O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta terça-feira (25) que a Corte esteja punindo “velhinhas com a Bíblia na mão” pelos atos golpistas de 8 de janeiro. O termo, repetido por bolsonaristas, virou discurso contra as condenações. A declaração veio durante o julgamento de questões preliminares levantadas pelas defesas de oito acusados na trama golpista, incluindo Jair Bolsonaro e o general Braga Netto. O Supremo decide se aceita a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o núcleo central da articulação.
Moraes afirmou que a tese das “velhinhas inocentes” é uma “narrativa mentirosa”. Ele apresentou números: das 497 condenações, 454 envolvem pessoas com até 59 anos. Apenas sete réus têm mais de 70 anos. “Essa mentira se repete em fake news espalhadas nas redes sociais”, disse o ministro.
O julgamento segue. Depois da fase preliminar, o STF decide se Bolsonaro e os demais acusados viram réus.
A denúncia atinge nomes do alto escalão do governo anterior:
. Jair Bolsonaro, ex-presidente;
. Walter Braga Netto, general e ex-ministro;
. Augusto Heleno, ex-ministro do GSI;
. Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin;
. Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;
. Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
. Paulo Sérgio Nogueira, general e ex-ministro da Defesa;
. Mauro Cid, ex-ajudante de ordens e delator.
O cerco se fecha.
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