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	<title>propina &#8211; Blog do Suetoni</title>
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	<description>Site pessoal de Suetoni Souto Maior</description>
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		<title>Operação Outside: &#8220;beijos&#8221; e &#8220;cheiros&#8221; eram senha para pagamento de propina em Patos, revela Polícia Federal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Apr 2025 20:29:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[beijos]]></category>
		<category><![CDATA[licitação]]></category>
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					<description><![CDATA[A segunda fase da Operação Outside, desencadeada nesta quinta-feira (3), revelou um intrincado esquema de pagamento de propinas a uma servidora da prefeitura de Patos. A investigação é um desdobramento da primeira fase da operação, deflagrada em setembro de 2024, que teve como objetivo apurar indícios de fraude em processo licitatório, sobrepreço e desvio de [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">A segunda fase da Operação Outside, desencadeada nesta quinta-feira (3), revelou um intrincado esquema de pagamento de propinas a uma servidora da prefeitura de Patos. A investigação é um desdobramento da primeira fase da operação, deflagrada em setembro de 2024, que teve como objetivo apurar indícios de fraude em processo licitatório, sobrepreço e desvio de recursos públicos federais relacionados à obra de restauração da Alça Sudeste e da Avenida Manoel Mota, no município sertanejo. A obra foi orçada, inicialmente, em cerca de R$ 5 milhões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A operação é coordenada, em conjunto, por Polícia Federal, Ministério Público Federal e Controladoria-Geral da União (CGU). Foram cumpridos nesta quinta-feira quatro mandados de busca e apreensão no município de Patos, no Sertão paraibano, expedidos pela 14ª Vara da Justiça Federal na Paraíba. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesta nova fase, apuram-se elementos que indicam suposta atuação ilícita de uma servidora da Prefeitura Municipal de Patos, que, valendo-se de sua posição na administração pública, teria favorecido interesses privados da empresa responsável pela obra. Além da servidora, investigada por corrupção ativa, outras três pessoas são investigadas por suposta corrupção passiva. O nome da profissional não foi revelado e também não é apontada a participação de outros agentes públicos da prefeitura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as condutas identificadas estão, por exemplo, o repasse de informações privilegiadas e o tratamento diferenciado à empresa executora. Em contrapartida, a servidora teria recebido, de forma habitual, vantagens econômicas indevidas, pagas pelos administradores da empresa. O código para o recebimento de propina, segundo a investigação, era o uso de termos como &#8220;beijos&#8221; e &#8220;cheiros&#8221;, inclusive em espécie, solicitados pela servidora pública.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Caso confirmadas a autoria e a materialidade dos fatos, os investigados poderão responder pelos crimes de advocacia administrativa (artigo 321 do Código Penal), corrupção passiva (artigo 317 do Código Penal) e corrupção ativa (artigo 333 do Código Penal).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O nome da operação dado pela Polícia Federal, Outside, tem relação com alça, algo que é “por fora”, em alusão à obra na Alça Sudeste, no entorno da cidade de Patos.</p>



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		<title>Ministério Público denuncia ex-presidente de Fundação de Patos que cobrava propina de servidores via WhatsApp</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/ministerio-publico-denuncia-ex-presidente-de-fundacao-de-patos-que-cobrava-propina-de-servidores-via-whatsapp/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Apr 2023 17:40:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[blog do Suetoni]]></category>
		<category><![CDATA[denúncia]]></category>
