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	<title>stf &#8211; Blog do Suetoni</title>
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	<description>Site pessoal de Suetoni Souto Maior</description>
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		<title>CCJ do Senado aprova indicação de Messias para o Supremo; nome será votado no plenário</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Apr 2026 20:59:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Legislativo]]></category>
		<category><![CDATA[Messias]]></category>
		<category><![CDATA[stf]]></category>
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					<description><![CDATA[O nome de Jorge Messias foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, nesta quarta-feira (29). A chancela do colegiado foi dada após 8 horas de sabatina. Foram 16 votos a favor e 11 contrários. A indicação agora segue para o Plenário, onde o nome de Messias precisa de pelo menos 41 [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">O nome de Jorge Messias foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, nesta quarta-feira (29). A chancela do colegiado foi dada após 8 horas de sabatina. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram 16 votos a favor e 11 contrários. A indicação agora segue para o Plenário, onde o nome de Messias precisa de pelo menos 41 votos para ser aprovado. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a sabatina, Messias respondeu aos questionamentos de 27 senadores e tratou de aborto, religião, estado laico e liberdade de expressão. Ele reafirmou seu compromisso com a Constituição e defendeu a independência e a harmonia entre os Poderes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele foi questionado sobre temas espinhosos como o aborto. Evangélico, Messias se posicionou contrário às interrupções de gravidez, mas ponderou ser preciso um olhar humano sobre cada um dos casos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Questionado sobre o 8 de janeiro pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ele disse que o episódio foi um dos mais tristes da história política do país. O pai do parlamentar, Jair Bolsonaro (PL), está preso sob acusação de ter liderado a trama golpista. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Agência Senado</p>



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		<title>STF prepara julgamento dos recursos de Bolsonaro e aliados por tentativa de golpe</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/stf-prepara-julgamento-dos-recursos-de-bolsonaro-e-aliados-por-tentativa-de-golpe/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Oct 2025 11:17:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[atos]]></category>
		<category><![CDATA[bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[julgamento]]></category>
		<category><![CDATA[stf]]></category>
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					<description><![CDATA[A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deve iniciar, entre 7 e 14 de novembro, o julgamento dos recursos apresentados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e por outros seis réus condenados por tentativa de golpe de Estado. A confirmação do calendário depende do ministro Flávio Dino, presidente do colegiado. O julgamento ocorrerá no plenário virtual [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deve iniciar, entre 7 e 14 de novembro, o julgamento dos recursos apresentados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e por outros seis réus condenados por tentativa de golpe de Estado. A confirmação do calendário depende do ministro Flávio Dino, presidente do colegiado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O julgamento ocorrerá no plenário virtual — sistema em que os ministros depositam seus votos eletronicamente, sem necessidade de sessão presencial. Compõem a Primeira Turma os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. O ministro Luiz Fux pediu transferência para a Segunda Turma, mas ainda não há definição se participará dessa etapa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Relator do caso, Alexandre de Moraes vai solicitar a Dino a inclusão dos recursos em pauta. O prazo para apresentação de embargos terminou nesta segunda-feira (27). Apenas o ex-ajudante de ordens Mauro Cid não recorreu, mantendo os benefícios da delação premiada que reduziu sua pena para dois anos de prisão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os advogados dos demais condenados apresentaram embargos de declaração — tipo de recurso que não altera a condenação, mas busca esclarecer possíveis omissões ou contradições nos votos. As defesas apontam erros no cálculo das penas, que variam de 16 a 27 anos de prisão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A defesa de Jair Bolsonaro alega cerceamento de defesa, uso de delação “viciada” e erros jurídicos na sentença. Sustenta ainda que o STF não poderia responsabilizá-lo por atos ocorridos em 8 de janeiro, quando ele já não ocupava a Presidência. O recurso cita seis vezes o voto divergente do ministro Luiz Fux, que considerou não haver provas de que Bolsonaro tenha incitado o golpe.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após o julgamento dos embargos, ainda caberá um segundo recurso. No entanto, se o Supremo entender que há caráter protelatório, poderá determinar a execução imediata das penas — o que inclui a prisão dos condenados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em setembro, por quatro votos a um, a Primeira Turma concluiu que Bolsonaro liderou uma organização criminosa que tentou mantê-lo no poder após a derrota nas urnas. O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão, além de multa. Seus ex-ministros Braga Netto, Heleno, Torres, Garnier, Nogueira e Ramagem receberam penas entre 16 e 26 anos. Mauro Cid, delator, foi o único beneficiado com regime aberto.</p>



