Judiciário
Se Daniella Ribeiro disser que não é candidata, perde as bases no dia seguinte
22/01/2025 21:31

Suetoni Souto Maior

Daniella Ribeiro tem denunciado constantemente os casos de violência. Foto: Divulgação

O mundo político vive de discussões nem sempre refletidas ou assertivas. Uma delas diz respeito ao futuro da senadora Daniella Ribeiro (PSD). Ela será candidata à reeleição, em 2026? Algumas pessoas se apegam a uma declaração feita no condicional pelo vice-governador Lucas Ribeiro (PP) para dizer que não. E como seria isso? Se ele assumir o governo em abril do próximo ano e disputar a reeleição, a mãe senadora tiraria o time de campo.

Mas isso parece óbvio. Não que não caibam dois Ribeiros em uma chapa majoritária. Até porque cabe, só que a possibilidade de sucesso neste caso é pouco provável.

O grupo sabe e já expôs isso. O deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP) sentenciou essa realidade no ano passado. Lucas fez o mesmo nesta semana. A declaração de Daniella, agora, apenas devolve ao condicional o que de fato não saiu deste status.

Mas o que tornaria o vice-governador um potencial candidato?

O governador João Azevêdo (PSB) renunciar ao mandato, em abril do ano que vem para disputar uma vaga no Senado. Só que esta tese, apesar de factível e facilmente prevista, é apenas uma possibilidade. Ele pode chegar ao ano que vem e dizer que vai concluir o mandato e lançar outro postulante.

Ora! Este é um direito de quem está com a caneta na mão, apesar de não atender ao princípio básico da política de que ele não ganharia nada com isso. Mas se este cenário for consolidado, Lucas não será candidato e Daniella Ribeiro tende a disputar a reeleição. Só que isto só será sabido em abril do ano que vem. Então, se ela disser agora que não é candidata, fica sem as bases de apoio no dia seguinte. Entenda-se por base apoios de prefeitos, vereadores e lideranças políticas. Não custa lembrar o caso do saudoso Rômulo Gouveia, que teve as bases subtraídas enquanto a família velava o corpo.

O que se tem para hoje, como o ressaltado pela senadora, é que João Azevêdo não fechou questão em torno da disputa. O tema até gerou desconforto entre o governador e o presidente da Assembleia, Adriano Galdino (Republicanos). Este último não gostou das declarações do governador e expôs todo o seu desconforto com o quadro, alegando desconforto com a situação. O mandatário tinha esperanças de ser ungido para a disputa do Executivo.

Mas o que há para hoje é que Lucas e Daniella são potenciais candidatos em 2026, mesmo que um dos dois terá que abrir mão da disputa, dependendo do cenário político.

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