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					<description><![CDATA[O Ministério Público da Paraíba (MPPB) denunciou, nesta terça-feira (25), o ex-presidente da Fundação Cultural de Patos (Fundap), Marcelo de Lima Bernardo, por corrupção passiva, crime previsto no artigo 317 do Código Penal. Também foi denunciado como partícipe do ilícito, José Eudo Ferreira, que era vigilante da fundação. A denúncia foi oferecida pelo 4º promotor [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">O Ministério Público da Paraíba (MPPB) denunciou, nesta terça-feira (25), o ex-presidente da Fundação Cultural de Patos (Fundap), Marcelo de Lima Bernardo, por corrupção passiva, crime previsto no artigo 317 do Código Penal. Também foi denunciado como partícipe do ilícito, José Eudo Ferreira, que era vigilante da fundação. A denúncia foi oferecida pelo 4º promotor de Justiça de Patos, Carlos Davi Lopes Correia Lima &#8211; que atua na defesa do patrimônio público e fundações -, e tramita na 1ª Vara Mista de Patos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o promotor de Justiça, foi constatado por meio da investigação realizada nos autos do inquérito civil, que Marcelo se valeu do cargo de presidente da Fundap para solicitar vantagem indevida a servidores temporários contratados pela Prefeitura Municipal de Patos para instalação e montagem de decoração natalina e réveillon.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As irregularidades aconteceram entre dezembro de 2021 e janeiro de 2022 e contaram com o apoio do segundo denunciado, José Eudo, que prestava auxílio direto ao primeiro denunciado, ficando responsável por repassar as ordens de Marcelo aos contratados, ir ao banco e recolher o valor da propina combinada. Uma dessas cobranças de vantagem indevida foi feita por áudio de WhatsApp que foi amplamente divulgado na imprensa local.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o promotor de Justiça, as vítimas foram dois contratados temporários pela Prefeitura que ocuparam cargos de auxiliar e agente de manutenção. À época, esses trabalhadores que recebiam salário-mínimo de R$ 1,1 mil, tiveram que destinar parte do salário a Marcelo. “Os dois ex-servidores eram contratados que recebiam apenas um salário-mínimo de remuneração mensal e trabalhavam de segunda a sábado, ultrapassando a jornada normal, às vezes chegando até 22h. Pessoas humildes, carentes de oportunidades de trabalho, que ainda eram obrigadas a repassar parte dos valores recebidos ao ex-presidente da Fundação&#8221;, criticou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o MPPB, a conduta ilícita do ex-agente público provocou, além do dano material, prejuízo moral coletivo, sugerido em R$ 20 mil, a ser imposto proporcionalmente ao grau de participação e proveito obtido pelos denunciados com a prática do crime. “O prejuízo moral sofrido pela Administração Pública municipal extrapola sobremaneira o dano material, uma vez que a conduta dos denunciados provocou lesão grave, injusta e intolerável aos valores fundamentais da probidade e moralidade administrativa. Após ampla divulgação pela mídia local, especulou-se que a própria Fundap seria extinta, tamanho foi o desgaste à sua imagem ocasionado pela conduta do ex-presidente”, argumentou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pedidos</p>



<p class="wp-block-paragraph">O MPPB requer que o Judiciário receba a denúncia e julgue procedente o pedido, após a instrução regular do processo, para aplicar aos denunciados as penas previstas no artigo 317 do Código Penal (reclusão de dois a 12 anos e multa), nas medidas de suas culpabilidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com informações do MPPB</p>



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		<title>&#8220;BBB da propina&#8221;: uma sala, políticos, dinheiro desviado e muitas imagens nas mãos da &#8220;justiça&#8221;</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/bbb-da-propina-uma-sala-politicos-dinheiro-desviado-e-muitas-imagens-nas-maos-da-justica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Mar 2022 23:23:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Executivo]]></category>
		<category><![CDATA[blog do Suetoni]]></category>
		<category><![CDATA[filmagens]]></category>
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					<description><![CDATA[Lá se vai mais de uma década da operação Caixa de Pandora. Alguém lembra? Ela terminou com a cassação do então governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, em 2009. A polícia revelou que o então secretário de Relações Institucionais do DF, Durval Barbosa, recebia autoridades em uma sala, pagava propina e filmava tudo. O [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Lá se vai mais de uma década da operação Caixa de Pandora. Alguém lembra? Ela terminou com a cassação do então governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, em 2009. A polícia revelou que o então secretário de Relações Institucionais do DF, Durval Barbosa, recebia autoridades em uma sala, pagava propina e filmava tudo. O que pouca gente sabe é que algo bem parecido estava acontecendo aqui, em terras paraibanas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O foco do problema é um município do interior, cujo nome é mantido em sigilo, pelo menos por enquanto. No caso paraibano, assim como ocorreu em Brasília, o responsável pela distribuição das propinas gravou tudo. Tudinho. Tintim por tintim. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Há fartas imagens de vereadores e até deputados recebendo dinheiro. O que o &#8220;brother&#8221; responsável pela captura das filmagens não contava era que o PC onde ele guardava tudo iria parar nas mãos da Justiça. Um verdadeiro mangaio de imagens…</p>