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		<title>STF impõe freio às big techs e endurece regras que o Congresso evitou</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/stf-impoe-freio-as-big-techs-e-endurece-regras-que-o-congresso-evitou/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Jun 2025 15:38:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Executivo]]></category>
		<category><![CDATA[big techs]]></category>
		<category><![CDATA[stf]]></category>
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					<description><![CDATA[O Supremo Tribunal Federal tomou para si um papel que o Congresso hesitou em exercer: o de impor limites mais rígidos às gigantes da tecnologia. A Corte decidiu, nesta quinta-feira (26), por maioria, alterar a interpretação do Marco Civil da Internet, reduzindo significativamente a imunidade das plataformas digitais diante de conteúdos ilícitos publicados por terceiros. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O Supremo Tribunal Federal tomou para si um papel que o Congresso hesitou em exercer: o de impor limites mais rígidos às gigantes da tecnologia. A Corte decidiu, nesta quinta-feira (26), por maioria, alterar a interpretação do Marco Civil da Internet, reduzindo significativamente a imunidade das plataformas digitais diante de conteúdos ilícitos publicados por terceiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão seguiu um caminho considerado “intermediário” entre as teses defendidas pelos ministros, mas o resultado final foi tudo, menos brando. A nova diretriz cria um regime de “<em>notice and action</em>”, modelo semelhante ao europeu, em que as plataformas passam a ser responsabilizadas se, após serem notificadas extrajudicialmente, não removerem conteúdos considerados criminosos ou ilegais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, o que muda? Hoje, o artigo 19 do Marco Civil estabelece que as plataformas só podem ser responsabilizadas se descumprirem uma ordem judicial. Agora, bastará uma notificação formal — por um usuário, vítima ou qualquer parte interessada — para que comecem a correr riscos jurídicos. A tese prevalente foi encabeçada pelo presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, e acompanhada por ministros como Flávio Dino, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O novo entendimento amplia, ainda, o que já estava previsto no artigo 21 da lei, que tratava especificamente de conteúdos íntimos não consentidos (a chamada pornografia de vingança). A partir de agora, essa lógica se aplica também a crimes como racismo, homofobia, ataques à democracia e violações ao Estatuto da Criança e do Adolescente. Nesses casos, o provedor passa a ter um “dever de cuidado” e deve agir imediatamente — sob pena de responder por falhas sistêmicas na moderação de conteúdo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As <em>big techs</em> saíram do julgamento com um recado claro: o tempo da autorregulação sem consequências está ficando para trás. Curiosamente, a decisão do Supremo foi mais dura que o próprio Projeto de Lei das Fake News, parado no Congresso desde 2020, alvo de forte lobby das plataformas. O que elas tentaram evitar via Parlamento, agora foi imposto pela mais alta instância do Judiciário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Houve limites, é verdade. A tese de Luiz Fux, que responsabilizaria as plataformas por crimes contra a honra a partir de simples denúncia de usuários, não prosperou. Também foi descartada a ideia de responsabilidade objetiva — aquela em que não se exige prova de culpa — defendida por ministros como Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Ainda assim, o novo regime é, para muitos analistas, um divisor de águas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o professor Francisco Brito Cruz, do IDP, a decisão é “robusta” e altera de forma profunda o que se exige das empresas. Filipe Medon, da FGV, aponta que há brechas: as plataformas poderão se defender alegando que adotaram as melhores práticas disponíveis. A chamada “cláusula do estado da técnica” poderá funcionar como válvula de escape — e deve ser amplamente explorada pelos advogados do setor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na ponta da linha, o usuário comum pode ver uma internet mais rápida na remoção de discursos de ódio e desinformação. Mas o risco de moderação excessiva e censura privada também cresce. A balança da liberdade de expressão versus responsabilidade digital está em novo equilíbrio — desta vez, decidido longe do plenário do Congresso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A julgar pelas reações iniciais, tem big tech com saudade do PL das <em>Fake News</em>.</p>



