A ação era para desobstrução, mas não de galerias ou esgotos. A comunidade Riachinho, no Treze de Maio, em João Pessoa, recebeu a visita nesta sexta-feira (27) de homens do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado, braço especializado do Ministério Público da Paraíba, da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado e da Guarda Civil Metropolitana de João Pessoa. Eles foram ao local para destruir barricadas construídas por grupos criminosos. Parece absurdo, porque é.
Cinco pessoas foram presas, acusadas de erguer barricadas em vias da localidade, com o propósito de obstruir a circulação de cidadãos e dificultar o ingresso das autoridades, favorecendo, assim, o domínio territorial por facções criminosas. As barreiras serviam como marcos de poder informal: restringiam o trânsito de moradores, dificultavam o acesso de veículos de emergência e impunham obstáculos às forças estatais. Não eram simples amontoados de materiais, mas instrumentos de afirmação territorial, cuja presença simbolizava a substituição da ordem comum por comandos paralelos.
Dias antes, na quarta-feira, a Guarda Civil já cumprira mandados de busca e apreensão e removera estruturas semelhantes em uma das vias do Treze de Maio. A resposta dos grupos criminosos foi célere: novas barreiras surgiram no mesmo ponto, como se testassem a persistência do poder público.
Nesta sexta, a ação mais recente das forças de segurança no Riachinho retirou essas barreiras. Durante a operação, além da remoção das barricadas e das prisões dos cinco suspeitos, os agentes ainda fizeram uma apreensão de drogas na comunidade.
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