Judiciário
Desembargador Márcio Murilo aponta combate a deepfakes como desafio para 2026, mas diz que TRE estará preparado
01/04/2025 08:50

Suetoni Souto Maior

Márcio Murilo será o presidente do TRE durante a eleição do ano que vem. Foto: Divulgação

O desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos se diz tranquilo em relação ao combate ao uso de tecnologia para o cometimentos de crimes eleitorais no ano que vem. Empossado na vice-presidência do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), nesta segunda-feira (31), ele será o presidente da Corte no pleito de 2026, quando haverá disputas para os cargos de deputado estadual, deputado federal, senador e presidente da República. O maior desafio, ele reforça, será o enfrentamento das deepfakes, que tendem a se popularizar nas campanhas.

“Desde criança, que eu sou filho de magistrado, que se diz que a próxima eleição é a pior que existe. E toda eleição é a mais difícil, e agora é a mais complicada. Eu não vejo isso, a cada eleição tem fatos novos e agora tem essa questão da tecnologia, com deepfake, mas isso, sempre, temos que acompanhar a tecnologia, a lógica e colacionar instrumentos que combatam as fake news”, ressaltou o magistrado. Márcio Murilo lembra que já atuou na seara eleitoral, enquanto juiz, e que coleciona experiências para este momento futuro.

Até o primeiro trimestre do ano que vem ele acumulará as funções de vice-presidente da Corte e corregedor. Depois, com a saída do atual presidente, Oswaldo Trigueiro do Valle, assumirá o comando da Corte. “O TRE já tem 80 anos de funcionamento, com uma equipe técnica especializada e minha função é só coordenar as mudanças que têm que aparecer”, ressaltou, lembrando que o Tribunal Superior Eleitoral (TRE) tem desenvolvido ano a ano novas técnicas para o enfrentamento dos ilícitos eleitorais.

Por Beatriz Souto Maior

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