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		<title>STF avança com julgamento de Bolsonaro; bolão estipulando data de possível prisão já é febre</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/stf-avanca-com-julgamento-de-bolsonaro-bolao-estipulando-data-de-possivel-prisao-ja-e-febre/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jun 2025 13:54:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[stf]]></category>
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					<description><![CDATA[O Supremo Tribunal Federal apertou o passo no processo que apura a trama golpista de 2022 e já há quem aposte que o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ocorra ainda este ano. A previsão é que o caso seja levado à Primeira Turma do STF a partir de setembro. A movimentação vem sendo lida, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O Supremo Tribunal Federal apertou o passo no processo que apura a trama golpista de 2022 e já há quem aposte que o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ocorra ainda este ano. A previsão é que o caso seja levado à Primeira Turma do STF a partir de setembro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A movimentação vem sendo lida, dentro e fora do tribunal, como uma tentativa de esvaziar o peso político do processo em 2026, ano de eleições. O receio é que o julgamento, se arrastado, acabe turbinando discursos de perseguição ou de vitimização em plena campanha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ministro Alexandre de Moraes não tem dado folga: determinou prazos curtos entre o depoimento de testemunhas e o interrogatório dos réus, numa cadência incomum até para os padrões do próprio Supremo. Segundo a Folha de São Paulo, dois advogados ouvidos pela imprensa já admitem que, antes céticos quanto ao andamento ainda em 2025, agora veem como provável o desfecho neste ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Bolsonaro prestou depoimento ao ministro Moraes nesta semana e<a href="https://suetonisoutomaior.com.br/apesar-de-admitir-ter-buscado-comandantes-das-forcas-para-nao-deixar-o-poder-bolsonaro-nega-ter-tentado-golpe/" data-type="link" data-id="https://suetonisoutomaior.com.br/apesar-de-admitir-ter-buscado-comandantes-das-forcas-para-nao-deixar-o-poder-bolsonaro-nega-ter-tentado-golpe/"> tentou se descolar do rótulo de golpista</a>. Admitiu ter “avaliado possibilidades” após a derrota nas urnas, mas negou qualquer intenção real de ruptura. Em meio ao depoimento, <a href="https://suetonisoutomaior.com.br/no-banco-dos-reus-bolsonaro-convida-moraes-para-ser-vice-dele-em-2026-eu-declino-devolve-ministro/" data-type="link" data-id="https://suetonisoutomaior.com.br/no-banco-dos-reus-bolsonaro-convida-moraes-para-ser-vice-dele-em-2026-eu-declino-devolve-ministro/">ainda houve tempo para brincadeiras</a> e <a href="https://suetonisoutomaior.com.br/bolsonaro-pede-desculpas-a-moraes-por-ter-insinuado-que-le-fachin-e-barroso-haviam-recebido-propina/" data-type="link" data-id="https://suetonisoutomaior.com.br/bolsonaro-pede-desculpas-a-moraes-por-ter-insinuado-que-le-fachin-e-barroso-haviam-recebido-propina/">até um pedido de desculpas ao magistrado</a>. Clima cordial, mas a acusação continua pesando.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O andamento do processo está em fase final. A defesa dos réus tem cinco dias para solicitar novas diligências. Depois disso, começa a fase de alegações finais: primeiro, a Procuradoria-Geral da República se manifesta; depois, vem o ex-ajudante de ordens Mauro Cid, na condição de colaborador da Justiça. As demais defesas terão prazo semelhante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A expectativa de que o caso vá a julgamento em setembro também considera o recesso de julho, que pode dar algum fôlego aos advogados. Mas, mesmo com esse intervalo, o cronograma segue apertado. Moraes quer entregar o processo pronto para julgamento logo no retorno das atividades do tribunal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até agora, o STF já aceitou a denúncia contra quatro núcleos da suposta trama golpista. Bolsonaro integra o grupo considerado central. Outros dois núcleos — inclusive o dos militares — tiveram ações abertas nesta semana. Moraes aguarda apenas a publicação do acórdão de julgamento para abrir a ação penal contra eles.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto issso, já tem gente organizando bolão — não para prever o resultado da próxima eleição, mas para cravar a data da eventual prisão de Jair Bolsonaro. Por enquanto, tudo não passa de especulação temperada com ansiedade política e bom humor de rede social. Mas o bolão está na rua. Resta saber quem vai acertar o dia exato — e se, além de memes, alguém vai faturar alguma coisa com o palpite.</p>



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		<title>Apesar de admitir ter buscado comandantes das Forças para não deixar o poder, Bolsonaro nega ter tentado golpe</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/apesar-de-admitir-ter-buscado-comandantes-das-forcas-para-nao-deixar-o-poder-bolsonaro-nega-ter-tentado-golpe/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Jun 2025 20:38:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[golpe]]></category>
