Executivo
Destino de Romero será mesmo uma aliança com João. Resta saber quem ele leva na bagagem
27/10/2021 09:11
Suetoni Souto Maior
Romero Rodrigues faz planos de disputar a eleição como vice de João ou uma vaga de deputado federal. Foto: Divulgação

A tradição política ensina que candidato tem movimentação de candidato. Quem se apresenta como candidato, busca apoios e depois esmorece no projeto político o faz por que abandonou a ideia de disputar o cargo majoritário. Este é o caso do ex-prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSD). Na reunião com o grupo político do ex-senador Cássio Cunha Lima (PSDB), ele foi claro, segundo interlocutores, que não será candidato ao governo. Uma série de motivos podem ser colocados na mesa, mas o maior deles é a falta de estrutura para uma candidatura com chances de vitória.

O cálculo político antes de se lançar numa disputa é bem própria dos tempos atuais, quando as figuras políticas de maior relevo têm medo de entrar em disputas que se veem com relativa desvantagem. É medo do desgaste, de ficar sem mandato e de estar mais vulnerável a demandas judiciais. Tudo entra no bolo. Os sinais dados por Romero na conversa com o grupo político compreendido por lideranças do PSDB e do PSD foi bem nesta linha, da falta de condições para entrar na disputa. Até o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, tem agido para uma composição do ex-prefeito com João Azevêdo.

O governador tem a seu favor o fato de ter uma gestão sem grandes atropelos e ainda uma oposição desarticulada e sem um projeto de governo claro para a Paraíba. O resultado disso temos visto no dia a dia. De um lado está o governador com movimentação consistente para a disputa da reeleição e, do outro, um Romero Rodrigues que botou a cabeça de fora para a disputa e se recolheu logo em seguida. E é muito claro que todos aqueles que não têm movimentação de candidato, de fato não são candidatos.

A movimentação de Romero em direção a João Azevêdo tem caráter extremamente personalista. Interlocutores do grupo sustentam que ele não deverá ser seguido pela maioria das lideranças que integram o grupo oposicionista. Nomes como os dos deputados federais Ruy Carneiro, Edna Henrique e Pedro Cunha Lima não o seguirão, assim como a deputada estadual Camila Toscano, todos do PSDB. Há dúvidas sobre o caso do deputado tucano Tovar Correia Lima e do prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (PSD). A relação terá que ser discutida profundamente no caso dos dois últimos.

De adesão certa, a conta inclui o irmão do ex-prefeito, Moacir Rodrigues, que é deputado estadual. Difícil saber como o deputado se portará, enquanto seguidor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), indo para um grupo povoado por partidos que vão do centro à esquerda. De certo em tudo isso, temos apenas que Romero não será candidato ao governo e topa conversar sobre as disputas para a vice na chapa de João Azevêdo ou de uma vaga na Câmara dos Deputados.

Quer receber todas as notícias do blog através do WhatsApp? Clique no link abaixo e cadastre-se: https://abre.ai/suetoni

Palavras Chave