Executivo
Bolsonaro descobre que “fora do cercadinho” o gongo toca diferente
11/06/2021 18:24
Suetoni Souto Maior
Bolsonaro deve buscar entendimento com o Congresso sobre novo valor do fundo eleitoral. Foto: Reprodução/Twitter

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) decidiu fazer um teste de popularidade nesta sexta-feira (11), no Aeroporto de Vitória, no Espírito Santo. Ao entrar em um avião para cumprimentar passageiros, foi vaiado e xingado por passageiros. Também recebeu o afago de algumas pessoas, mas o vexame foi inevitável. O gestor entrou na linha de várias outras lideranças que, em momento de “descuido”, se expõe às intempéries de ambientes não controlados. No caso de Bolsonaro, a falha foi “pular” o cercadinho para espiar o mundo longe dos apoiadores.

O presidente foi ao Estado para uma cerimônia de entrega de casas populares. Ao chegar ao aeroporto de Vitória, Bolsonaro entrou em um avião da Azul prestes a decolar para Campinas. Um vídeo gravado por uma passageira permite ouvir ao menos três pessoas aos gritos de “Fora, fora, fora Bolsonaro” e “genocida”. Uma pesquisa publicada pelo Instituto PoderData, nesta semana, mostrou que a rejeição do presidente fica na casa dos 54%, enquanto que a aprovação não supera os 34%.

Em outro vídeo, divulgado em uma rede social por Bolsonaro e também compartilhado pelo site bolsonarista “Foco do Brasil”, apoiadores do presidente tiram fotos com ele e o chamam de “mito”. Ao ouvir os xingamentos do fundo do avião, Bolsonaro debochou dos passageiros que o criticavam: “Quem fala ‘fora, Bolsonaro’ devia estar viajando de jegue”.

O fato é que o presidente derrapou ao fazer o teste de popularidade, coisa que não vinha fazendo há muito tempo. Toda liderança corre riscos. O presidente francês Emmanuel Macron levou um tapa na cara recentemente. O próprio Bolsonaro cansou de ser xingado nos estádios, quando procurava aparecer nos jogos. Antes dele, isso ocorria com frequência com Michel Temer (MDB) e antes aida com a ex-presidente Dilma Rousseff (PT). A hostilidade é fruto da baixa avaliação positiva e o presidente atual nem de longe vai passar incólome diante disso.

O presidente, chateado com o ocorrido, mandou os críticos andarem de jegue. O fato é que dada a impopularidade do gestor frente a quase 500 mil mortos pela Covid-19, ele vai ter trabalho para xingar tantos opositores.

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