Executivo
Morre Raul Jungmann, ex-ministro de FHC e Temer, aos 73 anos
19/01/2026 03:56

Suetoni Souto Maior

Jungmann era considerado uma figura do diálogo na política brasileira. Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr

Morreu neste domingo (18) o ex-deputado, ex-ministro e ex-vereador do Recife, Raul Jungmannn, aos 73 anos, em Brasília. O falecimento foi confirmado pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), entidade da qual ele era diretor-presidente desde 2022. Jungmann enfrentava um câncer no pâncreas. Foi internado pela primeira vez em novembro de 2025, teve alta em dezembro, voltou a ser hospitalizado perto do Natal e novamente após o Ano Novo. Neste sábado (17), foi internado mais uma vez e não resistiu.

Com longa trajetória na política, Raul Jungmann ocupou quatro vezes o cargo de ministro e exerceu três mandatos como deputado federal. No governo Fernando Henrique Cardoso, comandou o Ministério do Desenvolvimento Agrário e de Políticas Fundiárias. Também foi vereador do Recife, em Pernambuco.

Na gestão Michel Temer, assumiu o Ministério da Defesa e, em 2018, tornou-se o primeiro ministro da Segurança Pública do Brasil. Também foi responsável por coordenar operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), que autorizaram o uso das Forças Armadas em estados em crise na área da segurança.

Da esquerda ao centro

Na juventude, Jungmann militou no antigo Partido Comunista Brasileiro (PCB). Ao longo da carreira partidária, passou pelo MDB, PPS e PMDB. Retornou ao PPS em 2003, legenda na qual permaneceu até 2018.

Atuação no Congresso

A projeção nacional como ministro ajudou em sua eleição para a Câmara dos Deputados por Pernambuco, em 2002. Foi reeleito em 2006. Tentou o Senado em 2010, sem sucesso. Em 2012, elegeu-se vereador do Recife. Dois anos depois, ficou na suplência para deputado federal.

No Congresso, foi vice-presidente da CPI dos Sanguessugas, que investigou desvios na compra de ambulâncias, e atuou como liderança da Frente Brasil Sem Armas, durante o referendo de 2005 sobre o comércio de armas de fogo.

Na legislatura iniciada em 2015, exerceu mandato até 2016. Na oposição ao governo Dilma Rousseff, defendeu o impeachment da presidente, processo que levou Michel Temer ao Planalto.

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