		<category><![CDATA[stf]]></category>
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					<description><![CDATA[O ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou em interrogatório no Supremo Tribunal Federal (STF) ter buscado comandantes das Forças Armadas para discutir a possibilidade de questionar o resultado eleitoral após ser derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2022. Apesar disso, o ex-gestor alega que não tinha a intenção de dar um golpe de estado [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">O ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou em interrogatório no Supremo Tribunal Federal (STF) ter buscado comandantes das Forças Armadas para discutir a possibilidade de questionar o resultado eleitoral após ser derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2022. Apesar disso, o ex-gestor alega que não tinha a intenção de dar um golpe de estado para impedir a posse presidente eleito naquele ano. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Em um depoimento que durou pouco mais de duas horas, ele admitiu ter tratado com auxiliares da possibilidade de adotar instrumentos como o Estado de Sítio ou a chamada Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Segundo o ex-presidente, porém, as medidas foram descartadas e não havia &#8220;clima&#8221;, &#8220;oportunidade&#8221; e &#8220;base minimamente sólida para qualquer coisa&#8221;, em uma alusão à uma tentativa de golpe no país. </p>



<p class="wp-block-paragraph">As declarações foram dadas em audiência comandada pelo ministro-relator, Alexandre de Moraes. Também nesta terça-feira, ao testemunhar no caso, os ex-chefes do Exército e da Aeronáutica descreveram esses debates como de teor golpista, o que Bolsonaro negou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar do histórido de defesa da ditadura militar e de torturadores, como Brilhante Ustra, o ex-presidente se disse contrário a golpes. &#8220;Da minha parte, nunca se falou em golpe. Golpe é abominável. O golpe até seria fácil começar. O afterday é imprevisível e danoso para todo mundo. O Brasil não poderia passar por uma experiência dessa. Não foi sequer cogitada essa hipótese de golpe no meu governo&#8221;, afirmou.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Minuta do golpe<br></strong>Bolsonaro também negou ter feito uma minuta de golpe para justificar a intervenção militar após as eleições de 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesta segunda-feira (9), o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid, foi interrogado por Moraes na condição de delator e disse que o ex-presidente presenciou a apresentação do documento golpista, enxugou o texto original e propôs alterações para constar a possibilidade de prisão de ministros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Não procede o enxugamento. As informações que eu tenho é de que não tem cabeçalho nem o fecho [parte final]&#8221;, comentou</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ex-presidente também reiterou que nunca tomou medidas contra a Constituição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Da minha parte, eu sempre tive o lado da Constituição. Refuto qualquer possibilidade de falar em minuta de golpe e uma minuta não esteja enquadrada na Constituição&#8221;, completou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O interrogatório de Bolsonaro deve prosseguir até às 20h. Durante a oitiva, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e as defesas dos demais acusados também poderão fazer perguntas ao ex-presidente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ex-presidente e mais sete réus fazem parte do núcleo 1 da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra os acusados pela trama golpista.</p>



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		<item>
		<title>Zambelli foge, mas julgamento avança: STF decide destino político e jurídico da deputada</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/zambelli-foge-mas-julgamento-avanca-stf-decide-destino-politico-e-juridico-da-deputada/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Jun 2025 13:57:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[carla zambelli]]></category>
		<category><![CDATA[stf]]></category>
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					<description><![CDATA[A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal começou a julgar, nesta sexta-feira (6), o recurso apresentado pela deputada Carla Zambelli (PL-SP) contra a condenação que lhe impôs dez anos de prisão. O julgamento ocorre de forma virtual e ficará aberto até às 23h59. A parlamentar foi condenada por envolvimento na invasão do sistema eletrônico do [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal começou a julgar, nesta sexta-feira (6), o recurso apresentado pela deputada Carla Zambelli (PL-SP) contra a condenação que lhe impôs dez anos de prisão. O julgamento ocorre de forma virtual e ficará aberto até às 23h59. A parlamentar foi condenada por envolvimento na invasão do sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), realizada pelo hacker Walter Delgatti em 2023, a mando dela. O mesmo julgamento analisa também o recurso de Delgatti, condenado a 8 anos e 3 meses no mesmo processo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, o caso está nas mãos de um colegiado formado também por Flávio Dino, Cármen Lúcia, Luiz Fux e Cristiano Zanin. A defesa de Zambelli alega cerceamento de defesa por não ter tido acesso a todas as provas da investigação. Contesta ainda a multa de R$ 2 milhões por danos coletivos, alegando ausência de critérios objetivos para esse valor. Após a fuga da deputada, o advogado Daniel Bialski deixou o caso, e a Defensoria Pública da União assumiu a defesa por ordem do relator.