O presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira (SP), tem demonstrado desapontamento em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O dirigente esteve ao lado do ex-gestor na fracassada tentativa dele de ser reconduzido para o Planalto. Apesar disso e ao contrário do ex-mandatário, ele diz ter reconhecido a vitória do presidente Lula (PT) ainda no dia da eleição, após o fim da apuração. De acordo com entrevista dada pelo dirigente à Folha de São Paulo, Bolsonaro não lidera a oposição, o espaço está aberto. “Ele é um turista nos Estados Unidos”, disse.
“Se ele fosse líder da oposição, ele teria de estar fazendo oposição aqui no Brasil”, disse Marcos Pereira, alegando que para liderar o grupo antagônico a Lula, Bolsonaro precisaria estar presente. O ex-presidente deixou o Brasil no fim do ano passado, dias antes do fim do mandato, em direção aos Estados Unidos. Desde então, ele tem participado de palestras no país do hemisfério Norte e, de lá, assistiu à tentativa de golpe dos aliados dele, em Brasília, no dia 8 de janeiro. Pereira se mostrou crítico também a este movimento golpista.
Ao contrário do que pode parecer para um aliado, Marcos Pereira nega ser próximo de Bolsonaro. Ele também não demonstra disposição para se aproximar de Lula. Diz que o atual presidente não “venceu” as eleições. Na opinião dele, Bolsonaro é que perdeu por causa da forma que se portava. Na entrevista, nem o ex-ministro Paulo Guedes foi poupado das críticas. O dirigente acha que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ex-ministro de Dilma e Bolsonaro, venceria Lula na eleição, apesar do quanto isso pareça improvável.
O posto de líder da oposição, segundo Marcos Pereira, está aberto por causa da ausência de Bolsonaro. No Congresso, várias das lideranças eleitas pelo partido fazem o caminho de apoio ao novo governo.
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