Executivo
Cícero Lucena e João Azevêdo casam agendas para afastar especulações
05/07/2023 08:01
Suetoni Souto Maior
João Azevêdo (C) durante agenda com Cícero Lucena (D) e Léo Bezerra. Foto: Dayze Euzébio/Secom-JP

O governador João Azevêdo (PSB) e o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP), vêm intensificando o casamento de agendas nos últimos dias. A prática serve para anular as especulações sobre afastamento entre eles, pregada principalmente por setores da militância socialista e por adversários. Ouvido pelo blog, um interlocutor privilegiado do governador tratou de negar o risco de rompimento e disse que na cabeça do gestor, o martelo já está batido em relação à manutenção da parceria em 2024. Cícero foi apoiado por João em 2020 e retribuiu o apoio em 2022. A ideia agora é manter a parceria para as próximas eleições.

Os dois estiveram juntos em agenda no domingo (2), na Caravana do Cuidar, do Governo do Estado, e retomaram a agenda conjunta nesta terça-feira (4), quando estiveram na Orla de João Pessoa para receber a réplica gigante do boneco Sansão, coelho de pelúcia de Mônica, personagem de Maurício de Sousa. O boneco gigante foi instalado no Busto de Tamandaré, unido ao letreiro em homenagem à cidade. A imagem tem excursionado pelo Brasil para marcar os 60 anos da criação da história em quadrinhos. O projeto é intitulado Coelhadas Gigantes.

Voltando à questão política, é possível dizer que a guerra de bastidores ganhou notoriedade recentemente puxada por setores do governo, que cobram apoio de Cícero ao candidato do PSB em Cabedelo. O partido quer lançar o ex-deputado Ricardo Barbosa na cidade. O ex-parlamentar ensaiou em várias oportunidades entrar na corrida eleitoral no município e agora diz que é para valer. Quer enfrentar o candidato a ser indicado pelo atual prefeito, Vítor Hugo (União Brasil). Segundo um interlocutor ouvido pelo blog, o governador adquiriu antipatia pelo prefeito, apoiado por ele em 2020 e que rompeu a aliança pouco depois.

A cobrança de apoio de Cícero Lucena em Cabedelo, no entanto, perde o sentido quando se observa que o gestor pessoense tem sua base eleitoral na capital e seria de pouca valia numa campanha no município vizinho. Até porque no período do apoio pretendido, ele precisará estar em busca de votos na capital paraibana para a própria eleição. O movimento, portanto, não teria resultado prático para a candidatura socialista na cidade vizinha.

Ainda em relação a João Pessoa, o governador já deu declarações no sentido de apoiar a chapa vencedora em 2020, com a indicação da permanência de Léo Bezerra, atual vice-prefeito da capital, como nome do partido na chapa que deverá disputar a reeleição. Tudo fora disso, neste momento, pelo que foi apurado pelo blog, é mera especulação e voluntarismo de militância, o que beneficia mais a oposição que o projeto eleitoral do grupo.

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