Executivo
João Azevêdo engrossa comitiva socialista no lançamento das pré-candidaturas de Lula e Alckmin. Assista:
07/05/2022 10:42
Suetoni Souto Maior
João Azevêdo tenta reforçar a imagem de operoso para a disputa da reeleição. Foto: Divulgação

Um dia depois de o Partido dos Trabalhadores, na Paraíba, oficializar o apoio ao senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) para a disputa pelo comando do Palácio da Redenção, o governador João Azevêdo (PSB) dobrou a aposta. Ele participa, em São Paulo, neste sábado (7), do lançamento da pré-candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que terá como vice na chapa o ex-governador Geraldo Alckmin (PSB). Azevêdo briga para ter direito ao palanque do ex-presidente no Estado, mesmo com o movimento paroquial da sigla seguindo em sentido contrário.

Logo cedo, o governador se reuniu com outros gestores do PSB e com o presidente nacional da sigla, Carlos Siqueira, para irem juntos ao vento. O ex-governador de São Paulo não vai estar no evento, porque testou positivo para a Covid-19 nesta sexta-feira (6). O movimento de aproximação de João Azevêdo encontra ressonância no anúncio de Lula, de que deverá conversar com Veneziano, mas também com o atual governador e com a vice-governadora Lígia Feliciano (PDT). Ele não pretende rejeitar apoios dos partidos do campo democrático, segundo o explicado pela sigla.

O evento também conta com a participação de Veneziano e Ricardo Coutinho.

Acompanhe o evento de lançamento

O ato deste final de semana foi pensado para oficializar a frente ampla que Lula tenta construir e cujo mote será “vamos juntos pelo Brasil”. O slogan irá incorporar as cores verde e amarela da bandeira brasileira —sem deixar de lado o vermelho, tradicionalmente associado ao PT. E a expectativa entre pessoas ligadas à pré-campanha é que o ato deixe para trás essa fase de instabilidade.

Organizadores afirmam que o ato deverá reunir 4.000 pessoas. Desse número, 2.000 convites seriam do estado de São Paulo, 1.000 para representantes de movimentos sociais, populares e sindicais, e o restante para os partidos aliados, autoridades, artistas e intelectuais. A chef Bela Gil e o músico Paulo Miklos serão os apresentadores do evento. A sambista Teresa Cristina deverá cantar o hino nacional.

O evento é planejado no detalhe para evitar eventuais erros. Só Lula e Alckmin vão discursar. Na ocasião, o petista lerá um pronunciamento que vem sendo preparado há semanas. Lula —que tem sido criticado pelos deslizes cometidos em improvisos—, vai ler um discurso que traz como foco o combate à pobreza e a promessa de união nacional para reconstrução do Brasil. Segundo aliados, o ex-presidente defenderá o legado petista e, ao falar de sua prisão, dirá que não guarda ódio nem rancor.

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