O presidente estadual do PT, Jackson Macedo, tem demonstrado incômodo internamente no partido com a indefinição da sigla em relação ao apoio ao prefeito Cícero Lucena (PP). A agremiação aderiu ao projeto de reeleição do gestor no segundo turno das eleições, no ano passado, mas não se comprometeu com apoio ao novo governo. Ele entende que algumas das principais lideranças da sigla estão ignorando que o presidente Lula (PT) vai precisar de palanques nas eleições do ano que vem e a posição do partido caminha em direção oposta à das outras siglas do campo progressista.
“PSB, PV e PCdoB no governo de João Pessoa e o PT firmando oposição com a bancada do PL. Isso tudo com 2026 na porta. Quando perdermos a reeleição de Lula não achem ruim”, disse o dirigente partidário, que é cotado para assumir cargo no primeiro escalão da prefeitura.
A crítica de Jackson diz respeito ao posicionamento de detentores de mandato na Câmara de João Pessoa e na Assembleia Legislativa. No parlamento pessoense, o vereador Marcos Henriques apoiou a reeleição de Cícero Lucena, mas promete se manter na oposição na atuação parlamentar. Já no Legislativo Estadual, Luciano Cartaxo foi candidato nas eleições de 2024, contra o atual gestor, e não seguiu o partido no apoio ao atual prefeito. Cida Ramos, outra deputada do partido, também não aderiu à campanha.
Por outro lado, praticamente todos os partidos classificados como do campo progressista, em João Pessoa, aderiram ao prefeito. Este ponto é ressaltado por Macedo como indicativo da necessidade de apoio integral ao atual prefeito. “Em todo o Brasil o PT tem feito alianças pragmáticas visando as eleições de 2026. Isso só não está acontecendo aqui. Vão ignorar um palanque em João Pessoa? Se esta for a estratégia, não entendo mais de política”, questionou.
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