Executivo
Covid-19 matou 30 prefeitos, alguns deles da Paraíba
29/03/2021 10:38
Suetoni Souto Maior
George Coelho diz que os prefeitos temem elevação no números e mortes. Foto: Divulgação

Um levantamento divulgado nesta segunda-feira (29) pela Federação das Associações de Municípios da Paraíba (Famup) acende o sinal de alerta na política. Pelo menos 30 prefeitos morreram em decorrência da pandemia no Brasil, sendo dois deles na Paraíba. O número seria muito, muito maior, se fossem considerados os ex-prefeitos na conta. O último deles foi Ivanes Lacerda, de Patos. Ele faleceu em janeiro, dias depois de deixar o comando da prefeitura na cidade sertaneja.

“É muito claro que o prefeito está na linha de frente no combate ao coronavírus. Todos os dias, os mais de cinco mil gestores de todo o Brasil cumprem a sua missão em garantir as condições mínimas de vida para a população. Na pandemia, o trabalho do gestor triplicou na luta contra uma doença que tem tirado a vida de muitas pessoas no mundo, inclusive os próprios gestores que arriscam suas vidas pelo bem estar do seu povo”, destacou o presidente da Famup, George Coelho.

Em julho do ano passado houve a primeira morte de prefeito na Paraíba. Foi a de Manoel Batista Chaves Filho (PSD), conhecido como Manoel da Lenha, de Ingá. O gestor tinha 64 anos e passou 11 dias internado Hospital Santa Clara, em Campina Grande (PB). O caso mais recente foi da prefeita de Coremas, Francisca das Chagas (PDT), conhecida como Chaguinha de Edilson. Ela morreu no mês passado, aos 62 anos, depois de passar 15 dias internada em um hospital de João Pessoa.

A pandemia também resultou na morte de dois ex-governadores da Paraíba. O primeiro foi Wilson Braga, falecido no ano passado. Mais recentemente, o senador José Maranhão morreu em São Paulo. Na Assembleia Legislativa, a morte registrada foi a do deputado João Henrique.

A Famup defende união de todos e o reconhecimento do trabalho dos prefeitos que estão todos os dias trabalhando para vencer a pandemia e garantir a proteção e a vida da população. “Todo gestor sabe dos riscos que correm ao deixar suas casas para trabalhar pela população, mas garantir a vida do seu povo se sobrepõe ao medo de contrair a doença. Precisamos avançar na vacinação para conseguirmos frear o número de mortes causadas pela covid-19”, disse George Coelho.

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