Executivo
Lula 3 é aprovado por 38% da população e reprovado por 29%, revela Datafolha
01/04/2023 11:22

Suetoni Souto Maior

Lula coloca eleições de João Pessoa entre as prioridades do partido. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Os primeiros 90 dias do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem avaliação positiva distante das médias históricas do próprio petista, em gestões anteriores. Ele cravou 38% de aprovação agora, contra 43% em 2003 e 48% em 2007. O desempenho abaixo do esperado pode estar vinculado à vitória extremamente apertada no ano passado, quando ele superou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na urnas (50,9% x 49,1%). O gestor vence o adversário também se comparado o desempenho do início de governo dele com o do capitão reformado do Exército, que cravou 32% de aprovação, de acordo com o Datafolha.

A disputa entre os dois é mais parelha em relação às reprovações, ambas muito altas para um início de governo. Lula é reprovado por 29% do eleitorado, enquanto Bolsonaro tinha a antipatia de 30% das pessoas ouvidas pelo instituto quando atingiu 90 dias de governo. Os dois, com isso, atingiram os piores desempenhos entre os presidentes em primeiro mandato, contado que Lula tem direito à reeleição, assim como ocorreu com Bolsonaro. Dilma Rousseff (PT) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB) tiveram desempenho pior, mas ambos nos respectivos segundos mandatos.

Em 2011, com 90 dias de gestão, Dilma cravou 47% de aprovação, enquanto que FHC obteve 39%. O desempenho deles despencou no início dos respectivos segundos mandatos, com Dilma hostentando míseros 13% e o tucano, 21%.

Consideram a gestão de Lula regular agora outros 30%. Não souberam responder 3% —entre os 2.028 eleitores entrevistados pelo instituto de quarta (29) a quinta (30) em 126 cidades. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.

Trata-se de um país longe da união nacional pregada pelo petista na campanha e distante da prática na política. Ao contrário, manutenção da polarização por Lula, mirando o agora de volta ao Brasil Bolsonaro, é um cálculo que beneficia a ambos os antagonistas por fechar as portas a alternativas.

Tanto é assim que muito da energia do governo em seu começo girou em torno do ato golpista promovido no 8 de janeiro em Brasília e efeitos secundários da crise, como a derrubada do comandante do Exército. A lida com o cotidiano de problemas tem se mostrado maior agora, com o debate sobre o arcabouço fiscal e as questões de governabilidade no Legislativo.

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