Judiciário
Pietro Harley, do “escândalo dos livros”, é o primeiro condenado entre os alvos da operação Calvário
18/07/2022 10:57
Suetoni Souto Maior
Gaeco apura denúncias de corrupão passiva, peculato e extorsão. Foto: Divulgação

O empresário Pietro Harley Dantas Félix se transformou no primeiro entre os alvos da operação Calvário, do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba (MPPB), a ser condenado pela Justiça paraibana. Ele foi considerado culpado pelo juiz Fabrício Meira Macêdo, da 3ª Vara Criminal de Campina Grande, por suposto desvio de recursos públicos e ocultação de patrimônio. A sentença atribui culpa, também, a Camila Gabriella Dias Tolêdo Farias, mulher de Pietro, e a Luiza Daniela de Tolêdo Araújo, prima dela.

“De acordo com o relato contido na denúncia, com a ascensão de Ricardo Vieira Coutinho à chefia do Poder Executivo do Estado da Paraíba, a referida organização criminosa teria passado a atuar, notadamente nas áreas da Saúde e Educação, por meio de certames viciados, tudo com o escopo de possibilitar a estabilização financeira e longa permanência dos integrantes do grupo criminoso na Administração Pública do Estado (captura do Poder), aliado ao enriquecimento ilícito de todos os seus integrantes, incluindo os agentes públicos e o setor empresarial integrante da organização, do qual faria parte o acusado Pietro Harley”, diz o magistrado na sentença.

De acordo com o relato da sentença, Pietro Harley seria uma das principais personalidades no denominado “Escândalo dos Livros”, esquema descorberto, de acordo com o Gaeco, a partir do registro de ocorrências por parte do empresário Daniel Comes Guimarães Gonçalves. os bens teriam sido ocultados em nome de Camila e Luíza, principalmente carros de alto padrão, a exemplo de uma BMW e um Mini Cooper.

“Em que pese o prejuízo estimado ao erário, a partir da atuação da organização criminosa integrada pelo acusado PIETRO HARLEY DANTAS FELIX, tenha sido estimado em R$3.197.000,00 (três milhões e cento e noventa e sete mil reais), no curso do corrente processo apura-se a ocultação de bens adquiridos com recursos direta ou indiretamente obtidos com atividades ilícitas que, somados, totalizam R$347.912,00 (trezentos e quarenta e sete mil, novecentos e doze reais), razão pela qual, este deverá ser o valor mínimo a ser reparado ao Estado da Paraíba, solidariamente, pelos acusados”, diz o magistrado.

Na decisão o magistrado condenou Pietro a 4 anos e 6 meses. Já Camila foi condenada a 03 anos e 10 meses e Luiza Daniela Tolêdo a 3 anos. Todos deverão recorrer em liberdade.

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