<p class="wp-block-paragraph">Informações obtidas pelo blog dão conta de que as imagens deixam muito claro não apenas quem entregava as propinas, mas também quem era cada uma das pessoas que recebiam. Estima-se que esquema teria tido duração ininterrupta de três anos, segundo as análises iniciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os fios soltos estão sendo conectados e não vai demorar muito para que os &#8220;brothers&#8221; deem de cara com o paredão. Haja coração&#8230;</p>



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		<title>Calvário: colaborador diz ao Gaeco que pagou propina antecipada a Coriolano para &#8220;negociar&#8221; com o Detran</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/calvario-colaborador-diz-ao-gaeco-que-pagou-propina-antecipada-a-coriolano-para-negociar-com-o-detran/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Aug 2021 11:50:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[blog do Suetoni]]></category>
		<category><![CDATA[detran]]></category>
		<category><![CDATA[gaeco]]></category>
		<category><![CDATA[operação calvário]]></category>
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					<description><![CDATA[O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba, ampliou o leque de investigações sobre supostos desvios de recursos no governo do Estado a partir de 2011. O foco agora, como o afirmado anteriormente neste espaço, é o Detran. Informações repassadas ao órgão de persecução criminal apontam que o [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba, ampliou o leque de investigações sobre supostos desvios de recursos no governo do Estado a partir de 2011. <a href="https://suetonisoutomaior.com.br/malotes-ao-sol-gaeco-mira-o-detran-e-suposto-esquema-de-propinas/">O foco agora, como o afirmado anteriormente neste espaço, é o Detran</a>. Informações repassadas ao órgão de persecução criminal apontam que o empresário Pietro Harley, preso na fase anterior da operação Calvário, intermediou vários negócios suspeitos no Departamento Estadual de Trânsito. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Outras figuras que se tornaram alvos de outras etapas da operação aparecem novamente nesta fase. Entre elas, está Coriolano Coutinho, irmão do ex-governador Ricardo Coutinho (PSB). Cori, como é popularmente conhecido, inclusive, se encontra preso, por ter descumprido medidas cautelares impostas pela Justiça. Nos depoimentos colhidos pelos promotores do Gaeco na atual fase da investigação, há a informação de que um empresário cearense interessado em fazer negócio com o Detran teve que pagar R$ 60 mil em propinas só para ser ouvido por Coriolano. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O intermediário da conversa, nesta fase, seria Pietro e o ex-prefeito de uma cidade paraibana. E tem mais. O interlocutor de Cori na conversa, segundo o autor do depoimento, seria o ex-vereador de João Pessoa, Renato Martins. O caso ainda está em fase de investigação e os promotores analisam, agora, a documentação repassada. Os colaboradores apresentaram elementos de prova e apontaram como outras podem ser conseguidas. A investigação segue e tem a operação do Detran como alvo. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fases anteriores</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As fases anteriores da operação Calvário apontaram suposto desvio de R$ 134,2 milhões dos cofres públicos através de contratos supostamente fraudados na Saúde e na Educação. O primeiro foi a atuação da Cruz Vermelha Brasileira no Hospital de Emergência e Trauma, em João Pessoa. Depois, com novas colaborações, chegou-se ao suposto esquema de desvio de recursos na compra de material didático. As investigações continuam. </p>
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			</item>
		<item>
		<title>Sandro Môco é denunciado por cobrar &#8220;pagamento de refrigerante&#8221; a dono de banda contratada pela prefeitura</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/sandro-moco-e-denunciado-por-cobrar-pagamento-de-refrigerante-a-dono-de-banda-contratada-pela-prefeitura/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Apr 2021 23:35:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[camalaú]]></category>
		<category><![CDATA[dinheiro do refrigerante]]></category>
		<category><![CDATA[ministério público]]></category>
		<category><![CDATA[propina]]></category>