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Zambelli deixou o Brasil nesta semana. Primeiro viajou aos Estados Unidos e, em seguida, desembarcou em Roma, onde deve permanecer. Com cidadania italiana, tenta evitar o cumprimento da pena imposta pelo Supremo. A expectativa é de que, se o recurso for rejeitado, Moraes determine a execução imediata da condenação, o que transforma a prisão preventiva em pena definitiva. Isso fortalece o argumento para um eventual pedido de extradição, algo que já ocorreu em casos semelhantes, como o do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, extraditado da Itália mesmo com dupla cidadania.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro efeito direto da condenação definitiva é a perda automática do mandato. Nesse cenário, a Câmara dos Deputados não precisa votar se Zambelli pode ou não ser presa — a prisão decorrente de pena condenatória não depende mais de autorização parlamentar. Além disso, a execução da pena deve neutralizar o discurso de perseguição política, usado por seus aliados para questionar a legitimidade da condenação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos bastidores, o julgamento virtual é visto como objetivo e técnico, com menor espaço para articulações políticas. Mas, no caso de Zambelli, os aspectos jurídicos e políticos se entrelaçam. A deputada, uma das figuras mais estridentes da ala bolsonarista, enfrenta agora um processo com potencial de encerrar sua atuação no Congresso e de restringir sua mobilidade internacional. Se o recurso for rejeitado por unanimidade, o STF dará um passo decisivo para transformar a crise jurídica da parlamentar em uma crise diplomática, com possível mobilização da Interpol e da cooperação entre os sistemas judiciais do Brasil e da Itália.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Caso haja divergência entre os ministros, o caso poderá se arrastar com novos recursos e tentativas de manter o foro privilegiado. Mas, ao que tudo indica, a situação da deputada caminha para um desfecho desfavorável — dentro e fora do país.</p>



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			</item>
		<item>
		<title>STF embasa recomendação do Ministério Público da Paraíba que protege população em situação de rua</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/stf-embasa-recomendacao-do-ministerio-publico-da-paraiba-que-protege-populacao-em-situacao-de-rua/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 May 2025 19:36:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Executivo]]></category>
		<category><![CDATA[mppb]]></category>
		<category><![CDATA[paraíba]]></category>
		<category><![CDATA[stf]]></category>
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					<description><![CDATA[O Ministério Público da Paraíba recomendou à Prefeitura de João Pessoa a adoção de uma série de medidas para garantir os direitos fundamentais das pessoas em situação de rua. O documento, assinado pelos promotores Fabiana Lobo e Francisco Lianza, tem como base a decisão do Supremo Tribunal Federal na ADPF 976, que proibiu remoções forçadas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O Ministério Público da Paraíba recomendou à Prefeitura de João Pessoa a adoção de uma série de medidas para garantir os direitos fundamentais das pessoas em situação de rua. O documento, assinado pelos promotores Fabiana Lobo e Francisco Lianza, tem como base a decisão do Supremo Tribunal Federal na ADPF 976, que proibiu remoções forçadas e estabeleceu diretrizes para políticas públicas voltadas à população em situação de rua.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os pontos centrais da recomendação está o funcionamento ininterrupto do Centro POP, inclusive aos fins de semana e feriados. Atualmente, o equipamento fecha às 17h e não opera fora dos dias úteis, o que compromete a oferta de alimentação e acesso à higiene para essa população.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A recomendação também orienta a ampliação de vagas em casas de acolhida ou a criação de albergues, diante da insuficiência de unidades em funcionamento. Hoje, a capital conta com cinco serviços de acolhimento — três para adultos, um para idosos e outro para famílias — todos já lotados. A cidade também tem apenas um Centro POP.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto abordado é a vedação ao recolhimento forçado de bens e à remoção compulsória de pessoas em situação de rua. A recomendação destaca que essas práticas são ilegais e ferem preceitos constitucionais, conforme entendimento do STF.