Executivo
João Azevêdo terá reunião virtual com Kassab, mas PSD não é o único destino provável do governador
01/02/2022 07:37
Suetoni Souto Maior
João Azevêdo deve conversar via aplicativo com o dirigente nacional do PSD. Foto: Divulgação/Secom-PB

O governador João Azevêdo (Cidadania) vai se reunir nesta terça-feira (1º) com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab (SP). O prato principal da conversa será uma possível filiação do gestor paraibano na legenda. O movimento provocaria uma dança das cadeiras na sigla, hoje comandada pelo ex-prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues. O ex-gestor chegou a ensaiar uma aproximação com o governador, mas recusou para apoiar a pré-candidatura de Pedro Cunha Lima (PSDB). Caso João e seu grupo se filiem ao PSD, a situação de Rodrigues ficará insustentável.

As articulações para a aproximação entre João Azevêdo e Gilberto Kassab estão sendo feitas por Eva Gouveia, secretária Executiva de Articulação Política do Estado. A viúva do ex-deputado Rômulo Gouveia chegou a levar para reunião com o governador vários filiados ao partido e aliados de Romero, em movimento ocorrido antes de o ex-prefeito bater em retirada do que seria uma aliança com o governador. As costuras feitas pela secretária visam a possibilidade de filiação do governador ao PSD, partido que faz movimento nacionalmente visando uma aproximação com o ex-presidente Lula (PT), virtual candidato a presidente.

Os caminhos que podem ser seguidos pelo governador ainda são acompanhados de uma grande interrogação. Entre os aliados mais próximos, o sentimento é o de que não haverá possibilidade de permanência no Cidadania em caso da construção de uma federação com o PSDB. A sigla, aqui na Paraíba, é controlada pelo PSDB do deputado federal Pedro Cunha Lima. Mesmo que o grupo fique sob o controle de João Azevêdo, será inevitável a desfiliação de grande parte das lideranças. Os grupos são antagônicos em praticamente todos os municípios. Além disso, Azevêdo não apoiaria João Dória, pré-candidato do partido a presidente.

Com isso, o caminho mais tranquilo seria o desembarque do Cidadania. Os destinos mais palatáveis seriam PSD ou PSB. Uma destas legendas, inclusive, deve abrigar o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (ex-PSDB). O ex-tucano é cotado para vice de Lula. O alinhamento, inevitavelmente, traria o ex-presidente Lula para o palanque de João Azevêdo, apesar da resistência de parte dos petistas no Estado. De acordo com informações de bastidores, a definição sobre o destino de João Azevêdo deve sair nos próximos 15 dias.

O entendimento dos governistas é o de que as articulações e os movimentos visando as eleições precisam ser definidos com brevidade, dado o período curto para a campanha eleitoral. Atualmente, são apenas 45 dias, o que os candidatos acham pouco para a construção de uma candidatura. Além de João Azevêdo, são lembrados como potenciais candidatos a vice-governadora Lígia Feliciano (PDT), o deputado federal Pedro Cunha Lima, o comunicador Nilvan Ferreira (PTB), e o ex-prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PT).

Quer receber todas as notícias do blog através do WhatsApp? Clique no link abaixo e cadastre-se: https://abre.ai/suetoni

Palavras Chave