Executivo
Há exatamente um ano, Zenóbio se tornava o primeiro dos seis prefeitos mortos pela Covid-19 na PB
14/06/2021 12:14
Suetoni Souto Maior
Zenóbio Toscano morreu vítima da Covid-19. Foto: Divulgação/PMG

Era domingo, no dia 14 de junho de 2020, quando o então prefeito de Guarabira, Zenóbio Toscano, perdeu a guerra para a Covid-19. Ele estava internado em um hospital particular de João Pessoa. O dianóstico divulgado na época foi o de que ele foi vítima de um acidente vascular cerebral um dia antes, mas depois foi confirmado que ele havia contraído a doença. O tucano foi o primeiro prefeito morto em decorrência do novo Coronavírus, na Paraíba. De lá para cá, já foram seis.

O último morto em decorrência da Covid-19 foi o prefeito de Brejo dos Santos, Doutor Lauri. Mas pegando o fio da meada lá no ano passado, podemos lembrar a morte de Manoel da Lenha, de Ingá, falecido em 16 de julho, pouco mais de um mês depois de Zenóbio. Já neste ano, morreram, além de Lauri, os prefeitos Jorge do Povão (Pitimbu); Francisca das Chagas, conhecida como ‘Chaguinha’ (Coremas), e Gilson Lima (Riacho de Santo Antônio).

A Assembleia Legislativa da Paraíba prestou uma homenagem a Zenóbio Toscano, que foi deputado estadual em vários mandatos na Casa. As mortes vêm preocupando o presidente da Federação das Associações dos Municípios da Paraíba (Famup), George Coelho. Ele diz que em todo o Brasil mais de 37 gestores morreram em decorrência do coronavírus, conforme dados da Confederação Nacional de Municípios (CNM).

“Ainda não estamos na metade do mês de junho e perdemos dois gestores por complicações desse vírus. Os prefeitos têm trabalhado incansavelmente ao longo de mais de um ano de pandemia, buscando recursos, garantindo a melhor estratégia de enfrentamento, além de continuarem com todas as demais responsabilidades de um gestor à frente de uma cidade. Merecem nossa valorização e um olhar atencioso”, ressaltou o presidente da Famup, George Coelho.

George alerta para que gestores busquem manter os cuidados e levem a saúde em conta, apesar da grande demanda e compromissos em meio à pandemia. “Nós sabemos que o tempo tem sido de trabalho árduo, incansável, mas que nesse momento os gestores continuem, dentro do possível, se resguardando. Além de prefeitos, são seres humanos e possuem amigos e familiares que os esperam todos os dias”, comentou.

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