Executivo
Lupi repete 2011: nova saída do governo marcada por suspeitas de corrupção
02/05/2025 18:29

Beatriz Souto Maior

A sexta-feira, 2 de maio de 2025, marcou a segunda queda de Carlos Lupi da Esplanada dos Ministérios, novamente sob o peso de denúncias de corrupção. Desta vez, o agora ex-ministro da Previdência Social entregou o cargo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após a revelação de um esquema bilionário de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que desviou mais de R$ 6 bilhões de aposentadorias e pensões por meio de descontos não autorizados em benefícios.

Embora Lupi afirme que seu nome não foi citado nas investigações, documentos revelam que ele foi alertado em 2023, durante reuniões do Conselho Nacional da Previdência Social, sobre o aumento dos descontos indevidos. Apesar disso, medidas efetivas só foram adotadas em 2024, quando o escândalo já havia ganhado proporções alarmantes.

A situação se agravou com a demissão de dois presidentes do INSS indicados por Lupi: Glauco Wamburg, em 2023, por uso irregular de passagens e diárias, e Alessandro Stefanutto, na semana passada, após ser implicado diretamente no esquema de fraudes.

Este episódio remete a 2011, quando Lupi deixou o Ministério do Trabalho após denúncias de irregularidades em convênios com ONGs e uso de avião pago por empresário beneficiado por contratos com a pasta. Na ocasião, a Comissão de Ética da Presidência recomendou sua exoneração, e Lupi pediu demissão alegando perseguição política.

Com uma trajetória política marcada por controvérsias, Carlos Lupi, que preside o PDT desde 2004, vê-se novamente no centro de um escândalo que abala a confiança nas instituições públicas. Sua saída evidencia a necessidade de maior rigor e transparência na gestão de recursos destinados à população mais vulnerável.

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