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					<description><![CDATA[Não esqueça &#8220;o dinheiro do refrigerante&#8221;, teria dito o prefeito de Camalaú, Sandro Môco (PSDB), ao dono da Banda Pedrinho Pegação, em março do ano passado. A mensagem, de acordo com o Ministério Público da Paraíba, era a senha para que o empresário pagasse propina pelo contrato do grupo musical por R$ 25 mil, com [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Não esqueça &#8220;o dinheiro do refrigerante&#8221;, teria dito o prefeito de Camalaú, Sandro Môco (PSDB), ao dono da Banda Pedrinho Pegação, em março do ano passado. A mensagem, de acordo com o Ministério Público da Paraíba, era a senha para que o empresário pagasse propina pelo contrato do grupo musical por R$ 25 mil, com recursos do município. O gestor foi denunciado nesta semana pelo órgão ministerial no Tribunal de Justiça da Paraíba. Môco, vale ressaltar, é um velho conhecido do Ministério Público e alvo de operações como a Rent a Car. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Sandro Môco, que tem como nome de batismo Alecsandro Bezerra dos Santos, é acusado de corrupção passiva por, em razão da função de prefeito, ter supostamente solicitado vantagem indevida (pagamento de propina em dinheiro em espécie) da empresa PRLW Shows Ltda, conhecida pelo nome fantasia “Banda Pedrinho Pegação”. A denúncia é fruto de inquérito criminal que tramitou na Comissão de Combate aos Crimes de Responsabilidade e à Improbidade Administrativa (Ccrimp) do MPPB. A apuração decorre das provas coletadas na “Operação Rent a Car”, realizada em agosto de 2020. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O Ministério Público pede na ação a aplicação de medidas cautelares, entre elas, a suspensão do exercício da função pública do gestor, com o consequente afastamento do denunciado do cargo de prefeito de Camalaú. O relator do processo é o desembargador Arnóbio Alves Teodósio.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Acusação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a denúncia, o prefeito entrou em contato por aplicativo de mensagem com o proprietário da banda “Pedrinho Pegação&#8221;. &#8220;Existe, portanto, indício concreto apontando que Alecsandro Bezerra dos Santos solicitou para si vantagem indevida (propina) em decorrência da função. Note-se que o denunciado fala expressamente em dinheiro, usando o jargão “dinheiro do refrigerante” que é sabidamente associado a pagamento de propina”, diz a denúncia do MPPB.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após a negociação, o denunciado, na qualidade de prefeito, assinou contrato com a banda “Pedrinho Pegação” pelo valor que foi “negociado” de R$ 25 mil, no dia 6 de março de 2020. &#8220;Deve-se registrar que em razão da pandemia de covid-19, impondo a suspensão de atos com aglomerações em todo o território nacional (e em Camalaú não foi diferente), o evento de apresentação da banda não se realizou, inexistindo registro de pagamento. Tal constatação, todavia, não desnatura o crime de corrupção passiva, vez que se trata de delito meramente formal. Solicitar é &#8216;pedir&#8217;, &#8216;rogar&#8217; Com o simples ato de solicitar pagamento em dinheiro indevido, propina eufemisticamente chamada de &#8216;dinheiro do refrigerante”, em razão do cargo, o prefeito agora denunciado consumou o crime de corrupção passiva&#8221;, destaca o MP na denúncia.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Medidas cautelares</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da suspensão da função pública e afastamento do cargo, o MPPB pediu a proibição do denunciado frequentar a sede da prefeitura de Camalaú e a proibição de&nbsp;manter contato, por qualquer meio, com os integrantes do primeiro escalão do município de Camalaú (vice-prefeito e secretários); servidores diretamente ligados ao gabinete do prefeito; membros da Comissão Permanente de Licitação e o pregoeiro oficial do município.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Operação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na petição, o MPPB destaca que a denúncia de corrupção passiva é apenas mais uma, em uma coleção de processos penais que o prefeito responde. Ele já foi denunciado na operação “Rent a Car”, acusado dos crimes de falsificação de documentos, fraude em licitação e desvio de recursos públicos. O prefeito chegou a ser preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo e afastado do cargo à época.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a investigação, agentes públicos, entre eles o prefeito, uniram esforços no sentido de planejar e executar engenho voltado para desviar recursos públicos do município de Camalaú, processado após prévia emissão de documentos falsos e locação fraudulenta de veículos do prefeito (uma caminhonete 4X4, ano 2017, e um caminhão, ano 1973), registrados em nome de “laranjas”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação mostrou que, desde 2017, os veículos foram sistematicamente locados ao município de Camalaú, após prévio direcionamento de processos de licitação, especialmente modelados para tal finalidade. A caminhonete foi adquirida, “zero KM”, junto à uma concessionária de Caruaru, em março de 2017, pelo valor de R$ 165 mil. Destes, R$ 110 mil foram pagos por meio de transferência bancária de conta titularizada pelo próprio prefeito.