Executivo
O peso da política do impasse entre governo e Assembleia em relação à LDO
22/08/2025 08:37

Suetoni Souto Maior

João Azevêdo e Adriano Galdino não têm se entendido sobre 2026. Foto: Divulgação

A contenda entre o governador João Azevêdo (PSB) e o presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino (PSB), em relação à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), vai parar na Justiça. O desconforto entre os dois aflorou no episódio que envolveu a promulgação da lei pelo Legislativo em um dia e a sanção referente ao mesmo texto no outro, ambos publicados no Diário Oficial do Estado (DOE) e com consequências distintas. A de Galdino, por óbvio, mantém o texto aprovado na Casa, enquanto a do governo traz extensos vetos em alguns pontos da matéria.

A Assembleia Legislativa aponta perda do prazo pelo governo para avaliar o texto. Legalmente, o Executivo tem 15 dias para se posicionar e esse prazo foi descumprido, na visão de Galdino. A Procuradoria-Geral do Estado, em nota, alegou que não, que o prazo não foi consumido, já que o Legislativo paralisou a tramitação de todos os seus atos no período de recesso. Mesmo assim, a Casa diz que o prazo não foi respeitado e, por isso, valeria o texto promulgado pelo Legislativo. O governador João Azevêdo discorda e prevê que a disputa se dará por vias jurídicas.

Quando a discussão envereda pelas vias jurídicas é sinal de que a política fracassou. Para trocar em miúdos, quer dizer que Adriano Galdino e João Azevêdo já não falam a mesma lígua. Em outros tempos, antes de promulgar a LDO, Galdino teria entrado em contato com o governo para alertar da necessidade de sanção para que não houvesse desgaste entre os poderes. Agora, claramente, isso não ocorreu. Tudo fruto da tentativa frustrada do presidente da Assembleia de ter o apoio da base governista para a disputa das eleições para o governo.

Galdino tem percorrido o Estado, inclusive nos eventos do governo, para defender o nome dele para a disputa. Porém, tem encontrado as portas fechadas, inclusive dentro do Republicanos. A sigla trabalha com a perspectiva de lançar o prefeito de Patos, Nabor Wanderley, para a disputa de vaga no Senado. O governo trabalha com a perspectiva de lançar Lucas Ribeiro (PP) para o governo, disputando a reeleição. Sobra para Galdino o direito de espernear e a capacidade de gerar problemas para o governo. Este caso da LDO, pelo visto, é apenas o primeiro deles.

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