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O documento do MPPB vai além e sugere a adoção de uma série de medidas complementares:<br>– Apoio das vigilâncias sanitárias para abrigar animais de pessoas acolhidas;<br>– Divulgação prévia de ações de zeladoria urbana, permitindo que as pessoas recolham seus pertences;<br>– Informação clara sobre bens apreendidos e os meios para sua recuperação;<br>– Capacitação dos agentes públicos para garantir tratamento digno;<br>– Presença de profissionais de saúde e assistência social em grandes operações;<br>– Instalação de banheiros públicos, bebedouros e lavanderias sociais;<br>– Mutirões periódicos para regularização de documentos e inclusão em programas sociais;<br>– Distribuição de itens básicos de higiene;<br>– Criação de um programa de enfrentamento à violência contra pessoas em situação de rua.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A recomendação se baseia ainda em dados do Censo da População em Situação de Rua Adulta de João Pessoa, realizado em 2023. O levantamento entrevistou 238 pessoas — número que representa apenas parte da realidade. Entre os dados, chamam atenção:<br>– 64% dormem nas ruas;<br>– 52,3% apontam conflitos familiares como motivo para a situação atual;<br>– 34,2% citaram uso de álcool e drogas;<br>– 72% sabem ler e escrever, mas 20% não têm alfabetização;<br>– 48,5% não recebem qualquer benefício assistencial;<br>– 43,3% são beneficiários do Bolsa Família.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Prefeitura tem 15 dias úteis para informar se acatará as recomendações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O caso coloca mais uma vez em pauta a ausência de uma política pública estruturada voltada à população em situação de rua em João Pessoa. A capital paraibana, como apontam o censo e o próprio STF, precisa sair da inércia e enfrentar o problema com responsabilidade social, jurídica e administrativa.</p>



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		<title>Aliados negam trama golpista e, aparentemente, tentam blindar Bolsonaro no STF</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/aliados-negam-trama-golpista-e-aparentemente-tentam-blindar-bolsonaro-no-stf/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 May 2025 15:10:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[golpe]]></category>
		<category><![CDATA[stf]]></category>
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					<description><![CDATA[Dois dos principais aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro no governo e na política foram ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta sexta-feira (30), para testemunhar em sua defesa. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o senador Ciro Nogueira (PP-PI), negaram qualquer participação ou conhecimento de tentativa de golpe de Estado após a [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Dois dos principais aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro no governo e na política foram ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta sexta-feira (30), para testemunhar em sua defesa. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o senador Ciro Nogueira (PP-PI), negaram qualquer participação ou conhecimento de tentativa de golpe de Estado após a derrota nas eleições de 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os depoimentos foram prestados por videoconferência e fazem parte da ação penal 2668, que investiga o núcleo central da trama golpista denunciada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O relator do caso é o ministro Alexandre de Moraes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tarcísio, ex-ministro da Infraestrutura, foi direto: “Jamais ouvi qualquer menção a golpe por parte do presidente, nem antes, nem depois da eleição”, disse. Afirmou ter visitado Bolsonaro por duas vezes no período pós-eleitoral, por amizade, e garantiu que o tema nunca foi abordado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ciro Nogueira, ex-ministro da Casa Civil e presidente nacional do Progressistas, deu versão semelhante. “Nunca houve qualquer conversa nesse sentido. Todas as orientações do presidente foram no sentido de garantir uma transição tranquila”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ambos disseram que Bolsonaro demonstrava abatimento após a derrota, mas nunca sinalizou resistência à troca de governo. “Ficou depressivo, sem interesse por temas de governo, mas nunca tentou impedir a transição”, relatou Ciro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A audiência também previa o depoimento de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, mas ele foi dispensado pela defesa do ex-ministro Anderson Torres. Outros ex-ministros, como Gilson Machado e Eduardo Pazuello, também foram liberados de depor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os depoimentos desta sexta-feira fazem parte de uma sequência iniciada no último dia 19. As oitivas devem seguir até o dia 2 de junho. O ex-presidente Bolsonaro é réu por supostamente liderar e beneficiar-se da tentativa de ruptura institucional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar do silêncio sobre o conteúdo da ação, o STF mantém o ritmo firme na apuração dos fatos. Os depoimentos seguem sob a supervisão do ministro Moraes, que proibiu gravações externas, mas autorizou a cobertura jornalística na sala da Primeira Turma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A estratégia da defesa de Bolsonaro é clara: mostrar que não houve plano, comando ou qualquer ação direta do ex-presidente. Cabe ao Supremo decidir se os testemunhos bastam para livrá-lo de um dos processos mais graves da história recente da República.</p>



