Executivo
Ricardo e suas estratégias na volta à cena política de João Pessoa
05/07/2024 07:46
Suetoni Souto Maior
Ricardo Coutinho e Luciano Cartaxo juntos outra vez em uma disputa eleitoral. Foto: Divulgação

O ex-governador Ricardo Coutinho (PT) está de volta à cena política de João Pessoa. E se há, hoje, uma pré-candidatura petista para a disputa da prefeitura da capital, esta articulação praticamente toda pode ser atribuída ao ex-gestor, que trabalha para resgatar a força política perdida na principal cidade do Estado. E é aí que entram o deputado estadual Luciano Cartaxo e Amanda Rodrigues, potenciais candidatos a prefeito e a vice pela legenda.

Cartaxo entra nesta histórica como aliado para um objetivo comum: enfrentar e tentar impedir a caminhada do atual prefeito, Cícero Lucena (PP), rumo à reeleição. A missão não será fácil. O gestor abocanhou o apoio de praticamente todos os partidos do campo progressista e que fazem parte da base aliada do governador João Azevêdo (PSB). A lista inclui, inclusive, PCdoB e PV, que integram a Federação Brasil da Esperança junto com o PT, que também era esperado na composição.

O primeiro movimento de Ricardo Coutinho, portanto, foi esvaziar a pré-candidatura de Cida Ramos e uma articulação que poderia levar o Partido dos Trabalhadores para Cícero – iniciativa similar à tentada por ele no segundo turno das eleições de 2022, quando se contrapôs à aliança com João no segundo turno e preferia uma composição com Pedro Cunha Lima (PSDB). O movimento, na época, foi freado pela direção estadual do partido.

Neste ano, no entanto, com articulação ruidosa via direção nacional do partido, Ricardo conseguiu seu intento. O objetivo agora é estancar de forma indireta uma sequência de maus resultados na cidade que já foi governada por ele e que serviu de trampolim para a chegada ao governo do Estado.

Em 2020, denunciado pela operação Calvário, do Ministério Público da Paraíba, Ricardo Coutinho ficou apenas em sexto lugar na disputa pela prefeitura. Na época, ele estava filiado ao PSB. Dois anos depois, ficou atrás do pastor Sérgio Queiroz (Novo) e da ex-deputada Pollyanna Dutra (PSB) na tentativa de ser eleito para o Senado. De lá para cá, viu os processos da Calvário irem para a Justiça Eleitoral sem nenhuma decisão de mérito.

Com a vitória de Lula (PT) na Presidência da República, em 2022, Ricardo Coutinho foi morar em Brasília. Havia a expectativa de assumir algum cargo de primeiro ou segundo escalão, o que não aconteceu. Mas das articulações saiu a nomeação de Amanda Rodrigues para a diretoria de programas da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde. Ela deixou a função nesta semana, visando a disputa das eleições. Para isso, foi novamente filiada ao PT, via direção nacional.

A expectativa, agora, é que Coutinho assuma a coordenação da campanha enquanto se prepara para o retorno às disputas eleitorais em 2026.

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