Quase desaparecida do debate eleitoral nos últimos meses, as lideranças da oposição, na Paraíba, voltaram a dar as caras no noticiário. Na mesa, as tentativas de atrair o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP), para o bloco que se contrapõe ao grupo liderado pelo governador João Azevêdo (PSB). O estopim que desencadeou a ação foi uma reunião seleta, que teria ocorrido em Campina Grande no último fim de semana e que teria definido as peças na chapa majoritária governista para o ano que vem, sem a presença de Cícero. Todos negam que o encontro tenha ocorrido. Apesar disso, ficou o desgaste.
E ele foi o suficiente. Em João Pessoa, o ex-governador e ex-senador Cássio Cunha Lima (PSD) falou da possibilidade de reaproximação com o prefeito. Disse que as diferenças entre os dois surgiram na seara política e que a relação no campo pessoal permaneceu intocada. A referência é ao rompimento registrado em 2014, quando Cícero teve a legenda negada no partido comandado por Cássio, o PSDB, para disputar a reeleição. Na época, ambos eram senadores e Cunha Lima se preparava para disputar o governo. De lá para cá, ambos passaram a militar em campos distintos.
A mesma linha de Cássio Cunha Lima é adotada por outras lideranças de oposição. Isso foi exposto pelo deputado estadual George Morais, irmão do senador Efraim Filho, ambos do União Brasil. Em entrevista a uma rádio da capital, ele deixou claro que o prefeito seria bem-vindo na oposição. Quanto a disputar o governo, ele assegura, a missão caberá a quem estiver melhor posicionado nas pesquisas. É o caso da dobradinha entre Efraim e Pedro Cunha Lima (PSD). Este último, em 2022, disputou com o governador João Azevêdo (PSB) e conseguiu levar a eleição para o segundo turno, quando foi derrotado.
Mas sobre a base governista, o que se tem, por ora, são os dissabores entre os aliados de Cícero, mesmo com a negativa da reunião. O grupo defende que o critério para a escolha do candidato ao governo seja a realização de pesquisas. Este é um cenário que tende a beneficiar o prefeito, mas a tendência é que o representante do grupo seja o vice-governador Lucas Ribeiro (PP), que deve assumir o comando do Estado em abril do ano que vem, quando João Azevêdo sai para a disputa do Senado. Acontece aue apesar de o cenário dar a ideia de prego batido e ponta virada, este é um assunto que merece ser bem conversado, para evitar desgastes.
O que existe, de fato, é que tanto o prefeito quanto seu filho, o deputado federal Mersinho Lucena (PP), descartam a possibilidade de um rompimento iminente na base. O entendimento é que ainda existe muita margem para conversa. A central de boatos fala que já haveria um acordo sobre a chapa, que traria Lucas para governador, João e Nabor Wanderley (Republicanos) para o Senado, e o presidente da Assembleia, Adriano Galdino, para vice. Este acerto é negado pelos envolvidos, apesar de possuir um que de factível.
Enquanto isso, a oposição joga parada, esperando um rompimento.
Quer receber todas as notícias do blog através do WhatsApp? Clique no link abaixo e cadastre-se: https://abre.ai/suetoni