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		<title>Depoimento de Queiroga marca semana de oitivas no STF sobre tentativa de golpe</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/depoimento-de-queiroga-marca-semana-de-oitivas-no-stf-sobre-tentativa-de-golpe/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 May 2025 17:03:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[golpe]]></category>
		<category><![CDATA[Marcelo Queiroga]]></category>
		<category><![CDATA[stf]]></category>
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					<description><![CDATA[O paraibano Marcelo Queiroga, ex-ministro da Saúde, será ouvido nesta segunda-feira (26) como testemunha no processo que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) e que apura uma suposta tentativa de golpe para manter Jair Bolsonaro (PL) no poder após a derrota nas eleições de 2022. O depoimento de Queiroga está marcado para as 15h, por [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O paraibano Marcelo Queiroga, ex-ministro da Saúde, será ouvido nesta segunda-feira (26) como testemunha no processo que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) e que apura uma suposta tentativa de golpe para manter Jair Bolsonaro (PL) no poder após a derrota nas eleições de 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O depoimento de Queiroga está marcado para as 15h, por videoconferência, e integra a fase de oitivas das testemunhas de defesa conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso. Ele foi arrolado pelas defesas de dois nomes centrais da investigação: o general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), e Walter Braga Netto, ex-titular da Defesa e da Casa Civil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Marcelo Queiroga comandou o Ministério da Saúde entre março de 2021 e dezembro de 2022, em meio à pandemia de Covid-19, e foi o quarto nome a ocupar o cargo durante o governo Bolsonaro. Agora, figura como peça no tabuleiro de uma das investigações mais sensíveis do STF.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além dele, outras nove testemunhas indicadas pela defesa de Augusto Heleno devem ser ouvidas hoje, entre elas o general Carlos José Russo Penteado, que foi o número dois do GSI durante a gestão do general Gonçalves Dias (G. Dias), já no governo Lula.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os depoimentos fazem parte de um processo que tem avançado com forte carga política e expectativa de desdobramentos jurídicos relevantes. Já foram ouvidas testemunhas indicadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR), por Mauro Cid (ex-ajudante de ordens de Bolsonaro), pelo deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), pelo general Braga Netto e pelo almirante Almir Garnier Santos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A oitiva de Queiroga reacende os holofotes sobre a participação de paraibanos em papéis estratégicos — e agora, também em episódios que podem definir rumos da história recente do país.</p>



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		<title>Julgamento do golpe: Moraes e Dino votam para tornar réus 10 denunciados do &#8216;núcleo 3&#8217;</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/julgamento-do-golpe-moraes-e-dino-votam-para-tornar-reus-10-denunciados-do-nucleo-3/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 May 2025 20:50:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[golpe]]></category>
		<category><![CDATA[golpista]]></category>
		<category><![CDATA[stf]]></category>
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					<description><![CDATA[O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou para tornar réus mais 10 acusados de integrar a trama golpista que, segundo as investigações, tentava manter o então presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder, apesar da derrota nas eleições de 2022. Moraes, no entanto, entendeu que não há elementos suficientes para acolher a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou para tornar réus mais 10 acusados de integrar a trama golpista que, segundo as investigações, tentava manter o então presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder, apesar da derrota nas eleições de 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Moraes, no entanto, entendeu que não há elementos suficientes para acolher a denúncia contra outros dois militares: o coronel da reserva Cleverson Magalhães e o general Nilton Diniz Rodrigues.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar nesta terça-feira (20) as denúncias contra 11 militares e um policial federal do chamado &#8220;núcleo 3&#8221;, de ações táticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A lista inclui os &#8220;kids pretos&#8221; — também chamados de &#8220;forças especiais&#8221; (FE) —, militares da ativa ou da reserva do Exército, especialistas em operações especiais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a Polícia Federal, entre as ações elaboradas pelos indiciados neste grupo havia um &#8220;detalhado planejamento operacional, denominado &#8216;Punhal Verde e Amarelo&#8217;, que seria executado no dia 15 de dezembro de 2022&#8221; para assassinar os já eleitos presidente Lula e vice-presidente Geraldo Alckmin.