Executivo
Movimento de Rodrigo Pacheco rumo ao PSD impacta Romero, mas dificilmente o partido terá candidato a presidente
13/07/2021 08:57
Suetoni Souto Maior
Rodrigo Pacheco é assediado pelo PSD e cotado para disputar a presidência da República. Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado

O movimento do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), rumo ao PSD de Gilberto Kassab (SP) deve trazer impactos para as pretensões do ex-prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, que pretende disputar o governo pela sigla. O ex-gestor tem dialogado com deputados e apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na Paraíba, visando a criação de uma trincheira para enfrentar o governador João Azevêdo (Cidadania). A lógica é que se o morador da Granja Santana se aproxima do ex-presidente Lula (PT), a regra do jogo empurra Rodrigues para Bolsonaro.

O problema nessa equação é justamente o surgimento do fator Rodrigo Pacheco. O senador tem encontrado dificuldades para o crescimento no DEM e vê a ida para o PSD como possibilidade de um salto na ainda curta carreira política. Se você me perguntar se eu acho que ele será candidato, vou dizer que não. A eleição para o próximo ano tende a ser mais desidratada em termos de candidaturas. O surgimento de uma terceira via não parece uma coisa muito fácil de acontecer. Muitos dos cotados antes para a disputa já perceberam isso e correram. A polarização entre Lula e Bolsonaro gera dificuldades para um nome novo.

Mesmo assim, o movimento de uma pré-candidatuta nacional, no caso de Pacheco, tende a impor dificuldades para as questões paroquiais. Como vai ser a conversa de Romero Rodrigues com bolsonaristas como o deputado Cabo Gilberto (PSL) e o comunicador Nilvan Ferreira (PTB)? Ele receberia apoio e ofereceria o quê? E é ainda pior. Quem garante que o partido de Kassab não vai usar uma eventual candidatura de Pacheco para depois pular o muro rumo à postulação do ex-presidente Lula? São questões difíceis de responder hoje.

Para os partidos do centrão, a disputa de cargos majoritários não é prioridade. E por um motivo simples: elas são caras e têm pouca perspectiva de sucesso. Melhor investir na eleição de deputados federais, o que contribui para a formação do índice para ter mais recursos do fundo eleitoral. O movimento de Rodrigo Pacheco, neste momento, traz apenas prejuízos para Romero Rodrigues.

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