Executivo
Sobre fala na ONU, João Azevêdo diz que Bolsonaro insiste no discurso “que levou o país a quase 600 mil mortos”
21/09/2021 16:04
Suetoni Souto Maior
Discurso do Presidente da República Jair Bolsonaro. Foto: Alan Santos/PR

O governador João Azevêdo (Cidadania) criticou nesta terça-feira (21) o discurso do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas). Como manda a tradição, o gestor brasileiro foi o primeiro a falar. Bolsonaro, na sua fala, descreveu um cenário de prosperidade no Brasil e acusou os governadores de terem atuado para prejudicar a economia durante a pandemia do novo Coronavírus. Ele disse que defendeu desde o início o enfrentamento do vírus e a defesa dos empregos e alega que os governadores prejudicaram o país com a “política do fique em casa”.

O presidente também defendeu o tratamento precoce da Covid-19, apesar de ele ser criticado por especialistas, que contestam os resultados positivos alegados. Ao todo, quase 600 mil pessoas morreram desde o início da pandemia no Brasil. A curva de mortes só foi reduzida com a aplicação em massa de vacinas no país. O próprio presidente comemorou os dados relacionados com o andamento da imunização, garantindo que até novembro mais de 90% da população adulta estará vacinada no país. As críticas aos governadores fizeram com que os gestores reagissem aos ataques.

“Ao atacar governadores na ONU e insistir no mesmo discurso de tratamento ineficaz que defende desde o início da pandemia, o presidente da República repete o mesmo erro que levou o país a quase 600 mil mortos pela Covid-19”, disse o governador paraibano João Azevêdo. Ele prossegue alegando que o presidente estimula a propagação de mentiras respeito da pandemia. “O Brasil enfrenta duas crises: uma sanitária e outra, a crise da propagação de fakenews. Para a primeira, vacina. Para a segunda, a verdade e a democracia”, acrescentou.

Durante a sua fala, o presidente alegou também que houve o pagamento de 800 dólares para as pessoas que ficaram impedidas de trabalhar por causa das restrições ao funcionamento da atividade econômica. As contestações ganharam espaço nas redes sociais, com críticas ao gestor, já que o auxílio emergencial pago foi de R$ 600, podendo chegar a R$ 1,2 mil no caso das mulheres que chefiam famílias. O valor foi reduzido para R$ 300 na sequência do programa.

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