Executivo
Vené ou João? Presidente do PT diz que seguirá decisão da federação e desafia PCdoB e PV a fazerem o mesmo
25/05/2022 16:32
Suetoni Souto Maior
João Azevêdo e Veneziano disputam apoio de Lula na Paraíba. Foto: Reprodução

Sabe um balaio de gastos? É mais ou menos isso o que tende a se transformar a briga entre PT, PCdoB e PV para definir sobre o apoio à reeleição de João Azevêdo (PSB) ou à pré-candidatura do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB). Os três partidos, no plano nacional, tiveram o estatuto da federação aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta terça-feira (25). Com isso, funcionarão no pleito deste ano como uma única legenda. Ou seja, poderão apoiar apenas um candidato ao governo e um ao Senado, com seus respectivos suplentes. Ah, não podemos esquecer também do candidato a vice na chapa.

Bem, mas vamos adiante. O problema é que aqui na Paraíba, PCdoB e PV estão fechados com João Azevêdo e o PT decidiu recentemente pelo apoio a Veneziano, tendo o ex-governador Ricardo Coutinho como pré-candidato à vaga para o Senado. Daí surge mais um problema. O PCdoB também lançou um pré-candidato à Casa Alta, o ex-reitor Rangel Júnior, e não poderá haver dois. Todas essas querelas, portanto, deverão ser resolvidas pela Federação Nacional. O grupo, formado por integrantes dos três partidos, vai tomar a decisão levando em conta o mapa nacional de alianças.

Sem consenso no Estado, o presidente estadual do PT, Jackson Macedo, fez um desafio direcionado aos dirigentes dos partidos aliados. Ele promete seguir, na Paraíba, o que for decidido pela federação nacional, mas cobra que PCdoB e PV façam o mesmo. Nesta quarta-feira (25), tanto a presidente estadual da legenda comunista, Gregória Benário, quando o presidente do PV, Sargento Dênis, deram declarações de que pretendem caminhar com João Azevêdo. “Meu desafio está lançado e vou cumprir com a minha promessa. Quero saber se eles (PCdoB e PV) farão o mesmo”, disse Macedo.

O petista demonstra preocupação com o risco de as duas siglas seguirem como dissidentes na disputa estadual. O problema, num plano mais amplo, seria parecido com a realidade interna do PT, atualmente. O deputado federal Frei Anastácio, por exemplo, apoia o governador no plano de reeleição. O deputado estadual Anísio Maia trocou a sigla pelo PSB recentemente por causa de uma punição do PT, mas também por discordar do apoio da agremiação a Veneziano. Este clima de divisão, portanto, tende apenas a aumentar a partir de agora.

A expectativa é a de que a decisão da Federação Nacional, formada por PT, PCdoB e PV, saia do papel agora em junho, portanto, antes das contenções nos estados. É fácil imaginar que o projeto eleitoral defendido pelos petistas seja vitorioso nesta discussão, apesar da ida de João Azevêdo para o PSB. Difícil mesmo vai ser colocar todo mundo pacificamente no mesmo barco.

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