Executivo
17 dias após escapar de prisão em atos golpistas, Pâmela Bório reaparece, agora defendendo o fim da República
25/01/2023 14:50

Suetoni Souto Maior

Pâmela Bório publicou fotos dos atos em Brasília. Foto: Reprodução/Instagram

A ex-primeira-dama da Paraíba, Pâmela Bório, parece não ter se dado conta da gravidade da participação dela nos atos antidemocráticos do dia 8 deste mês, em Brasília. Pelo menos 1,8 mil golpistas foram presos por atentarem contra o estado democrático de direito e vandalismo. Alguns deles sem sequer pisar nas sedes dos Três Poderes. E mesmo assim, isso parece não ter sido o suficiente para causar temor na jornalista flagrada no dia dos atos terroristas em área restrita do Congresso Nacional. Nesta quarta-feira (25), ela reapareceu nas redes sociais pregando o fim da República e o impeachment do presidente Lula (PT).

Bório é apoiadora ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que não conseguiu a reeleição do pleito do ano passado. Nas manifestações golpistas do dia 8, ela apareceu ao lado do filho menor que teve com o ex-governador Ricardo Coutinho (PT). No ato, ela pregava o fim da democracia. Depois de ter a imagem estampada nos telejornais e portais de todo o Brasil, ela apagou a conta no Instagram e se afastou das redes sociais. Não antes de usar a mesma ferramenta para tentar se afastar da participação nos atos golpistas, alegando que estava no local atuando como jornalista independente.

A postagem feita no Twitter, nesta quarta-feira, foi em resposta a publicação do deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), na qual ele critica o novo governo. O parlamentar seria um potencial herdeiro do trono brasileiro em caso de um pouco provável retorno à monarquia, como o defendido por Pâmela Bório. Nas redes sociais, ela se apresenta como suplente de deputada federal, apesar de ter zero chance de assumir o mandato por causa da cláusula de barreira. Ela conquistou pouco mais de 1,3 mil votos nas urnas, quando o mínimo necessário seria 14 vezes este número.

O que Pâmela Bório parece não ter entendido é que o risco de uma eventual ordem de prisão contra ela ainda não está descartado. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve a reclusão de 942 pessoas que foram detidas pelas depredações, vandalismo e discurso de ruptura democrática realizadas nas sedes dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. A decisão tomada há cinco dias fez com que as prisões em flagrante fossem convertidas em preventivas, ou seja, sem prazo para acabar. Os atos resultaram em destruição no Congresso Nacional, no Supremo e no Palácio do Planalto.

Os presos são acusados terrorismo, associação criminosa, golpe de estado, abolição violenta do estado democrático de direito, ameaça, incitação ao crime e perseguição.

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