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme o MPPB, o mesmo procedimento foi adotado em relação ao caminhão Mercedes-Benz L113. O veículo foi comprado pelo prefeito&nbsp;e registrado em nome de um outro “laranja”. Fabricava-se a licitação, sendo o veículo locado para prestar serviços ao município. Emitiam-se os cheques em nome do “laranja”, que os endossava, voltando os títulos para o prefeito.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O prefeito responde ainda a processo por furto de água de uma adutora da Cagepa para abastecer imóvel rural de sua posse ou propriedade e há ainda duas investigações em andamento fundadas em elementos concretos (um inquérito policial, por posse ilegal de arma de fogo e uma apuração de lavagem de dinheiro).</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



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		<item>
		<title>Confira vídeo do Gaeco que mostra delegada e escrivão em combinação de valores para arquivar inquérito</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/confira-video-do-gaeco-que-mostra-delegada-e-escrivao-em-combinacao-de-valores-para-arquivar-inquerito/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Apr 2021 13:31:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[delegada]]></category>
		<category><![CDATA[escrivão]]></category>
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					<description><![CDATA[O escrivão conversa com o policial rodoviário federal que ouve da delegada que a conclusão do inquérito que pesa contra ele será pela rejeição da denúncia. O ato contínuo da história é a entrega de um bolo de dinheiro com R$ 2,5 mil. Neste momento, a delegada se levanta e diz que essa parte é [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O escrivão conversa com o policial rodoviário federal que ouve da delegada que a conclusão do inquérito que pesa contra ele será pela rejeição da denúncia. O ato contínuo da história é a entrega de um bolo de dinheiro com R$ 2,5 mil. Neste momento, a delegada se levanta e diz que essa parte é com o escrivão e deixa a sala. O passo seguinte é o flagrante da Operação Cara de Pau, desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) e pelo Núcleo de Controle Externo da Atividade Policial (Ncap).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A delegada Maria Solidade de Sousa e o escrivão Alexandre de Souza foram presos preventivamente nesta quinta-feira (13), em Alagoa Grande, sob a acusação de tentativa de extorquir o policial rodoviário. Eles são investigados pela prática de concussão. O nome do membro da Polícia Rodoviária Federal, que é investigado por furto, não foi revelado. Confira abaixo as imagens que estão em poder do Ministério Público da Paraíba.</p>



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<iframe title="Operação Cara de Pau 1" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/UxjXlhU4CCw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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<iframe title="Operação Cara de Pau 2" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/tXTq3eoqW8Q?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Operação Cara de Pau" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/sZRhRZm0UXM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">Foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão contra os suspeitos. A delegada Maria Solidade de Sousa e o escrivão Alexandre de Souza teriam cobrado R$ 5 mil de propina para “esquecer” a acusação contra o policial. A metade&nbsp;foi paga e, com autorização judicial, o Ncap e o Gaeco monitoraram o segundo pagamento, prendendo os acusados em flagrante. A abordagem foi feita no momento do recebimento do dinheiro.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos, sendo um na Delegacia de Polícia Civil de Alagoa Grande e dois nas residências dos acusados, em João Pessoa. Os investigados foram presos e conduzidos para a Central de Polícia em Guarabira, onde aguardarão a audiência de custódia.&nbsp;Os dois deverão usar tornozeleira eletrônica e vão cumprir prisão domiciliar.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O nome da operação “Cara de Pau”, segundo o Ministério Público, é uma alusão ao entendimento de que os dois foram atrevidos a ponto de cometerem um ato de concussão dentro de uma delegacia, achando que não responderiam pela conduta. O crime de concussão está previsto no Artigo 316 do Código Penal, como o ato de exigir vantagem indevida, na qualidade de servidor público.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



