Judiciário
Condenação de Leto Viana e mais oito é só a primeira. Outras virão da Xeque-Mate
27/08/2021 16:34
Suetoni Souto Maior
Leto Viana ficou preso vários meses em 2018. Foto: Divulgação

A condenação do ex-prefeito de Cabedelo, Leto Viana, e mais oito pessoas investigadas na operação Xeque-Mate, nesta sexta-feira (27), foi apenas a primeira de muitas que virão pela frente. A decisão do juiz Henrique Jorge Jácome de Figueiredo analisou o que foi descrito pelo Ministério Público da Paraíba como “um modelo de governança regado por corrupção”. Tudo iniciado com a compra do mandato de Luceninha e que foi seguido de outras condutas ilegais, segundo o que é sustentado pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).

Nesta denúncia, em específico, houve condenação de Leto Viana a 6 anos de reclusão em regime semiaberto e 30 dias multa. A mulher dele, Jaqueline Monteiro, foi condenada a 5 anos e 4 meses e seis dias de reclusão, além de 25 dias-multa. Ela era a vice-presidente da Câmara Municipal, que era comandada pelo vereador Lúcio José. Este último foi condenado a 6 anos, 4 meses e seis dias de reclusão, além de 25 dias-multa.

Sobraram condenações, também, para os então vereadores Marcos Antônio Silva dos Santos, Inaldo Figueiredo da Silva, Tércio de Figueiredo Dornelas Filho, Antônio Bezerra do Vale Filho, Adeildo Bezerra Duarte, além de Leila Maria Viana do Amaral. Todos condenados a 5 anos e 4 meses. Eles vão ter que pagar, solidariamente, R$ 2 milhões a título de reparação pelos prejuízos ao erário.

Entre os crimes citados na denúncia estão a compra do mandado do ex-prefeito José Maria de Lucena Filho (Luceninha); os cargos fantasmas; a operação tapa-buraco; as negociações envolvendo vereadores; doação de terreno, caso Projecta, Shopping Pátio Intermares; laranjas (interpostas pessoas) usados na ocultação patrimonial de Leto; tentativa de homicídio do vereador Eudes e irregularidades na Câmara Municipal de Cabedelo/PB. Estes casos também foram alvos de denúncias individualizadas.

A operação Xeque-Mate foi deflagrada em abril de 2018. Naquela data, tanto o prefeito quanto dez vereadores da cidade foram afastados dos respectivos mandatos. Leto foi substituído então pelo Vítor Hugo (DEM) no cargo e ele foi eleito posteriormente em eleição suplementar. Hugo, inclusive, foi denunciado na última etapa da Xeque-Mate, por suposto envolvimento com a contratação de servidores fantasmas. Ele nega. Os condenados nesta sexta-feira ainda têm direito a recurso para a segunda instância e todos responderão em liberdade.

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