Judiciário
Após recurso, Justiça do Trabalho recoloca Buega Gadelha no comando da Fiep
08/05/2023 17:46

Suetoni Souto Maior

Buega Gadelha durante jantar promovido pela Fiep. Foto: Divulgação

O presidente da Federação das Indústrias da Paraíba (Fiep), Buega Gadelha, conquistou uma importante vitória, nesta segunda-feira (8). Uma decisão do desembargador Paulo Maia Filho, do Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região (TRT-13), determinou o retorno dele ao cargo. Gadelha estava afastado da função desde a quinta-feira (4) da semana passada. Ele foi retirado do comando da entidade por determinação do juiz Arnaldo José Duarte do Amaral, da 2ª Vara do Trabalho de Campina Grande.

Esta é a segunda vez que o dirigente tem que recorrer a instâncias superiores para voltar ao comando da entidade. Gadelha chegou a ser preso naquela oportunidade, em 2019. A mais recente, da semana passada, é fruto das acusações decorrentes da operação Cifrão. A denúncia foi formulada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba. Ao analisar o recurso, o magistrado entendeu que os casos relatos na denúncia não foram analisados pela Justiça Comum.

Na sexta-feira (5), o industrial do setor têxtil Pedro Abrantes, da região de Cajazeiras, assumiu interinamente o comando da Fiep. A primeira foi em 2019, em decorrência das acusações fruto da operação Fantoche, da Polícia Federal.

Na decisão da semana passada, o juiz viu pertinência no pedido de concessão de tutela provisória movido pelo Sindicato da Indústria de Material Plástico e de Resinas Sintéticas (Sindiplast/PB) e outras entidades com base em denúncia do Gaeco, do Ministério Público, contra Buega e outras sete pessoas por fraudes em obras do Sistema S. O magistrado alega?ou que a Fiep “está a dificultar o acesso aos interessados de documentos que estejam arquivados relacionados às contas e que corroborem a prestação de contas apresentadas e balanços”.

A denúncia

O Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba, protocolou em abril deste ano a terceira denúncia relativa à Operação Cifrão. Ela é fruto de apuração sobre suspeitas de fraudes no Sistema S na Paraíba. De acordo com as investigações, houve superfaturamento e ligações entre as empresas contratadas e dirigentes da Fiep.

Entre os denunciados estão o presidente Francisco Buega Gadelha, o tesoureiro da Fiep, Marconi Tarradt Rocha, o supervisor administrativo do Senai, Dannilo Cláudio de Araújo, o servidor do IEL Francisco Petrônio Dantas Gadelha, o diretor de Administração e Finanças do Sesi, José Aragão da Silva, os empresários Francisco de Paula Abrantes e Laudemiro de Souza e o engenheiro Marconi Wanderley.

Nesta terceira denúncia o Gaeco trata a respeito de uma licitação do Sesi que contratou a empresa LPM para a execução de obras (de engenharia) no inicial valor de R$ 1.435.957,55.

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