Executivo
Base orgânica de Bolsonaro em João Pessoa se prepara para um racha sem precedentes
27/10/2023 07:01
Suetoni Souto Maior
Wallber Virgolino, Nilvan Ferreira e Cabo Gilberto fecham acordo para as eleições. Foto: Reprodução/Instagram

Os deputados Cabo Gilberto (federal) e Wallber Virgolino (estadual) e o comunicador Nilvan Ferreira marcaram para o dia 6 de novembro a escolha do pré-candidato do grupo para a disputa da prefeitura de João Pessoa. Vão avaliar a densidade eleitoral dos três para ver quem teria mais chances de ir para o segundo turno nas eleições do ano que vem. De pronto, também deixam claro que não vão seguir a indicação do Partido Liberal para o pleito. A sigla à qual os três são filiados escolheu o ex-ministro Marcelo Queiroga (Saúde) para a disputa, com as bênçãos do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O movimento dos três, que dizem ter formado um “triunvirato”, vai, obviamente, de encontro ao que foi decidido pelo partido. O próprio Nilvan diz que a saída da sigla é o caminho mais lógico e que deverá ser decidida em um segundo momento. O caminho é tranquilo apenas em relação a ele, que não tem mandato eletivo proporcional para ser questionado na Justiça. É diferente do perrengue que seria enfrentado por Wallber e Gilberto. Os dois precisariam de uma liberação do PL para deixar o partido e disputar a eleição.

O fato é que nenhum dos postulantes acredita mais em mudança de planos no partido para as eleições do ano que vem e sabem que Queiroga será mesmo o nome da agremiação. O partido é comandando no Estado pelo deputado federal Wellington Roberto, desafeto de Nilvan, Wallber e Gilberto. Acontece que ele tem prevalecido sobre os três nas articulações nacionais. Tem a confiança do presidente nacional, Valdemar Costa Neto. Isso fez com que a indicação do ex-ministro fosse assimilada sem dificuldades pela direção nacional e por Bolsonaro.

Com isso, o nome escolhido entre os membros do “triunvirato” terá a dura missão de fazer campanha com postura crítica a Queiroga, mas sem ataques a Bolsonaro. Até porque o grupo tentará se manter como fiel representante do bolsonarismo e disputará o mesmo eleitor pretendido pelo ex-ministro. Isso ocorreu no Estado, ano passado, no lado oposto. Tanto Veneziano Vital do Rêgo (MDB) quanto João Azevêdo (PSB) disputaram o governo pedindo votos para o hoje presidente Lula (PT). Os dois se digladiaram na disputa, mas sem que isso afetasse o padrinho nacional.

O que é difícil prever é o tamanho do espólio bolsonarista que será disputado por Queiroga e pelo membro do “triunvirato”. Além disso, não dá para se desconsiderar que a divisão poderá tirar os dois precocemente da disputa. Mas não se preocupem, teremos a real dimensão disso em breve.

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