Executivo
Tibério diz que Leo Bezerra deve apoio a João Azevêdo, mas não garante reciprocidade em 2028
27/04/2026 16:03

Suetoni Souto Maior

Tibério Limeira diz que caberá a João Azevêdo a definição sobre a política de alianças do PSB. Foto: Divulgação

O ex-secretário de Administração do Estado, Tibério Limeira, tratou como natural, nesta segunda-feira (27), um eventual apoio do prefeito de João Pessoa, Léo Bezerra, ao ex-governador João Azevêdo. Apesar de todos estarem filiados ao PSB, tem havido, nos bastidores, o sentimento de que o gestor pessoense poderá optar por outro nome na corrida eleitoral, em decorrência do tratamento recebido pelo partido. Em várias entrevistas, antes de deixar o Palácio da Redenção, Azevêdo expôs dissabores em relação ao prefeito por causa da ligação dele com o ex-prefeito Cícero Lucena (MDB), potencial candidato ao governo.

João Azevêdo renunciou ao cargo de governador para disputar uma vaga no Senado. Mas, antes disso, viu a aliança que mantinha com Cícero ser rompida pelo ex-prefeito. O ex-gestor não aceitou a decisão governista de apoiar incondicionalmente a pré-candidatura de Lucas Ribeiro (PP) ao governo. Lucena entendia que a decisão deveria ser tomada com base em pesquisas de opinião pública. Com a negativa, ele se aliou a adversários do bloco, como o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) e o ex-governador Cássio Cunha Lima.

No caso de Léo, Tibério Limeira diz entender que o apoio, neste momento, teria que ser incondicional, sem prever reciprocidade em 2028. Quando chegar lá, segundo ele, esse tema irá à mesa para que o partido avalie se seguirá ou não com o gestor pessoense. Ele admite, no entanto, que, caso João Azevêdo tenha essa reunião com o prefeito, caberá a ele a definição. A posição do socialista é expressa no momento em que há indisposição no clã Bezerra em relação ao apoio ao ex-governador. O deputado estadual Hervázio Bezerra migrou para o MDB na última janela partidária e não garante voto em João.

A lista de motivos apresentada por Hervázio inclui episódios como as críticas feitas a ele por João sobre o desempenho do deputado quando ocupou o cargo de secretário da Juventude, Esportes e Lazer. Também lembra da decisão do governador que retirou Léo da presidência do PSB na capital. Os sinais, por enquanto, são inequívocos de que, em relação ao Senado, a tendência é de voto garantido apenas para Veneziano Vital do Rêgo. Sobre João, só o tempo dirá.

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