O currículo do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP), acaba de ser atualizado. Além de governador, senador e eleito para comandar a capital em três oportunidades, ele agora também pode se declarar sobrevivente de uma guerra. O gestor chegou nesta quarta-feira (18) ao solo paraibano, após seis dias repletos de incertezas, sendo que alguns deles, literalmente, foram marcados pela rotina de bombardeios protagonizados pelo regime do Irã em solo israelense. Tudo fruto da escalada de agressões entre os dois países, em guerra desde o último dia 12.
O prefeito falou sobre o assunto em entrevista coletiva concedida em um hotel da capital. Ao lado de familiares, amigos e apoiadores, Cícero Lucena contou detalhes sobre os dias que se seguiram em Israel e como foi a saída dele do país do Oriente Médio. As articulações, para isso, envolveram uma corrente integrada por representantes do Ministério das Relações Exteriores do Brasil e os governos de Israel, Jordânia e Arábia Saudita. Não deixou de ser lembrado, também, um empresário paraibano que disponibilizou um jatinho para o resgate.
Nas suas falas, o prefeito, muitas vezes emocionado, revelou o clima de tensão que tomou conta da delegação brasileira durante a visita a Israel, a convite de empresas e do governo local. Ao todo, mais de 50 pessoas, entre prefeitos, vice-prefeitos e vice-governadores participaram da agenda e foram surpreendidos pelo conflito, iniciado pelo bombardeio de Israel a instalações nucleares do país vizinho. Todos estavam lá para participar da Expo Muni Israel 2025, que era uma feira voltada para o oferecimento de soluções de segurança para os municípios.
Respondendo à imprensa, o prefeito disse que muitas destas ferramentas poderão ser implantadas em João Pessoa, como forma de contribuir com o combate à criminalidade. A violência, vale ressaltar, foi apresentada em pesquisa recente realizada pelo instituto Quaest como a maior preocupação dos brasileiros. Por conta disso, vários municípios estão buscando iniciativas para contribuir com a solução de um problema constitucionalmente relegado aos governos estaduais. Na capital paraibana, reforça Cícero, já há colaboração com o compartilhamento de informações e de câmaras de monitoramento. O objetivo é ampliar as ações.
Sobre o retorno para o Brasil, o deputado federal Mersinho Lucena (PP) deu detalhes sobre a operação, que contou com a participação dele. O deputado decidiu se deslocar para a Arábia Saudita ainda na semana passada, ao chegar à conclusão, durante conversa com amigos, que a situação na região tende a piorar com a escalada da guerra. “Não dá para dizer quando ela vai terminar”, reforçou. Ele lembrou momentos de tensão em todos os trajetos, principalmente, a saída de Israel para a Jordânia. Apesar da escolta de militares israelenses, o aviso era o de que não poderiam garantir a segurança do comboio.
Ao chegar na Jordânia, Cícero relatou que toda a comitiva teve grande atenção do governo local, que agilizou visto e escolta para eles seguirem até a Arábia Saudita, onde estava Mersinho. Definido o local do encontro, todos retornaram para o Brasil nesta terça-feira (17). Eles fizeram paradas na Espanha e depois na Ilha da Madeira, onde pernoitaram. Nesta quarta, o jatinho rumou para Natal, onde desembarcaram Cícero, Mersinho e os outros sete tripulantes que embarcaram com eles.
Em João Pessoa, já em segurança e cercado de familiares e amigos, o prefeito disse que depois do que viveu, virou um defensor ainda mais resiliente da paz. Durante a coletiva, vários vereadores da capital e deputados estiveram presentes. Entre eles, o presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino (Republicanos). Tanto Cícero quanto ele se apresentam como potenciais candidatos ao governo. A tendência agora, passado o susto, é que o gestor descanse e prepare o “cavalo” para a retomada da busca por apois estado afora.
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