Judiciário
Em julgamento, Moraes nega que STF esteja condenando “velhinhas com a bíblia na mão”
25/03/2025 16:58

Suetoni Souto Maior

Quebra-quebra promovido por manifestantes que pediam intervenção militar no 8 de janeiro. Foto: Joedson Alves/ABr

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta terça-feira (25) que a Corte esteja punindo “velhinhas com a Bíblia na mão” pelos atos golpistas de 8 de janeiro. O termo, repetido por bolsonaristas, virou discurso contra as condenações. A declaração veio durante o julgamento de questões preliminares levantadas pelas defesas de oito acusados na trama golpista, incluindo Jair Bolsonaro e o general Braga Netto. O Supremo decide se aceita a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o núcleo central da articulação.

Moraes afirmou que a tese das “velhinhas inocentes” é uma “narrativa mentirosa”. Ele apresentou números: das 497 condenações, 454 envolvem pessoas com até 59 anos. Apenas sete réus têm mais de 70 anos. “Essa mentira se repete em fake news espalhadas nas redes sociais”, disse o ministro.

O julgamento segue. Depois da fase preliminar, o STF decide se Bolsonaro e os demais acusados viram réus.

A denúncia atinge nomes do alto escalão do governo anterior:

. Jair Bolsonaro, ex-presidente;

. Walter Braga Netto, general e ex-ministro;

. Augusto Heleno, ex-ministro do GSI;

. Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin;

. Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;

. Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;

. Paulo Sérgio Nogueira, general e ex-ministro da Defesa;

. Mauro Cid, ex-ajudante de ordens e delator.

O cerco se fecha.

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