Executivo
A bronca do PT com a base governista e a ameaça de candidatura própria para 2026 na Paraíba
23/06/2025 08:27

Suetoni Souto Maior

Jackson Macedo critica forma como o debate sobre a majoritária tem sido travado. Foto: Reprodução/Instagram

O Partido dos Trabalhadores poderá ter candidatos próprios ao Governo do Estado e ao Senado, na Paraíba, no ano que vem. A conclusão é do presidente estadual do partido, Jackson Macedo. O dirigente usou as redes sociais para apresentar o direcionamento, que funciona também como desabafo. E por um motivo simples: a sigla integra a base aliada do governador João Azevêdo (PSB), elegeu 80 deputados federais junto com PCdoB e PV, mas não tem assento entre os partidos do grupo para as discussões sobre a sucessão no ano que vem.

A queixa do partido tem sentido. O debate sobre a composição da chapa majotitária da base governista está girando num grupo muito seleto. Na mesa, não tem cabido mais que o governador João Azevêdo, o deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP) e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos). Nem o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP), que lidera as pesquisas eleitorais, tem sido consultado. Não faz muito, ele foi surpreendido com boatos de que a chapa já estava formada sem ouvi-lo. Coube ao governador negar a informação.

Da base governista, o único compromisso do PT, segundo Macedo, é com João Azevêdo. “Se ele for candidato, terá nosso apoio incondicional”, ressaltou o presidente estadual do Partido dos Trabalhadores. “Mas isso não impede que lancemos um nosso também, já que serão dois votos para o Senado”, acrescentou. O dirigente acrescentou que a mesma preocupação é compartilhada por outros partidos do campo progressista.

Sobre a chapa majoritária, os petistas dizem que a grande prioridade da sigla é a reeleição do presidente Lula, em 2026. Por isso, vai buscar palanque para o petista. Uma das preocupações do partido é a consolidação do nome do vice-governador Lucas Ribeiro para a cabeça de chapa. E tem motivo. Apesar de o PP ter ministério no governo Lula, o senador Ciro Nogueira (PI), que comanda o partido, trabalha para ser vice do candidato do bolsonarismo à Presidência da República. Se isso ocorrer, os petistas vão precisar de outra opção de palanque na Paraíba.

Em relação a Cícero Lucena, Jackson defende que o nome seja discutido pelo partido. O entendimento é o de que o prefeito tem perfil eleitoral de centro e, por isso, dialoga sem problemas com o PT. O que o dirigente garante é que a sigla não vai ficar parada.

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