Executivo
Cargos no governo Lula fragilizam posições bolsonaristas de Efraim Filho
27/07/2025 08:50

Suetoni Souto Maior

Efraim Filho passou a defender as pautas do bolsonarismo de forma aberta após apoio do PL à sua pré-candidatura. Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

O senador Efriam Filho (União Brasil) assumiu nesta semana a bandeira do bolsonarismo na Paraíba visando as eleições do ano que vem tendo que dar mais explicações que o desejado sobre seu relacionamento com o governo do presidente Lula (PT). Mesmo insuspeito de afinidades com o petismo, o fato de indicar cargos na gestão criticada por ele gerou desconforto entre aliados e nas entrevistas. E aí, meu amigo, não adianta dizer que os nomes são técnicos, que os cargos estão à disposição de quem os nomeou e que pode exonerá-los. Há um flagrante e indesejado desgaste na decolagem do foguete.

E neste particular, apesar de reconhecer que contradição é uma commodity farta entre as lideranças do centrão, a bola deste desgaste estava quicando na área há muito tempo. Isso porque desde 2023, o primeiro do governo Lula, as indicações de Efraim Filho já geravam desconforto entre os petistas do Estado. Naquele ano, logo em janeiro, o senador indicou para os Correios e Telégrafos, na Paraíba, Jackson Silva Henrique. O nome logo gerou revolta entre os servidores da autarquia, pela alegada ligação dele com o bolsonarismo. O servidor, na época, precisou negar que tenha participado de atos antidemocráticos pró-Jair Bolsonaro.

As queixas petistas paraibanos não pararam por aí, já que coube a Efraim Filho a indicação, também, do dirigente da 13ª Superintendência Regional da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba) – um órgão historicamente ligado ao centrão, em qualquer dos governos que habitem o Palácio do Planalto. O escolhido para o cargo, também em 2023, foi o empresário Irlen Guimarães Filho, que permanece por lá até hoje.

O problema é que agora, com a indicação do PL para uma eventual candidatura de Efraim, todas estas contradições voltaram à tona, com cobranças sobre as incoerências do passado. O correto, neste caso, seria o parlamentar, nas declarações, ter dito que mandou os aliados pedirem exoneração, o que não aconteceu. Mas ainda há tempo.

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