A deputada estadual Cida Ramos vai comandar o Partido dos Trabalhadores. Por maioria absoluta, o nome dela foi referendado pela militância no Processo de Eleição Direta (PED) da sigla, ocorrido no domingo (6). A parlamentar assume falando em unificar a agremiação e trabalhar pela reeleição do presidente Lula (PT). Esta última, vale ressaltar, tem sido a prioridade do partido desde a sua criação, na década de 1980. Mas o maior desafio da agremiação nos dias atuais, assim como ocorre com toda a esquerda, tem sido a renovação dos seus quadros.
O debate parece causar arrepio entre os dirigentes da agremiação e não pode ser confundido com etarismo. E é importante lembrar que todas as lideranças de relevo no PT foram forjadas no sindicalismo de três ou quadro décadas atrás ou ainda antes disso. Uma realidade diferente do que ocorre no centro e na direita. Sei que alguém vai dizer que nos outros agrupamentos ideológicos mudam-se as peças, mas os procedimentos são os mesmos. Mesmo assim, é inegável verificar que há renovação. Diferente do que tem ocorrido no Partido dos Trabalhadores. Pelo menos não nestes últimos anos.
Em relação à pacificação, ela também não é simples. A tendência é que esse alinhamento ocorra em justa posição em torno do projeto nacional (de brigar pela reeleição de Lula), mas não no local. O entendimento em relação à disputa pelo governo do Estado vai contrapor lideranças importantes. As interrogações dizem respeito aos posicionamentos, principalmente, de nomes como o ex-governador Ricardo Coutinho ou mesmo o deputado estadual Luciano Cartaxo e a própria Cida Ramos. É bom que se diga, a tarefa dela não será simples.
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