Um estudo realizado pela paraibana Ativaweb, com análise dos sentimentos em relação à operação da Polícia Federal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mostrou pequena vantagem entre os internautas que apoiaram a ação e os que discordaram. O ex-mandatário acordou com a PF na porta, nesta sexta-feira (18), por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele é acusado de ter tramado um golpe de estado e seria o pivô da recente crise entre o Brasil e os Estados Unidos, com ameaça de um tarifaço de 50% sobre os produtos brasileiros caso Bolsonaro não seja anistiado.
O levantamento da Ativaweb mostrou que 41,5% dos internautas que fizeram postagens no Facebook, Instagram e X acharam a ação positiva e apoiaram a operação. Isso representou 4,836 milhões de mensões. Elas expressaram apoio às instituições, defesa da democracia, elogios à PF e ao STF, utilizando termos como “coragem”, “justiça feita”, “golpismo punido” e “cadeia”.
Entretanto, no lado oposto, 41,3% das mensões foram críticas à operação, o equivalente a 4,814 milhões de postagens. Isso incluiu críticas ao STF, desconfiança na Justiça, denúncias de perseguição política, e o uso de termos como “autoritarismo”, “injustiça”, “vingança institucional” e “Preço Político”.
Foram analisadas as postagens feitas entre 6h e 11h30 desta sexta-feira. Ficou claro, também, que o número de pessoas que se posicionaram de forma neutra foi pequeno. Apenas 2 milhões de menções (17,2%). Estas foram descritivas, compartilhamento de links e cobertura jornalística sem posicionamento.
A conclusão do coordenador da pesquisa, Alek Maracajá, com base nos números, é que de a sociedade brasileira continua extremamente polarizada em relação a Lula e a Bolsonaro.
Os termos mais buscados nas redes sociais foram “Bolsonaro tornozeleira”, “PF invade casa de Bolsonaro”, “Alexandre de Moraes golpe”, “Bolsonaro proibido de usar Instagram” e “Medidas contra Bolsonaro STF”. As entidades e pessoas públicas mais citadas junto ao ex-presidente foram a Polícia Federal, Alexandre de Moraes, STF, PL (Partido Liberal) e Eduardo Bolsonaro.
Além de usar tornozeleira, o ex-presidente deverá cumprir recolhimento domiciliar entre 19h e 6h de segunda a sexta e em tempo integral nos fins de semana e feriado; ser monitorado com tornozeleira eletrônica; não poderá manter contato com embaixadores, autoridades estrangeiras e nem se aproximar de sedes de embaixadas e consulados. As medidas foram pedidas pela Polícia Federal (PF), com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).
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