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Moraes é o relator do caso, portanto, foi o primeiro a se manifestar sobre o caso. Após o voto dele, se manifestam os demais integrantes da Primeira Turma: Cámen Lúcia, Flávio Dino, Luiz Fux e Cristiano Zanin.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Estão em julgamento nesta terça as denúncias contra:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">. general Estevam Gaspar de Oliveira<br>. tenente-coronel Hélio Ferreira Lima<br>. tenente-coronel Rafael Martins de Oliveira<br>. tenente-coronel Rodrigo Bezerra de Azevedo<br>. Wladimir Matos Soares, agente da Polícia Federal (PF)<br>. coronel Bernardo Romão Corrêa Netto<br>. coronel da reserva Cleverson Ney Magalhães<br>. coronel Fabrício Moreira de Bastos<br>. coronel Marcio Nunes de Resende Júnior<br>. general Nilson Diniz Rodriguez<br>. tenente-coronel Sérgio Cavaliere de Medeiros<br>. tenente-coronel Ronald Ferreira de Araújo Júnior</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Voto de Moraes<br></strong>Moraes destacou em seu voto que os militares não acreditavam em fraude nas urnas eletrônicas, mas mantiveram o discurso “golpista” como um “antídoto” para tentar convencer as Forças Armadas em caso de derrota nas eleições.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele afirmou que, assim como aconteceu em outros países europeus e nos EUA, a tentativa de ruptura institucional se baseia em ataque a instituições democráticas e não à democracia diretamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Esse populismo extremista digital, não só no Brasil, essa extrema direita que não acredita na democracia, aprendeu que atacar diretamente a democracia não dá ibope. Então, não se ataca a democracia, se ataca os instrumentos. ‘Olha, eu sou a favor da democracia, mas houve tanta fraude que nós temos que dar um golpe para restabelecer a democracia’. Isso foi feito na Hungria, esse foi feito na Polônia, esse discurso foi feito lá atrás nos Estados Unidos”, disse.<br>O ministro afirmou ainda que &#8220;não há dúvidas que há indícios&#8221; contra os acusados, e que o desrespeito à hierarquia é uma das características de golpes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Não só no Brasil, mas no resto do mundo, a história mostra que a subversão hierárquica é característica de golpes. E aqui se iniciou a subversão quando o comandante chefe das forças armadas ignora o comandante do exército e chama um oficial subalterno”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele prosseguiu: &#8220;A nação não estava preocupada com o abandono dos militares, não estavam pedindo aos militares. Os militares sabem que as Forças Armadas não eram o Poder Moderador, que substituía o imperador. Esse Poder Moderador deixou de existir com a constituição de 1991&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>&#8216;Tentativa de golpe&#8217;<br></strong>Moraes também rebateu o argumento de parte dos advogados dos acusados que disseram não ter havido golpe, mas uma tentativa de golpe, o que não deveria ser punido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O golpe de estado e aqui já foi dito várias vezes que o crime de atentar contra democracia, contra o Estado e o direito de praticar golpe de estado, não existe tentativa. Se a execução se iniciou e o golpe de estado não se consumou, o crime é consumado. Porque se o golpe de estado se consumar, não há crime a ser analisado”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos advogados de defesa afirmou que os comandantes da Forças não aderiram ao plano e isso era fundamental para executar o golpe. Por isso, o meio para concretizar o fato seria ineficaz e por isso não se poderia punir os acusados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Parece que aqui nenhum dos presentes e todos aqueles que nos ouviram, ninguém acredita que se houvesse golpe de estado estaríamos aqui a julgar esses fatos. Eu dificilmente seria o relator. Talvez aí a minha suspeição fosse analisada pelos &#8216;kids pretos”, afirmou Moraes.<br>O ministro também reiterou que, em uma democracia, após o segundo turno, as Forças Armadas &#8220;não têm que decidir nada&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;As forças armadas não tem que decidir nada, não tem que decidir para que lugar nenhum o presidente que perdeu a reeleição vai, quem perde a eleição em uma democracia — seja no Brasil, seja na Inglaterra, na França, em Portugal, nos Estados Unidos —, quem perde as eleições vai para casa e vira oposição e tenta voltar quatro anos depois, esse é o regime democrático&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Aqui essas declarações apoiadas após a conversa com o denunciado demonstram, é que o que a procuradoria imputou da sequência dessa tentativa de golpe tem indícios razoáveis que serão analisados durante ação penal. Também tem muito a ver com a presença de um indivíduo&#8221;, prosseguiu.</p>



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