O deputado federal Hugo Motta (Republicanos) virou uma espécie de namoradinho da política paraibana. Não raro, surgem especulações sobre a possível escalação dele para a disputa do governo da Paraíba. Uma expectativa, diga-se de passagem, nunca gerada a partir dele próprio. Mas muito pelo contrário. Sempre que questionado pela imprensa, a resposta tem sido a de que suas atenções estão voltadas para a presidência da Câmara dos Deputados. E este é, realmente, o caminho mais provável do parlamentar, que pode disputar a reeleição, mas também integrar a suplência de uma das chapas presidenciais em 2026.
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No plano estadual, o nome de Hugo Motta tem sido apresentado como alguém que pode unir a base comandada pelo governador João Azevêdo (PSB). O grupo anda dividido entre os projetos de continuidade representados pelo prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP), pelo vice-governador Lucas Ribeiro (PP) e pelo presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino (Republicanos). A essa conta, o próprio Motta apresentou também o nome do atual secretário de Educação do Estado, Wilson Filho (Republicanos), como uma opção.
Wilson, também vale ressaltar, em entrevista à rádio Arapuan, não deixou de citar o nome de Motta como provável candidato ao governo. Ele foi lacônico ao falar sobre a demonstrada falta de apetite para o projeto demonstrada pelo presidente da Câmara. Atribuiu isso ao projeto nacional, no Congresso. “Ele não pode falar de disputa de governo agora”, ressaltou. Mas um ponto precisa ser bem observado. Apesar do indicativo de que lideranças como Cícero, Lucas e Galdino poderiam abrir mão da disputa do governo em prol de Hugo Motta, a verdade é que o projeto nacional promete ser mais efetivo.
Vivemos num passado recente tempos em que os presidentes de uma Câmara dos Deputados empoderada se notabilizaram pelo desequilíbrio nas suas relações com o governo ou com a oposição. Eduardo Cunha brigou para tirar Dilma Rousseff (PT) do poder e depois perambulou entre a cadeia e o ostracismo. Rodrigo Maia também teve dificuldades de relacionamento com Jair Bolsonaro (PL) e hoje vive o ostracismo político. Arthur Lira (PP) teve dias áureos com o bolsonarismo e vida difícil com o governo Lula (PT). Já Motta tem se equilibrado entre concessões e negativas aos dois grupos sem acumular desgastes.
Este equilíbrio tem feito com Hugo Motta seja cotado ora para vice de Lula, ora de Tarcísio de Freitas (governador de São Paulo), mas constantemente para a recondução ao comando da Câmara dos Deputados. O fato é que a Paraíba, por mais querida que seja, tende a aparecer em segundo plano neste projeto político do parlamentar. A visão mais clara sobre isso, no entanto, veremos no ano que vem.
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