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		<title>Calvário: em delação, advogado descreve Coriolano como “gerentão” da propina</title>
		<link>https://suetonisoutomaior.com.br/calvario-em-delacao-advogado-descreve-coriolano-como-gerentao-da-propina/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suetoni Souto Maior]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Mar 2021 12:29:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[calvário]]></category>
		<category><![CDATA[Coriolano coutinho]]></category>
		<category><![CDATA[gerentão]]></category>
		<category><![CDATA[paraíba]]></category>
		<category><![CDATA[propina]]></category>
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					<description><![CDATA[Todos acompanhamos, em fevereiro, as prisões do empresário Pietro Harley, do ex-secretário estadual Edvaldo Rosas e de Coriolano Coutinho, irmão do ex-governador Ricardo Coutinho (PSB). Eles foram alvos da 11ª e da 12ª fases da operação Calvário, desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba. O que [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Todos acompanhamos, em fevereiro, as prisões do empresário Pietro Harley, do ex-secretário estadual Edvaldo Rosas e de Coriolano Coutinho, irmão do ex-governador Ricardo Coutinho (PSB). Eles foram alvos da 11ª e da 12ª fases da operação Calvário, desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba. O que poucos sabem é que no centro de tudo estava a delação do advogado Bruno Donato, que, entre outras coisas, apresentou Coriolano como uma espécie de “gerentão” da propina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas não apenas Coriolano foi citado como peça-chave no suposto esquema de propina envolvendo contratos do governo do Estado nas áreas de saúde, educação. Há ainda relatos que permeiam operações não republicanas em contratos do programa Empreender-PB, usado, segundo a delação, para irrigar campanhas eleitorais através do uso de laranjas. Todo o conteúdo foi acompanhado de vasto acervo documental, disponibilizado em três volumes entregues ao Gaeco. A delação foi formulada em janeiro do ano passado, a pedido do próprio Bruno.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No relato, ele conta como se tornou próximo de Pietro Harley, que, segundo a delação, funcionava como grande intermediário na compra de material didático vendido ao governo do Estado. A indicação para o cargo de advogado do empresário teria sido feita por Coriolano, que chegou a usar Bruno Donato como “menino de recado” para fazer ameaças veladas, em 2012, ao então secretário de Saúde, Waldson de Souza. Waldson, segundo o relato, estaria segurando os processos de pagamentos de livro sobre a dengue.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Ele perguntou porque Waldson estava segurando tanto o processo, e que ele tomasse cuidado, pois hoje ele era secretário, amanhã ele não poderia ser&#8230;”, contou Bruno Donato. Os contratos tinham a ver com o fornecimento de livro sobre o enfrentamento do surto de dengue, vendido pela editora DCL, por intermédio de Pietro Harley. O caso, na época, gerou desconforto após denúncia feita pelo então deputado federal Manoel Júnior (SD), hoje prefeito de Pedras de Fogo. O negócio não teve continuidade por causa de questionamentos de CGU, MPF e PF.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A delação insere vários personagens da política paraibana no suposto esquema, com maior ou menor envolvimento. Pietro Harley, Edvaldo Rosas e Coriolano são personagens centrais, junto com Waldson de Souza. É citado um episódio, inclusive, que num pagamento de propina remetida por Harley por Bruno Donato para ser entregue a Waldson e Edvaldo Rosas. Na entrega, segundo o relato, Edvaldo pega os R$ 90 mil e diz que deixará a parte dele em casa. </p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o relato de Donato, Waldson lembra a Edvaldo que o dinheiro seria para a campanha de Estela Bezerra (PSB), em 2012. Ela disputou a prefeitura de João Pessoa. Ouve, então, que era pouco dinheiro e que não faria falta. Há informações também de que parte do dinheiro de propinas teria sido usado, também, para pagar prefeitos no Sertão. Entre os citados na entrega de dinheiro, aparece também o deputado estadual Ricardo Barbosa (PSB), que até o ano passado era líder do governo na Assembleia. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Como há indícios de que Pietro Harley e Edvaldo Rosas fizeram delação premiada recentemente, sabe Deus o que sairá daí. Dos presos em faveiro, apenas Coriolano Coutinho teve o pedido de conversão da prisão em medidas cautelares. </p>
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