do Ministério da Justiça, da Polícia Civil de Goiás, e dos Ministérios Públicos (Gaecos) dos Estados de Pernambuco, São Paulo, Paraíba, Bahia, Alagoas, Goiás, Maranhão, Rondônia, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. 

A peração “Black Monday” é fruto de apuração iniciada em maio de 2020. Na época, foram recolhidos indícios de que, através dos sites “Aprenda Investindo” e “Investing Brasil”, centenas de pessoas, na expectativa de realizar investimentos financeiros, foram direcionadas para as corretoras “VLOM” e “LBLV”. Assim, as vítimas realizavam transferências bancárias para diversas pessoas jurídicas e os valores não eram revertidos  no desejado investimento. Ao contrário, o dinheiro das vítimas, conforme até o momento apurado, era convertido em “Bitcoins” e em bens de alto valor.

Estima-se que, entre os anos de 2019 e 2020, o número de vítima seja superior a 1.500 pessoas, as quais teriam perdido a quantia de, ao menos, R$ 60 milhões. Foram cumpridos vinte e nove mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão. Os carros apreendidos em João Pessoa estão avaliados em R$ 6 milhões. Entre os bens apreendidos havia até uma espada samurai. 

Veja fotos dos bens apreendidos durante a operação Black Mondey:

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