Executivo
Medo de novas cepas da Covid faz prefeituras cancelarem Réveillon. E os negacionistas continuam firmes e fortes…
29/11/2021 19:28
Suetoni Souto Maior
Prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, já cancelou a festa do Réveillon. Foto: Divulgação/Secom-JP

“Ninguém estará protegido até que todos estejam protegidos” e “João Pessoa cancela festa de Réveillon” foram informações que li e ouvi nesta segunda-feira (29) no noticiário. A primeira, da bióloga Natalia Pasternak, tem a ver com a necessidade de a imunização atingir a todos para termos um resultado efetivo do enfrentamento da Covid-19. A segunda é consequência: assim como João Pessoa, diversas cidades dentro e fora da Paraíba estão cancelando as festas por medo da propagação das novas cepas. A mais nova é a ômicron, surgida na África do Sul e que assusta o mundo com suas mais de 50 variantes.

Aqui na Paraíba, além de João Pessoa, os prefeitos de Cabedelo, Vítor Hugo; Cajazeiras, José Aldemir, e Lucena, Léo Bandeira, cancelaram a festa. Pelo país, pelo menos seis capitais, contando a paraibana, oficializaram a desistência de realizar queima de fogos. A lista inclui Belo Horizonte, Salvador, Florianópolis, Fortaleza e Palmas. Em todos estes municípios havia a expectativa de que a festa fosse realizada. Isso graças à redução dos internamentos e mortes causados pela Covid-19. As contaminações estavam em queda, porém, o risco de novas cepas e a quarta onda de Coronavírus na Europa têm assustado os gestores.

O risco existe porque a Ciência ainda desconhece os verdadeiros riscos da nova variante. A ômicron – também chamada B.1.1529 – foi identificada pela primeira vez na África do Sul, pelo sistema de vigilância das autoridades sanitárias do país. Ela é considerada de preocupação, pois tem 50 mutações, sendo mais de 30 na proteína “spike” (a “chave” que o vírus usa para entrar nas células e que é o alvo da maioria das vacinas contra a Covid-19).

O prefeito Cícero Lucena chegou a afirmar que desejava fazer a festa de fim de ano descentralizada, em polos. Os pontos estavam sendo estudados pela Fundação Cultural de João Pessoa. O gestor, no entanto, manteve a programação em relação ao Natal dos Sentimentos. A festa será descentralizada, com polos na Praça da Independência, Lagoa do Parque Solon de Lucena e na Praia. A expectativa da prefeitura é que 250 mil turistas passem pela cidade no fim do ano, o que se apresenta como uma realidade desafiadora em meio a uma pandemia.

Diante dos riscos e de tanto ver morte de pessoas próximas, a máxima trabalhada pela doutora Natália Pasternak é inequívoca em relação à necessidade de todos se vacinarem. Isso inclui também a obrigação de os países ricos ajudarem os pobres e, no caso do Brasil, de os negacionistas se conscientizarem da necessidade da imunização. Mais do que nunca, ninguém estará protegido enquanto todos não estiverem protegidos.

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