O Partido dos Trabalhadores não vai reivindicar nenhum cargo ao governador reeleito, João Azevêdo (PSB), visando a composição da nova gestão. A posição foi colocada na mesa em meio às especulações sobre a reforma do secretariado que será implementada pelo gestor para os próximos quatro anos. De acordo com o presidente estadual da sigla, Jackson Macedo, o PT fará parte da base aliada de João, deverá votar nas matérias prioritárias indicadas pelo Executivo, mas não vai pleitear nada.
O partido aderiu à candidatura do socialista em um momento crucial, o início do segundo turno, quando João Azevêdo travou uma disputa duríssima contra o deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB), derrotado por uma margem estreita de votos. O governador tinha anunciado apoio ao presidente eleito Lula (PT) desde o primeiro turno, porém, na Paraíba, a sigla seguiu com o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB).
No segundo turno, porém, o partido fez a escolha pelo nome de João, enquanto Veneziano seguiu para a orla de Pedro. “Tínhamos duas opções e entendemos que João Azevêdo representava o melhor para a Paraíba entre os dois projetos apresentados”, disse Macedo. A falta de apetite para indicar nome não quer dizer que o PT não venha a ocupar cargo no governo. Esse movimento poderá partir do próprio governador. Jackson, no entanto, assegura que não há conversas neste sentido.
No plano nacional, PT e PSB estão juntos desde o primeiro turno. O partido do governador João Azevêdo indicou o parceiro na chapa de Lula, o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin. A sigla trabalha para conseguir a indicação de quatro nomes para o governo, apesar de a perspectiva não ser tão elástica. O partido deve indicar dois nomes para o novo ministério.
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