Judiciário
PF prende ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e faz buscas na casa do ex-presidente
03/05/2023 07:50

Suetoni Souto Maior

Bolsonaro e Mauro Cid durante viagem aos Estados Unidos ao lado de Bolsonaro. Foto: Alan Santos/Presidência da República

Uma operação da Polícia Federal, desencadeada na manhã desta quarta-feira (3), tem o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como um dos alvos. Houve o cumprimento de mandado de busca e apreensão na casa do ex-gestor e o ex-ajudante de ordens dele, o tenente-coronel Mauro Cid Barbosa foi preso. O capitão reformado do Exército não foi alvo de mandado de prisão, mas terá que prestar depoimento na Polícia Federal, em Brasília, ainda nesta quarta-feira.

A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, dentro do inquérito das “milícias digitais” que já tramita no Supremo Tribunal Federal. Até as 7h20, de acordo com o G1, policiais seguiam no condomínio onde o ex-presidente mora desde que voltou ao Brasil, em março. A corporação investiga um grupo suspeito de inserir dados falsos de vacinação contra a Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde.

“Com isso, tais pessoas puderam emitir os respectivos certificados de vacinação e utilizá-los para burlarem as restrições sanitárias vigentes imposta pelos poderes públicos (Brasil e Estados Unidos) destinadas a impedir a propagação de doença contagiosa, no caso, a pandemia de Covid”, diz a Polícia Federal.

De acordo com as informações divulgadas até agora, teriam sido forjados os certificados de vacinação do hoje ex-presidente Jair Bolsonaro; da filha de Bolsonaro, Laura Bolsonaro, hoje com 12 anos; do ex-ajudante de ordens Mauro Cid Barbosa, da mulher e da filha dele. Até as 7h, todas as prisões já tinham sido cumpridas. A lista de alvos inclui ainda o policial militar Max Guilherme e o militar do Exército Sérgio Cordeiro – ambos, seguranças próximos de Bolsonaro e que atuaram na proteção dele durante o mandato presidencial.

Os agentes cumprem 16 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva, em Brasília e no Rio de Janeiro. Segundo a PF, as condutas investigadas podem configurar, em tese, crimes como: infração de medida sanitária preventiva; associação criminosa; inserção de dados falsos em sistemas de informação e corrupção de menores.

Investigação
A inclusão dos dados falsos aconteceu entre novembro de 2021 e dezembro do ano passado. As pessoas beneficiadas conseguiram emitir certificados de vacinação e usar para burlar restrições sanitárias impostas pelos governos do Brasil e dos Estados Unidos, segundo os investigadores. A Polícia Federal afirma que o objetivo do grupo seria “manter coeso o elemento identitário em relação a suas pautas ideológicas” e “sustentar o discurso voltado aos ataques à vacinação contra a Covid-19”. (Com informações do G1)

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