Executivo
Definir comando da federação PP/União Brasil por pesquisa é balela, pois nem Efraim nem Lucas podem garantir que serão candidatos
26/03/2025 17:47

Suetoni Souto Maior

Aguinaldo e Efraim estão em grupos antagônicos há várias eleições na Paraíba. Foto: Divulgação/Montagem

A federação PP/União Brasil ainda nem foi criada formalmente, mas já vem provocando desgastes, na Paraíba, entre lideranças dos dois partidos. Motivo: ninguém quer perder a primazia de comandar o grupo, que terá três deputados federais e um senador. O problema nisso tudo é que as siglas, atualmente, ocupam espaços divergentes na política paraibana. Aguinaldo Ribeiro (PP) é aliado do governador João Azevêdo (PSB), enquanto Efraim Filho (União) já comeu um saco de sal com o clã Cunha Lima. E como se faz para resolver isso? Efraim sugeriu a realização de pesquisa, apesar da pouca efetividade da proposta.

O que temos para hoje é que, necessariamente, um partido vai puxar o outro para seu campo de conveniência. A pergunta é: será a base governista, com Aguinaldo levando a melhor, ou a oposição, com Efraim dando as cartas? A tendência é que sejam comparadas as estruturas dos dois, quem está alinhado ao grupo com maiores chances de vitória no ano que vem. E neste contexto uma pesquisa eleitoral terá importância relativa.

Efraim sugeriu aferir o nome dele e do vice-governador Lucas Ribeiro, do PP. Esta consulta seria feita no segundo semestre deste ano. Uma consulta que poderá não refletir bem o cenário de 2026. Isso porque o peso eleitoral de um Lucas vice-governador é muito menor que se ele estivesse no comando do governo, o que só ocorrerá (se ocorrer) a partir de abril do ano que vem.

Dentro deste cenário, Efraim teria mais chances agora, mas o ambiente poderia ser diferente em 2026. Para este ano, o nome da base governista que representaria uma disputa mais dura seria o do prefeito Cícero Lucena (PP). Mas este é apenas parte do problema, já que os nomes dos dois partidos podem ser apresentados à vontade, mas não há garantias de que, efetivamente, eles sejam escolhidos para representar os respectivos grupos.

Efraim é um bom nome da oposição, mas não é o único. Eu diria até que o ex-deputado federal Pedro Cunha Lima (PSD) teria mais chances, por ter sido candidato em 2022 e ter conquistado uma votação expressiva. Da mesma forma, Lucas tem chances, mas a escolha do nome dele dependerá de muitas variantes. Precisa ver se João Azevêdo deixa o governo para disputar o Senado, a cancha eleitoral após assumir o cargo, a possibilidade de Cícero ser o escolhido ou ainda uma candidatura do Republicanos. São muitos cenários e pouca certeza.

Diante disso, o resultado da pesquisa poderá indicar apenas quem será o coadjuvante na disputa.

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