Executivo
Novo decreto do Estado vai liberar apenas atividades essenciais nos fins de semana
09/03/2021 10:22
Suetoni Souto Maior
João Azevêdo diz esperar que a decisão seja revista pelo órgão federal. Foto: Divulgação/Secom-PB

O governador João Azevêdo (Cidadania) vai endurecer as regras de isolamento social no Estado no decreto que passará a vigorar a partir desta quarta-feira (10). Os pontos ainda estão sendo fechados, mas já há alguns consensos. O primeiro deles é o de que apenas as atividades essenciais serão liberadas nos fins de semana. O modelo a ser adotado na Paraíba é parecido com o que está em vigor em Pernambuco. Então, bares, restaurantes, praias e parques não poderão funcionar.

Durante entrevista na TV Cabo Branco, nesta terça-feira (9), o governador disse que haverá restrições de horário também durante a semana para o funcionamento da atividade econômica. A ideia é escalonar o horário de funcionamento para impedir que haja superlotação nos ônibus. Foram ouvidos representares da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Fecomércio e Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), por exemplo, para definir o horário de início das atividades e largada dos trabalhadores.

Outro ponto que deverá constar no decreto que será divulgado na tarde desta terça é que algumas das atividades das repartições públicas terão o atendimento presencial suspenso. Ele citou o trabalho prestado pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran-PB). Atualmente, a maioria as repartições funciona com 50% dos servidores trabalhando de forma remota. A ideia é que esse montante seja ampliado para 70%.

As novas definições ocorrem num momento de extrema preocupação com as condições sanitárias do Estado. De acordo com a 20ª avaliação do Plano Novo Normal Paraíba (PNNPB), divulgada nesse sábado (6), 95% (211) dos municípios paraibanos estão em bandeira laranja; 4% (8 municípios) figuram em bandeira vermelha e apenas 4 municípios têm bandeira amarela, representando uma redução de 97% em relação à avaliação anterior, a menor participação desta bandeira desde o início dos ciclos avaliativos do PNNPB.

Desde o fim de semana, o governador vem às turras com o prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (PSD). O gestor municipal reclama da inclusão da cidade comandada por ele na bandeira laranja, a segunda mais restritiva. O governador lembra que a cidade, apesar de alegar um percentual menor de casos da Covid-19, tem o sistema de saúde pactuado para o atendimento a 70 cidades, com muitas delas com quadro sanitário complicado. Entre os integrantes do governo, o consenso é que se o prefeito não seguir o decreto estadual, haverá judicialização.

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